Locais ideais para esqui aquático

LOCAIS IDEAIS PARA ESQUI AQUÁTICO


Por se tratar de um esporte altamente técnico, que alia força à velocidade, o campeonato de esqui aquático tem de ser realizado em locais com algumas características próprias. O ideal são lagos pequenos (dimensão mínima de 700 m X 80 m), abrigados de ventos e, por medida de segurança, sem o trânsito de outras lanchas. Com essas características consegue-se manter a “água lisa”, o que facilita a performance dos esquiadores. Um lugar para abrigar uma competição de esqui aquático, tem de ser homologado pelo “staff” técnico da Confederação Brasileira de Esqui Aquático – CBEA.



Atualmente no Brasil, existem alguns locais que, por já terem toda a infra-estrutura instalada (pistas, rampas, etc.), estão prontos para sediarem etapas do campeonato brasileiro. São eles:


a) São Paulo


– Lago Alphavillage, Itú (dist. SP – 75 km)


– Clube Náutico Araraquara, Araraquara (dist. SP – 265 km)


– Represa do Broa, São Carlos (dist. SP – 245 km)


– Represa de Bragança Paulista, SP


– Represa de Americana, SP


– Represa de Guarapiranga, SP


b) Minas Gerais


– Lago da Serra da Moeda, BH


c) Rio de Janeiro


– Lagoa Rodrigo de Freitas


d) Rio Grande do Sul


– Lagoa de São Bernardo, São Francisco de Paula


– Praia de Atlântida


Corpo, esqui e água em perfeita harmonia Uma rara combinação de força física + técnica + equilíbrio, resultando num esporte de rara plasticidade.


(obs.: já existem recordes mundiais com a corda a 10,25 m (39 ½ off) e, mais curta ainda, c/ 9,75 m.


Sempre é bom lembrar que a distância entre a lancha na pista e a bóia do esquiador é de 11,5 m)


a) Quando se diz que um esquiador passou 5@35 off, isso quer dizer que ele contornou 5 bóias na pista, com uma corda de 12,0 m de comprimento. Lembre-se que para valerem todas as bóias referentes às passadas anteriores dos outros comprimentos de corda, o esquiador tem de ter feito pelo menos uma passagem completa com seis bóias. Fazendo isso, ele computa todas as outras bóias de todas as outras passadas anteriores, inclusive aquelas que ele deixou de fazer por serem fáceis demais para ele.


b) EXEMPLO PRÁTICO



um esquiador bem experiente em competições, inicia sua participação a 28 off (14,25 m). Se nessa primeira passada ele “der bobeira” e cair na bóia 3, ele vai ter apenas 3 bóias de score. Se ele completar a passada, ele vai ter as 6 bóias da passada a 28 off, mais todas as bóias das passadas anteriores (15off e 22off) que ele não fez por serem fáceis (p/ ele), o que dá um total de 36 bóias (porque são também somadas as bóias “feitas” a partir da velocidade mínima que é de 30 mph). Portanto, numa competição, o esquiador deverá sempre começar com um comprimento de corda que seja fácil (para que seja seguro fechar a 1ª pista), mas não exageradamente fácil (para ele não ficar muito cansado paras as passadas que lhe interessam de verdade).



c) PISTA DE SLALOM


A “pista” consiste numa estrutura montada, que fica submersa, dotada de cabos de aço, braços de madeira (ou PVC), e bóias. Tem exatos 259,00 metros de comprimento. Podemos dizer que a pista a grosso modo contém: um “corredor” formado por bóias onde a lancha segue em linha reta; portões (balizamentos) de entrada e saída; e seis bóias (3 de cada lado), as quais deverão ser contornadas “por fora” pelo esquiador, desde que ele entre e saia pelos portões da pista.


Saltos de Rampa


Trata-se, praticamente, de um salto em distância. O esquiador (de capacete) usa um par de esquis especiais, de material resistente e leve (carbono). Sua roupa aerodinâmica reduz o atrito com o ar. Na água à sua frente, uma rampa sólida de fibra-de-vidro com 1,85 m de altura no ponto de saída. Puxando o esquiador, um barco com motor de 300 cavalos. A elevada dose de adrenalina que envolve as disputas de salto de rampa, não encontra paralelo em nenhuma das outras modalidades: existe sempre o risco da queda espetacular; a aceleração vertiginosa do esquiador; o toque na rampa e a decolagem. Qualquer erro pode representar um tombo – a mais de 100 quilômetros por hora !


O barco, ao passar paralelo à rampa (feita com uma estrutura de madeira e fibra-de-vidro), à uma velocidade máxima de 35 milhas, traz o esquiador que, para dobrar essa velocidade, sai em direção à rampa cruzando perpendicularmente à marola do próprio barco. Ao atingir a rampa, o esquiador projeta-se no ar e aterrissa na água.


Cada esquiador tem direito a 3 (três) tentativas (saltos), computando-se apenas o melhor .


Vence aquele que descrever a maior distância (trajetória) da rampa até o ponto em que aterrissou na água. Para medir a distância (uma vez que na água não ficam vestígios do salto), foi desenvolvido um sistema gráfico que realiza a medição por computador, utilizando-se imagens de vídeo colhidas por câmeras colocadas na margem do lago (semelhante ao famoso “tira-teima” dos futebol).


O importante, é que o esquiador após o salto, tem de permanecer esquiando: uma queda invalida o salto.



Truques


É a modalidade mais técnica. Consiste em executar diversas manobras (saltos, giros, loopings, cambalhotas, etc) às quais são atribuídos pontos. O esquiador usando um pequeno esqui sem quilhas, onde estão atados os dois pés (como no slalom), tem duas séries de 20 segundos cada uma para executar os truques escolhidos.


Normalmente, um esquiador experiente utiliza a 1ª passada para fazer os truques segurando a manete com as mãos (são os chamados “truques-de-mão)”. Na 2ª passada, este mesmo esquiador segura a manete com um dos pés (através de um “arreio” existente na manete) enquanto o outro pé permanece atado ao esqui (são os chamados “truques-de-pé”).



Uma queda encerra a passada respectiva.


Ganha aquele esquiador que fizer mais pontos

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