México lança plano para amenizar crise.

O presidente do México, Felipe Calderón, anunciou um plano de US$ 4,3 bilhões para gastos de emergência em infra-estrutura, a fim de ajudar o país a atravessar o período de crise econômica mundial.

Em discurso transmitido pela televisão, Calderón afirmou que o México está enfrentando queda nas exportações, investimentos e remessas de estrangeiros como resultado da desaceleração econômica dos Estados Unidos.


O plano, que ainda precisa ser aprovado pelo Congresso mexicano, “não é um resgate financeiro; vai se concentrar no fortalecimento dos motores de nossa economia”, afirmou Calderón.


Entre as propostas do plano de emergência do governo mexicano está o aumento nos gastos públicos, especialmente no setor de infra-estrutura, incluindo estradas, escolas, habitação e prisões.


O plano também prevê a construção de uma nova refinaria de petróleo e um programa para ajudar pequenas e médias empresas.


Bancos


A economia do México, umbilicalmente ligada à economia americana, conseguiu gerenciar relativamente bem os efeitos da crise financeira mundial. Mas, segundo analistas, a desvalorização do peso é um sinal de que o país está passando por um momento difícil.


México e Brasil, as maiores economias da América Latina, tomaram medidas para socorrer suas economias em relação ao aumento do dólar.


Na quarta-feira, diante da disparada da moeda americana, os Bancos Centrais dos dois países venderam dólares no mercado à vista. No caso do Brasil foi a primeira vez em cinco anos que a medida foi tomada. O Banco Central do México vendeu US$ 2,5 bilhões.


Em seu discurso, na quarta-feira, Calderón afirmou que os bancos do México estão seguros apesar da crise mundial.


Mas ele reconheceu que a desaceleração nos Estados Unidos e em outros países terá repercussões no México, gerando efeitos como queda nas exportações, nos investimentos e no fluxo turístico.


“Ao mesmo tempo, muitos imigrantes que enviam dinheiro dos Estados Unidos para suas famílias neste momento não têm emprego ou temem perder estes empregos, o que sugere que teremos menos remessas”, disse o presidente mexicano.


 

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