História dos santos dos últimos dias

 


 


Segundo os mormons, Joseph Smith Jr. recebeu uma visão na qual Deus e Jesus Cristo lhe ordenaram que não se filiasse a nenhuma das igrejas existentes, pois todas estavam erradas, mais tarde o instruiram a que restaurasse a verdadeira igreja de Jesus Cristo. Esta narrativa é conhecida como a Primeira Visão.[1]


A tradição deste movimento diz que, em um segundo momento (depois da Primeira Visão), um anjo do Senhor apareceu para Joseph e lhe entregou uma coleção de placas de ouro gravadas com a lâmina da sabedoria. Joseph teria traduzido-as para o inglês, dando origem ao Livro de Mórmon, que juntamente com a Bíblia[2], Doutrina e Convênios e Pérola de Grande Valor constitui a base de fé da dos santos. O termo mórmon, geralmente usado para referir-se a estes, deriva do nome do profeta Mórmon, que teria sido um dos autores e compiladores das escrituras que formaram o livro com seu nome.


Segundo a Revista Superinteressante Joseph Smith Jr. “(…) demorou 10 anos para publicar seus escritos, que deram origem ao Livro de Mórmon, impresso que, ao lado da Bíblia, orienta a religião até hoje.


Com o livro debaixo do braço, Smith foi o primeiro missionário da Igreja. A mensagem de que sua “bíblia” seria o capítulo seguinte ao Novo Testamento conquistou não apenas seguidores como também inimigos políticos e religiosos. Os dirigentes da Igreja nunca se entenderam com o governo americano e com a ética protestante, dominante no país no século 19.


Os mórmons se afirmavam como os donos da verdadeira palavra de Jesus Cristo e isso alfinetava o protestantismo, diz John Gordon Melton, professor de estudos religiosos da cultura americana da Universidade de Indiana. Fora isso, tinha também o lado político da coisa. Smith era um líder carismático e estava doido para concorrer à Presidência dos EUA, o que incomodava bastante as autoridades.”[3]


Os mórmons foram vítimas de centenas de atos de segregação, como incêndios de caravanas lideradas por missionários e peregrinos. Até que Joseph Smith Jr. acabou assassinado dentro da cela onde estava preso, em Illinois[4].


Houve razoáveis discidências quanto a sucessão do seu lugar como profeta da Igreja. O maior ramo, no entanto, aceitou em seu lugar como líder Brigham Young, considerado o segundo profeta entre os de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Outro grupo apoiou Joseph Smith III, filho de Joseph Smith Jr., como seu sucessor. Este último grupo ficou conhecido como A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Seu nome, porém, foi alterado para Comunidade de Cristo no início da década de 2000.




 

Em 1830 foi organizada a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias (aquela organizada por Joseph, em vida, ou seja, pré-cisão) que rapidamente cresceu, gerando uma série de perseguições devido a ensinamentos tal como o plurarismo de esposas (poligamia), que culminaram no assassinato de Joseph Smith em 1844; porém isso não deu fim à religião, como pensavam os conspiradores. Impulsionada pelo serviço de missionários que em geral são jovens entre 19 e 26 anos, é a religião cristã que mais cresce atualmente, a Terra (dados de 2002)[5]


Mórmon, que a princípio foi usado como termo pejorativo, foi um apelido dado aos membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mórmon foi um profeta do Livro de Mórmon, um conjunto de escritos que têm como tema a história daqueles que, segundo a crença, “estão entre os antepassados dos índios americanos“.[6] O relato mais importante do Livro de Mórmon é a aparição de Jesus Cristo no Continente Americano, cumprindo, ao que afirmam os santos dos últimos dias, a profecia do próprio Cristo, quando disse em Jerusalém: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco, a mim convém agregá-las, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um pastor“. (João 10:16)


Os santos dos últimos dias, crêem em Deus, como o Pai, em Jesus Cristo como Filho de Deus e no Espírito Santo.[7] Seres separados e distintos, porém cada um com uma função específica. Acreditam que Deus, o Pai, e Seu Filho, Jesus Cristo, possuem um corpo de carne e ossos, glorificado e perfeito, e que o Espírito Santo não possui corpo, mas é um personagem de espírito.


Também há uma grande concentração na construção de Templos e no cumprimento dos convênios sagrados que são realizados ali. Os templos são edifícios considerados sagrados, destinados à realização de ordenanças (i.e. sacramentos) em favor dos vivos e dos mortos, como o batismo por imersão. Este, quando realizado em favor de uma pessoa viva acontece geralmente em uma capela ou lugar com água o suficiente para a imersão; quando realizado em favor de uma pessoa morta, exige um procurador do mesmo sexo do falecido e é realizada exclusivamente nos templos. Em função disso, os mórmons dedicam-se à compilação de dados sobre seus antepassados, para então realizarem cerimônias vicárias em favor de seus antepassados. Crendo que a família pode ser eterna, também realizam a cerimônia denominada selamento, pela qual marido e mulher casam-se pelo tempo e pela eternidade, e seus filhos passam a constituir com seus pais uma família eterna.


No Brasil, existem templos em (seguido a ordem em que foram dedicados): São Paulo, Recife, Campinas, Porto Alegre e Curitiba. O termo templo na concepção mórmon, diferencia-se de capela, sendo as últimas destinadas à adoração e não à realização de ordenanças vicárias, e com acesso ao público em geral. Os templos só podem adentrar para realização de convênios pessoas batizadas há mais de um ano, sendo recomendadas pela liderança da Igreja.

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