Ideia de negocio churrasco em domicílio

CHURRASCO EM DOMICÍLIO

Apresentação

Saber preparar um bom churrasco e ter disposição para trabalhar com o público, principalmente nos fins de semana e feriados, são alguns dos requisitos básicos para quem deseja ingressar no ramo, que tem crescido até 20% ao ano. O cliente escolhe o tipo de churrasco – espetinho ou bife – e os acompanhamentos.

O empresário se encarrega de fornecer os alimentos, carvão, bebidas, descartáveis e mão-de-obra. Poderá utilizar as churrasqueiras existentes no local ou levar as suas, que têm de ser desmontáveis. Saber calcular a quantidade de alimentos é fundamental para que não haja desperdício nem prejuízo.

E assim como a cerveja, o churrasco, iguaria tradicional nos Pampas Gaúchos, pode ser considerado paixão nacional. Além de um número expressivo de churrascarias espalhadas pelo País, cresce a quantidade de bufês para atender eventos e confraternizações em domicílio. Mão-de-obra especializada, fartura e qualidade da carne são fatores imprescindíveis para conquistar o público, formado na maioria por empresas, lembram empreendedores do setor.

Quem está no mercado diz que o ideal é trabalhar para eventos com pelo menos 100 pessoas. Com este público, é possível cobrar R$ 2,8 mil pelo serviço que inclui, além do churrasco, guarnições, bebidas e sobremesas. O ramo não é para aventureiros, pois necessita de um gestor para comandar a administração, como em qualquer outro empreendimento. “Já vi muita gente entrar no ramo sem nenhuma noção administrativa e em pouco tempo ir à falência”, frisa.

Investimento Inicial

Conforme a estrutura do empreendimento, o valor estimado, para o empreendedor iniciar esse tipo de negócio, pode ficar em torno: R$ 20 mil, permitindo realizar três eventos nos finais de semana, em um período de dois meses.

Exige ainda: automóvel, fax, telefone, computador, escritório para 2 pessoas e área de 60 m2

– Capital de giro: R$ 1.900
– Número mínimo de pessoas trabalhando: 4 (o dono, 1 churrasqueiro e 2 ajudante)
– Risco: Médio

Mão-de-obra

Como a maioria dos eventos ocorre no fim de semana, a mão-de-obra normalmente é temporária, gerando menos custo nesse quesito. Mas é preciso formar várias equipes a fim de atender a maior demanda possível. Um evento para 40 pessoas exige quatro funcionários: um churrasqueiro, dois garçons e um responsável pela salada e guarnições.

Legislação

Os passos para registro de uma empresa comercial

Apesar de existir um número grande de empresas informais, a legalização do negócio formalizar a empresa para conquistar clientes que exigem nota fiscal para contratar o serviço, é imprescindível para quem pretende crescer no mercado.

É importante saber driblar a sazonalidade do segmento, que costuma ter queda no movimento de janeiro a maio e agregar serviços de café da manhã, almoço e jantar ao leque da marca para suprir a baixa temporada, porém o carro-chefe continua sendo o churrasco, para equilibrar a receita durante o ano inteiro.

Oportunidades de Negócios

Data Inclusão: 10/10/2006
Autor: Jornal do Commércio

Churrasco a domicílio conquista mais adeptos

Eventos corporativos estimulam a demanda pelo negócio

Assim como a cerveja, o churrasco, iguaria tradicional nos Pampas Gaúchos, pode ser considerado paixão nacional. Além de um número expressivo de churrascarias espalhadas pelo País, cresce a quantidade de bufês para atender eventos e confraternizações em domicílio. Mão-de-obra especializada, fartura e qualidade da carne são fatores imprescindíveis para conquistar o público, formado na maioria por empresas, lembram empreendedores do setor. Um atrativo para quem pretende entrar nesse mercado é o investimento inicial de R$ 20 mil, permitindo realizar três eventos nos finais de semana, em um período de dois meses.

No Rio de Janeiro, a Tchê do Chimarrão oferece churrascos em eventos desde 1994. Sócio da empresa, Wagner Souza Freitas diz que a marca deixou, há 12 anos, de ser uma churrascaria para se transformar em serviço de bufê especializado no produto. A mudança aconteceu devido ao alto custo para se manter um negócio do gênero. Embora aumente o risco do negócio, a empresa oferece pacotes com comida ilimitada durante seis horas. Para Freitas, mesmo tendo uma margem de lucro menor, a estratégia compensa. “Deixamos o cliente seguro e criamos um diferencial diante da concorrência, atraindo mais serviços”, complementa.

