Jogo controlado pelo cérebro

Qual dos controles dos atuais consoles você mais gosta? O tradicional DualShock 3? E que tal o ergonômico gamepad do 360? Ok, ok, nada supera a interação dada pelo Wiimote não é verdade? E se disséssemos que teremos em um futuro não muito distante jogos que serão controlados simplesmente com as nossas mentes? Pode parecer coisa do outro mundo, mas não é.

A responsável pela idéia é a empresa americana NeuroSky – não, não é a Skynet – que desenvolveu um aparelho chamado MindSet cuja capacidade é a de analisar as ondas cerebrais emitidas pelo jogador, interpretando-as e enviando os dados através de uma conexão sem fio para várias plataformas diferentes. A empresa liderada por Stanley Yang contará com a cooperação de algumas empresas japonesas no desenvolvimento do projeto e a meta é de que já em 2009 tenhamos algo bem próximo de seu objetivo final: permitir que os jogadores controlem seus consoles com a força do pensamento.

A NeuroSky pretende fazer uma demonstração na Tokyo Game Show deste ano, no dia 9 de outubro. A demonstração mostrará como um usuário pode controlar um avatar dentro de um ambiente virtual, sem o auxílio de qualquer controle senão o próprio MindSet. Segundo Kikuo Ito, membro da NeuroSky, a demonstração permitirá que o usuário faça o avatar correr pelo cenário ou até mesmo pegar e arremessar uma bola, dependendo do seu nível de concentração.

A tecnologia, apesar do seu foco inicial nos jogos, pode ser aplicada a uma grande quantidade de produtos diversos, e pelo menos 40 empresas já estão considerando usá-la.

O wii tbm ta nessea onda

Segundo adianta hoje o portal telegraph.co.uk, alguns cientistas da Universidade de Essex conseguiram criar um protótipo que permitirá às pessoas controlar objectos apenas com as ondas cerebrais. Apesar do objectivo principal deste avanço científico ser permitir às pessoas com deficiências físicas conduzir o seu veículo apenas com o pensamento, a verdade é que existem outras aplicações para esta descoberta.

Este processo revolucionário já pode até ser utilizado para jogar pequenos videojogos. Ao imaginar um movimento, o portador do aparelho em forma de chapéu consegue dizer ao computador para mover um objecto pelo cenário ou um robot pelo ecrã. Se a descoberta é interessante, os motivos que impulsionaram os cientistas não o são menos. Tudo começou porque a Nintendo quer aumentar o sucesso da sua consola Wii, ao desenvolver videojogos que possam ser controlados com o pensamento dos jogadores.

O Dr. John Gan, responsável máximo por este departamento em Essex, referiu que “temos estado a desenvolver esta tecnologia para ajudar os doentes limitados fisicamente a controlarem um computador ou a cadeira de rodas. Contudo, as aplicações para esta tecnologia são muito mais variadas. Desde controlar videojogos até dominar aplicações no quotidiano, tais como acender e apagar as luzes da sala, abrir e fechar as persianas de uma janela e até mudar os canais da televisão”.

O principal objectivo destes cientistas é mudar radicalmente a forma como os humanos interagem com os computadores, ao trocarem os teclados por aparelhos que interpretem directamente aquilo que o cérebro quer. Convém ainda mencionar que esta mesma Universidade criou já um segundo protótipo que consegue captar actividade eléctrica nos músculos da testa e no movimento dos olhos e utilizá-la para controlar uma cadeira de rodas

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