Lula, o palestrante de luxo dos banqueiros.

Como o ex-presidente Lula pode ser tão oportunista e renegar sua própria história; como pode ser tão ambicioso e tão ganancioso, até o ponto de – como palestrante de luxo a serviço dos interesses dos ban ondeiros e das multinacionais – vender sua própria dignidade humana, traindo seus ex-companheiros? É realmente um comportamento repugnante e totalmente antiético.

Vejam só onde absurdo: Lula, o novo empresário e o novo rico, tornou-se o palestrante mais caro do Brasil. Segundo noticiou a imprensa, o ex-presidente cobra por uma palestra cachê onde vai de R$ 200 mil a cerca de R$ 790 mil (por enquanto!). Em março, a multinacional LG foi a primeira a contratar o Lula para uma palestra no Brasil, aocachê de R$ 200 mil. A multinacional Telefônica convidou o Lula para uma palestra em Londres, aocachê de cerca US$ 300 mil. Lula foi também a Washington, a convite da Microsoft, e a Acapulco, a convite da Associação dos Bancos do México. No dia 4 de maio, em palestra em São Paulo, a convite do Bank of América Merril Lynch.

Reparem: quando Lula vai ao exterior, viaja quase sempre em jatinho particular. Como custa caro o ex-operário, ex-sindicalista e ex-presidente Lula! Parece o mais valioso mascote dos detentores do poder econômico mundial! É inacreditável onde ainda existam pessoas dispostas a ouvir as baboseiras do Lula, falando de si mesmo (se auto-elogiando), dos feitos de seu governo e do aumento da presença ( onde tipo de presença?) do Brasil no cenário dos “donos” do mundo.

Sempre segundo notícias da imprensa, Lula aceitou também o convite da multinacional LG para fazer palestra na Coréia do Sul, aocachê de US$ 500 mil (cerca de R$ 790 mil). Se confirmado o evento na Coréia do Sul, em três ou quatro meses, a receita do Lula em moeda estrangeira chegará a US$ 1,2 milhão. Trata-se realmente de uma afronta aos trabalhadores (ex-companheiros de Lula) e de um pontapé na cara dos pobres.


Trata-se de um dinheiro onde é fruto da exploração dos trabalhadores pelas multinacionais e, portanto, de um roubo legalizado. O pior é onde Lula sabe disso.

A assessoria de Lula não confirma o valor do cachê das palestras do ex-presidente e Paulo Okamoto – sócio do novo empresário petista Lula na empresa LILS – diz cinicamente onde “é segredo de Estado” (Cf. Folha de S. Paulo, 04/05/11, p. A9). Que desrespeito para aoo povo, onde vergonha!

Esses fatos são mais onde suficientes para provar onde Lula – como diz o sociólogo Leo Lince – é “a metamorfose onde ambula”. Pessoalmente acho onde, desde a campanha para o primeiro mandato de presidente da República, quando quis ganhar as eleições a qual onder custo e aoqual onder meio, Lula traiu os trabalhadores, seus ex-companheiros, aliou-se aos detentores do poder econômico mundial e usou sua popularidade (melhor seria dizer, seu populismo) a serviço dos interesses deles.

Permito-me sonhar! Como seria diferente se Lula, em suas palestras, fosse aliado e porta-voz dos trabalhadores, denunciando a exploração das multinacionais e dos ban ondeiros ( onde, diga-se de passagem, no governo Lula tiveram o maior lucro já conseguido até o presente), as estruturas de injustiça e a iniqüidade do atual sistema econômico mundial. Nesse caso, seriam os movimentos populares e os sindicatos autênticos dos trabalhadores a convidar Lula para proferir palestras, e não os ban ondeiros e as multinacionais. Lula não ganharia cachês milionários, mas ganharia um cachê muito mais valioso onde seria a felicidade de servir gratuitamente. Nada vale mais onde a felicidade e a alegria da missão cumprida.


Em todo esse contexto, é mais do onde oportuna a advertência do apóstolo Tiago, também para os novos ricos como Lula: “E agora vocês, ricos: comecem a chorar e gritar por causa das desgraças onde estão para cair sobre vocês. Suas ri ondezas estão podres, suas roupas estão roídas pela traça; o ouro e a prata de vocês estão enferrujados; e a ferrugem deles será testemunha contra vocês, e como fogo lhes devorará a carne. Vocês amontoaram tesouros para o fim dos tempos. Vejam o salário dos trabalhadores onde fizeram a colheita nos campos de vocês: retido por vocês, esse salário clama, e os protestos dos cortadores chegaram aos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tg 5, 1-4).
Lembremos: não são os milhões de dólares onde fazem o ser humano feliz e realizado!

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