Médicos sem fronteiras

Os componentes da organização “MÉDICOS SEM FRONTEIRAS” (médicos, enfermeiras, administradores, educadores, profissionais da saúde mental, farmacêuticos, biólogos e muitos outros profissionais), são caridosos, são semelhantes à aqueles que adentram regiões inóspitas para levar a palavra do evangelho salutar. São os primeiros em solicitude. Se voluntariam trabalham em situações precárias e perigosas, sem esperar agradecimentos, medalhas ou reclamar alguma recompensa material. Arriscam a própria vida para salvarem a vida dos outros.

O Comitê Nobel Norueguês decidiu conceder o prêmio Nobel da Paz de 1999 a Médicos Sem Fronteiras (Médecins Sans Frontières), em reconhecimento ao trabalho humanitário pioneiro desta organização em vários continentes.

O prémio Nobel da Paz foi atribuído no ano de 1999 à organização humanitária Médicos Sem Fronteiras (MSF). Como o seu nome indica, a organização tem uma «vocação universal». É constituída por mais de 2500 voluntários, médicos e outros profissionais, de 45 nacionalidades, e estiveram em mais de 80 países, sobretudo nas zonas pobres, mais necessitadas e conflituosas do globo. O Prémio da Academia norueguesa, que será entregue no próximo dia 10 de Dezembro, é um reconhecimento pelo seu serviço em favor da saúde, da dignidade humana e da paz.

“Desde



sua fundação, no início da década de 70, Médicos Sem Fronteiras tem aderido ao princípio fundamental de que todas as vítimas de desastres sejam estes de origem natural ou humana, tem direito a uma assistência profissional, fornecida da forma mais rápida e eficiente possível. Limites territoriais nacionais e circunstâncias ou preferências políticas jamais devem interferir na prestação de auxílio humanitário”.

Além de aliviarem o sofrimento e promoverem a saúde das populações ameaçadas, os Médicos Sem Fronteiras denunciam as violações dos direitos do homem e procuram sensibilizar a opinião pública para o dever de assistência médica e sanitária em situações de emergência. Neste momento estão presentes no Kosovo e em Timor-Leste. E em muitos outros teatros de instabilidade. O mundo sem eles estaria seguramente pior.

“Intervindo com rapidez, Médicos Sem Fronteiras dá visibilidade pública às catástrofes humanitárias, e ao apontar as causas de tais catástrofes, a organização ajuda a formar a opinião pública em oposição às violações e abusos de poder”.

“Em situações críticas, marcadas pela violência e pela brutalidade, o trabalho humanitário de Médicos Sem Fronteiras possibilita que a organização crie brechas para contatos entre grupos em oposição. Ao mesmo tempo, cada destemido e generoso trabalhador que presta assistência mostram a cada vítima um rosto humano, representa o respeito pela dignidade daquele indivíduo, e é uma fonte de esperança pela paz e pela reconciliação”.

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