Lula fala com bush e jintao sobre retomada de doha

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que conversou com o presidente chinês, Hu Jintao, sobre retomar as negociações para a conclusão da Rodada de Doha de abertura comercial. Lula já havia falado com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, no último domingo (3), sobre a mesma questão.


 


Para o presidente brasileiro, se o diálogo não for recuperado nos próximos meses, a rodada poderá ficar empacada por pelo menos quatro anos. “Estava tudo certo para ser concluído, até que houve impasse entre Estados Unidos e Índia. Estávamos tão perto depois de sete anos de negociação e não é possível morrer na praia depois de se ter nadado tanto”, disse Lula.


 


“Se a gente não retomar isso, se não chegarmos a um acordo nos próximos meses isso pode demorar mais quatro, cinco anos e será um prejuízo enorme”, afirmou.


 


Lula, que está em Pequim para a abertura dos Jogos Olímpicos, falou para jornalistas na Vila Olímpica que vai tentar falar com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, nesta sexta-feira (8).


 


Sobre a postura da China nas conversas sobre Doha em Genebra, Lula afirmou que o país já havia feito concessões para entrar para a OMC (Organização Mundial do Comércio) e que não poderia aumentá-las muito.


 


Ele afirmou estar otimista sobre a possibilidade de uma retomada na rodada


Rio 2016


O presidente brasileiro aproveita sua viagem à China para angariar apoio dos países representados no evento quanto à candidatura do Rio para sede dos Jogos de 2016.


 


Lula chegou a Pequim na noite de quarta-feira (6) e nesta quinta se encontrou com o presidente Hu Jintao no Grande Palácio do Povo, sede do governo chinês. Ele também se reuniu com o presidente da Assembléia Popular da China, Wu Bangguo.


 


Na sexta-feira, o presidente vai participar de almoço com chefes de Estado e de governo, que estão vindo para a abertura dos Jogos, no Grande Palácio do Povo. No final do dia, após a cerimônia, Lula embarca de volta ao Brasil.

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