Mitsubishi pode vender compacto elétrico no brasil

Mitsubishi pode vender compacto elétrico no Brasil
17/10/2008 – 01:10

Empresa reafirma compromisso com MMC e promete novidades
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A Mitsubishi Motor Company (MMC) do Brasil poderá importar um compacto elétrico ao mercado brasileiro a partir do ano que vem. A informação foi revelada pelo Gazeta Mercantil, em reportagem sobre a empresa japonesa no País. Nela, a publicação ainda ressalta que a matriz nipônica afirma ter intenção de manter a parceria com o grupo Souza Ramos, que gerencia as operações da marca no Brasil, e que terá sua relação comercial com a filial brasileira ampliada e reforçada.

A intenção da matriz da Mitsubishi é de ampliar sua meta de vendas para o mercado nacional e aumentar a oferta de veículos, para que possa obter uma maior fatia do mercado brasileiro. Especula-se até mesmo o primeiro propulsor de seis cilindros com tecnologia bicombustível para a L200 Triton e a Pajero Sport HPE, além da produção nacionalizada do Lancer. Com a revelação de tais considerações, os rumores sobre uma possível tomada de controle da matriz sobre as operações da empresa no Brasil são negadas veementemente.

Para mostrar o interesse em contar com a MMC, a Mitsubishi afirma estudar a possibilidade de importar o compacto híbrido MiEV (foto). O Modelo, feito desenvolvido sobre o modelo “i”, conta com um pequeno propulsor a gasolina e outro elétrico. As baterias são de íons de lítio, podem ser recarregadas em tomadas domésticas e oferecem autonomia de até 160 quilômetros (a depender da versão). No Japão, ele é oferecido com propulsor de 16 kW de potência, e autonomia de 130 km, e outro de 20 kW e 160 km, respectivamente. A velocidade máxima fica na casa dos 130 km/h.

Para ser mais ousada, a Mitsubishi afirma que o modelo pode ser vendido por aqui a partir do ano que vem, mais precisamente no segundo semestre. Isto pode fazer do MiEV o primeiro automóvel híbrido comercializado no mercado brasileiro (posto que o BMW X6 também pode ocupar). Infelizmente, o imposto para os veículos elétricos é mais caro que o de modelos a gasolina, na contramão dos avanços tecnológicos. O IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), por exemplo, é de 25% para elétricos, enquanto os a gasolina até 1.000 cm³ pagam 7%. E apenas sete estados do Brasil isentam os automóveis movidos a eletricidade de IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores). Uma pena, pois tais impostos podem atrasar o desenvolvimento tecnológico do mercado nacional e impedir a comercialização de veículos mais limpos, mais eficientes, que consomem menos combustível e emitem menos ruídos.

Texto: Matheus Q. Pera

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