Quem está no mercado diz que o ideal é trabalhar para eventos com pelo menos 100 pessoas. Com este público, é possível cobrar R$ 2,8 mil pelo serviço que inclui, além do churrasco, guarnições, bebidas e sobremesas. Freitas alerta que o ramo não é para aventureiros, pois necessita de um gestor para comandar a administração, como em qualquer outro empreendimento. “Já vi muita gente entrar no ramo sem nenhuma noção administrativa e em pouco tempo ir à falência”, frisa.

LEGALIZAÇÃO – Apesar de existir um número grande de empresas informais, a legalização do negócio é imprescindível para quem pretende crescer no mercado. Os quatro sócios da Rechican Gaúchos, também no Rio, ficaram durante seis anos na informalidade, mas, em 2003, decidiram formalizar a empresa para conquistar clientes que exigem nota fiscal para contratar o serviço.

“Durante muito tempo nosso público era composto por amigos e familiares. Chegou uma hora que começaram a surgir vários pedidos de empresas, mas, como não éramos formalizados, perdíamos uma série de atendimentos”, relata Renato de Paula Ferreira, um dos sócios da Rechican Gaúchos. É importante saber driblar a sazonalidade do segmento, que costuma ter queda no movimento de janeiro a maio. Recentemente a Tchê do Chimarrão agregou serviços de café da manhã, almoço e jantar ao leque da marca para suprir a baixa temporada. “Nosso carro-chefe continua sendo o churrasco, mas foi preciso diversificar para equilibrar a receita durante o ano inteiro”, ressalta Freitas. Como a maioria dos eventos ocorre no fim de semana, a mão-de-obra normalmente é temporária, gerando menos custo nesse quesito. Mas é preciso formar várias equipes a fim de atender a maior demanda possível. Um evento para 40 pessoas exige quatro funcionários: um churrasqueiro, dois garçons e um responsável pela salada e guarnições.

FRANQUIA – Para os que desejam atuar no setor, há, ainda, a opção no sistema de franquias. Há 40 anos no mercado, a Espetinhos Mimi busca franqueados para compor a rede com 30 unidades, sendo quatro lojas próprias e 26 franquias distribuídas pelo Sudeste, Sul e Distrito Federal. A meta é montar 100 franquias nos próximos três anos. Desde 2003, a marca cresceu 30% ao ano no seu volume de vendas.

Diretor de expansão de franquia, Renato Oliveira explica que recentemente a rede mudou o conceito da marca que vendia apenas os espetinhos congelados para o consumo em domicílio. Agora, além dessa opção, o churrasco é preparado no próprio ponto-de-venda. Nas lojas são comercializados ainda artigos para confecção do produto como churrasqueiras, grelhas, espetos e carvão com o objetivo de agregar valor à marca. “Além da loja, o franqueado ganha também com a realização de eventos”, acrescenta Oliveira. Há 12 anos à frente da franquia que fica no Mercado do Produtor, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, Leo Sampaio Filgueras reforça que os eventos correspondem a 70% do faturamento da unidade. “Ganhei uma concorrência para atender uma grande empresa porque a rede reduziu o preço da carne”, diz.

Raio x

Churrasco em Casa (própria)

Investimento inicial: R$ 20 mil

Faturamento bruto: R$ 25 mil

Margem de lucro: 20%

Tempo de retorno: 12 meses

Número de funcionários: 4

Área: 30 metros quadrados (escritório para receber clientes e estocar material)

Risco: baixo, diante do investimento inicial e da diferenciação de se trabalhar com alimentação ilimitada por um determinado período, tornando o negócio inovador.

Espetinhos Mimi (franquia)

Investimento inicial: R$ 150 mil, sem o ponto comercial

Faturamento bruto: de R$ 70 mil a R$ 90 mil

Margem de lucro: 12%

Taxa de franquia: R$ 30 mil, incluída no investimento inicial

Taxa de royalties: 4% sobre faturamento bruto

Taxa de publicidade: 1,5% sobre faturamento bruto

Tempo de retorno: 24 meses

Capital de giro: R$ 25 mil, incluindo no investimento inicial

Estoque: R$ 12 mil

Número de funcionários: 5

Área: 120 metros quadrados

Risco: médio, devido à marca estar consolidada e pela quantidade de franqueados. O consultor destaca que a grande concorrência é a informalidade.

Fonte dos riscos: Francisco Barone, professor de novos negócios da Fundação Getulio Vargas (FGV-Rio).

Serviço

Espetinhos Mimi, www.espetinhosmimi.com.br

Francisco Barone, baronefgv.com.br

Rechican Gaúchos, www.rechicangauchos.com.br

Tchê do Chimarrão, www.tchedochimarrão.com.b

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