Jovem quer viagem, carro e notebook

Os jovens brasileiros de hoje são completamente diferentes dos tempos dos nossos pais e avós. Com um potencial de consumo cada vez maior, muitas empresas estão de olho nos sonhos desses ávidos consumidores.

E nem pense que eles estão preocupados com estabilidade financeira ou doméstica. Na lista das coisas que pretendem fazer e comprar, em nenhum momento aparece a casa própria ou um emprego estável. Eles buscam mesmo é satisfazer desejos pessoais que trarão prazeres momentâneos.

Em primeiro lugar aparece o desejo de viajar pelo Brasil, depois de viajar a passeio pelo exterior; em terceiro plano, os jovens entrevistados pensam em comprar um computador ou laptop, depois viajar para o exterior para estudar, ficando com os últimos lugares o desejo de adquirir um carro, um celular e um tênis de esporte.

Os dados são da pesquisa realizada pela consultoria Research International. Outro ponto que chama atenção na pesquisa são as fontes de renda desses consumidores.

Mesmo tendo muitos sonhos e gastando de forma substancial, quem arca com todas essas despesas ainda são os chamados “paitrocínios”, ou seja, os pais, que respondem por 62% dos casos da pesquisa.

Os universitários Matheus Paschoal Ferreira, 23, Nina Lubiana e Thalia Mathias, ambas de 20 anos, fazem parte dessas estatísticas. Os três vão no final do ano viajar para os Estados Unidos para fazer intercâmbio, e passear, à custa dos pais.

“Vou para trabalhar, mas também para conhecer, me divertir, sem muita preocupação. Já tenho carro, notebook, celular, quero mesmo é me divertir”, contou Nina.

As pretensões de Matheus não são muito diferentes. “Vou aproveitar. Só lá temos a oportunidade de aliar emprego à diversão”.

Já Thalia pretende dar uma parte do dinheiro para seus pais e comprar alguns aparelhos digitais.
A pesquisa, realizada pela primeira vez no Brasil, aponta que, apenas na faixa etária de 12 a 19 anos, existe um universo de consumo de R$ 31 bilhões por ano. Isso significa, em números, 45 milhões de consumidores com gostos, desejos e padrões de comportamento diferentes entre si.

Para Felipe Mendes, presidente da Research International no Brasil, “o mercado jovem é provavelmente a mais promissora fronteira para empresas desde o surgimento do consumo da baixa renda, nos anos 90”, avaliou.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *