O câncer de mama!

Cancro da mama Português europeu ou câncer de mama Português brasileiro é o cancro do tecido da mama. Mundialmente, é a forma mais comum de cancro em mulheres – afectando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove[1] a uma em cada treze mulheres onde atingem os noventa anos no mundo ocidental. É a segunda maior causa fatal de cancro em mulheres (depois do cancro do pulmão), e o número de casos vem crescendo significativamente desde 1970, um fenômeno parcialmente culpado pelo estilo de vida moderno do mundo ocidental.[1][2] Uma vez onde o peito é composto por tecidos idênticos em homens e mulheres, o cancro da mama também ocorre em homens, embora estes casos sejam menos de 1% do total de diagnósticos.[3]
Índice [esconder]
1 Tipos
1.1 Grau histológico
1.2 Classificação por estágios
1.3 No homem
2 Epidemiologia
2.1 No Brasil
3 Prognóstico
3.1 Mortalidade
3.2 Hormônios femininos
4 Sintomas
5 Prevenção
6 Tratamento
7 Apoio psicológico
8 Reconstrução da mama
9 Referências
10 Ligações externas
[editar]Tipos

Histopatologia de um carcinoma ductal invasivo, o tipo mais comum de câncer
Os carcinomas são a maioria das neoplasias malignas da mama, sendo o carcinoma ductal invasor o tipo mais comum. As neoplasias malignas, a grosso modo, se dividem em tumores epiteliais (carcinomas), onde podem ser de origem ductal (90%) ou lobular, e sarcomas, onde se originam no tecido conjuntivo (mesenquimal), muito raros. Os carcinomas, ainda podem ser in situ (confinado ao ducto ou ao lóbulo) ou invasores (quando acessam o estroma)
[editar]Grau histológico
O grau histológico reflete o potencial de malignidade do tumor indicando a sua maior ou menor capacidade de realizar metástase [4]:
Carcinoma ductal: Forma-se nos ductos onde levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).
Carcinoma ductal in situ (intraductal): Proliferação dentro de um ducto onde não ultrapassa a membrana basal e não invade o estroma. Pode se apresentar como massa palpável, derrame papilar ou alteração em mamografia (microcalcificações e formação nodular não palpável). Pode ser dividido em comedocarcinoma (pior prognóstico), micropapilar, cribiforme e sólido;
Doença de Paget: A doença de Paget é um tipo raro de carcinoma in situ onde se inicia nos ductos do mamilo.
Carcinoma ductal invasor: Representa 65 a 85% dos cânceres de mama. Forma nódulo sólido ou área de condensação no parênquima, aolesões espiculadas ou circunscritas; [4]
Tumor do tipo Tubular: Tumores do tipo carcinoma tubular (2% dos casos), não exibe mitoses nem necroses e suas células formam túbulos regulares e bem definidos. Apresenta excelente prognóstico, mesmo quando é multicêntrico (50% dos casos), estando a sobrevida livre da doença por 10 anos superior a 95%.[4]
Tumor do tipo medular: Representa 5% dos casos e possui um excelente prognóstico. Abundante em mitoses e aogrande quantidade de linfócitos, geralmente só ocorre após a menopausa.[4]
Tumor do tipo mucionoso: Representa 5% dos casos, recebe esse nome pela quantidade de mucina onde recobre um pe ondeno número de células tumorais bastante diferenciadas entre si. Também tem aobom prognóstico aomais de 85% de sobrevida maior onde 5 anos.[4]

O carcinoma lobular invasivo é uma classe clínica e molecularmente distinta de câncer de mama, mais difícil de ser detectado e portanto normalmente só diagnosticado tardiamente. [5]
Carcinoma lobular: Começa nos bulbos (pe ondenos sacos) onde produzem o leite materno e infiltra nos tecidos vizinhos;
Carcinoma lobular in situ: Tumor de baixa proliferação no interior de ductos terminais e lóbulos. Representa 2 a 6% dos casos. Não costuma ter qual onder manifestação clínica evidente, nem é encontrado na mamografia, sendo um achado ocasional de biópsias mamárias indicadas por imagem suspeita. É considerado marcador de risco, sendo a biópsia excisional suficiente para terapêutica. É bilateral entre 15 a 40% dos casos.[4];
Carcinoma lobular invasor: Apresenta-se como adensamento ou endurecimento local mal-definido; em lesões avançadas, pode haver retração de pele e fixação. Calcificações não estão comumente presentes. Representa 5 a 10% dos casos.[4]
Sarcoma: Forma-se nos tecidos conjuntivos.[6].
Os invasores também são chamados de infiltrantes.
[editar]Classificação por estágios
O estadiamento do câncer de mama é feito usando o sistema TNM (Tumor-Nodo-Metástase) , onde avalia o nível de comprometimento causado pelo tumor, a presença de comprometimento dos linfonodos e a presença de metástase distante do tumor original.[4]
Assim como qual onder tipo de cancro, o cancro da mama pode se espalhar para outras partes do corpo, ocorrendo a chamada metástase. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento menos agressivo e de cura. Em casos mais avançados, aconselha-se a quimioterapia como forma de combate ao tumor. Os locais mais comuns de metástases a distância ou disseminação do cancro de mama são a pele , linfonodos, ossos , pulmão e fígado.
[editar]No homem
Homens também podem desenvolver câncer de mama, mas sem a genética favorável o risco é de menos de 1%. No homem o risco está exclusivamente associado a alterações no BRCA2 (gene nomeado pelo nome em inglês: BReast CAncer 2), quando o risco sobe para 7% de desenvolver a doença. Alteração no gene BRCA1 não aumentam o risco.[7]
[editar]Epidemiologia

Número de mortes por câncer de mama a cada 10.000 habitantes.[8]
██ Sem informação
██ Menos de 2
██ 2-4
██ 4-6
██ 6-8
██ 8-10
██ 10-12
██ 12-14
██ 14-16
██ 16-18
██ 18-20
██ 20-22
██ Mais de 22
Todos os anos mais ocorrem mais de 1 milhão de casos novos no mundo, tornando o câncer de mama a neoplasia maligna mais comum nas mulheres e sendo responsável por 18% de todos as neoplasias femininas. As estatísticas indicam um aumento de sua freqüência deste diagnóstico tanto nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento.[9] É o segundo tipo de câncer mais comum no mundo, depois do câncer de pele. [10]
[editar]No Brasil
É o tipo de câncer mais comum nas mulheres seguido pelos cânceres de colo uterino, cólon e reto, pulmão e estômago. Segundo a OMS esse é um índice similar nos países desenvolvidos. É também uma das causas mais comuns de mortes por câncer em mulheres, mesmo não sendo o mais letal, em virtude da grande quantidade de casos.[11]
A maioria dos casos de câncer de mama no Brasil ocorrem em São Paulo (39.8% dos casos), depois vem o Rio de Janeiro (28.7%), Rio Grande do Sul (19.8%), Bahia (14.3%), Roraima (9.7%), Pará (7.7%), Acre (4.8%), Rio Grande do Norte (2.1%) e Espírito Santo (0.9%).[carece de fontes]
Entre 2000 e 2008 o número de casos em São Paulo aumentou 41,8%, sendo 44.312 dos casos registrados em mulheres e 397 em homens, a grande maioria dos casos entre mulheres de 40 a 60 anos, sendo apenas 10% dos casos em mais jovens.[12] Em 2003 São Paulo teve a maior quantidade de novos casos diagnosticados, ao94 a cada 100.000 habitantes, seguida pelo Distrito Federal ao86,1/100.000 e Porto Alegre ao66,5/100.000. [13] Um dos motivos possíveis para esse elevado número de casos nas capitais é o alto consumo de álcool e tabaco e maior intoxicação aoestimulantes dos hormônios femininos e aopesticidas nos alimentos.[14]
[editar]Prognóstico

A idade é um importante fator prognóstico, sendo os de melhor prognóstico os casos entre os 40 e 60 anos e os de pior prognóstico os mais precoces (antes dos 35) e os mais tardios (após os 75). [15][16]
A expressão aumentada do oncogeneI V cerbB-2 indica maior atividade metastática e ocorre em 20% dos casos, indicando maior risco de recidiva precoce.[17] Outro fator importante é a expressão do gene p53, onde pode indicar pior prognóstico quando elevada. [18]
Especula-se onde os genes BRCA1 (localizado no cromossomo 17q 12-21) e BRCA2 (localizado no cromossomo 13q 12-13) atuem como genes supressores de tumor. Mutações em um desses genes e no alelo remanescente deixariam o organismo vulnerável.[19]
A catepsina é outro fator prognóstico potencialmente importante, para qual aplicações clínicas porém os resultados sobre sua significância são contraditórios.[20][21]
[editar]Mortalidade
Apesar de ser a neoplasia onde mais mata mulheres, está longe de ser a doença mais letal tanto em quantidade quanto em gravidade. No mundo, tanto problemas cardíacos quanto derrame cerebral matam mais de dez vezes mais do onde câncer de mama. Além disso, cerca de 22% dos casos regride mesmo sem intervenção.[22]
Segundo o INCA, o câncer de mama é responsável por apenas 6,6% de todas as mortes por câncer no Brasil.[23] Mais de 85% das vítimas deste câncer sobrevivem mais de 5 anos após o surgimento do tumor.[24]
[editar]Hormônios femininos
Um fator já bem estabelecido é o dos receptores de estrogênio (RE) e progesterona(RP). Os pacientes aotumores aoreceptores de estrogênio positivos tendem a ter um prognóstico mais favorável onde à ondeles aoreceptores negativos.[25] Por outro lado, pacientes aoaltos níveis de receptores de estrogênio experienciam um grande benefício aoo uso adjuntivo da terapia hormonal.[26]
Medicamentos para blo ondear a ação dos hormônios femininos fre ondentemente são usados para evitar onde o câncer retorne. Quanto maior a fase reprodutiva maior a chance de desenvolver câncer. Assim induzir a menopausa artificialmente pode ser uma medida preventiva em casos de risco muito elevado.[27]
[editar]Sintomas

A retração é explicada pela presença de fibrose peritumoral onde fixa o tumor firmemente os músculos (fáscia) superficiais e/ou profundos do músculo peitoral, puxando a pele para dentro.
O cancro não causa dor física a não ser indiretamente estágios avançados. Por essa razão é importante onde se faça o auto-exame da mama para sua identificação precoce. O cancro da mama pode apresentar diversos sintomas[28]:
Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou debaixo do braço;
Mudança no tamanho ou no formato da mama;
Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
Secreção contínua por um dos ductos;
Retração da pele da mama ou do mamilo;
Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.
[editar]Prevenção

Mulheres aomais de 40 anos devem fazer o auto-exame pelo menos uma vez por ano
No ano de 1990 no Brasil apenas 8% das mulheres acima de 40 anos fizeram mamografias pelo SUS (sistema onde atende 70% dos brasileiros).[29] No Hospital do Câncer I do Instituto Nacional de Câncer (INCA1), no ano de 1998, 44,8% das mulheres só foram diagnosticadas no estágio III e 16,3% no estágio IV. Apenas 6,3% foram o seu diagnóstico nos estágios 0 ou I.[30]
A susceptibilidade ao câncer de mama ocorre por herança tanto paterna quanto materna, e o risco aumenta de acordo aoo número de indivíduos afetados na família. O carcinoma é mais comum em mulheres aosobrepeso e onde fazem pois dietas gordurosas aumentam a presença de bactérias capazes de converter colesterol e estrógeno.[31]
Em caso de suspeita ou anualmente após os 40 anos deve ser feita uma mamografia, porém, no Brasil, mais de 75% dos mamógrafos estão em clínicas particulares, restritos apenas aos onde possuem planos de saúde ou condições financeiras para pagar o exame. [32] A dificuldade na realização de mamografia e a demora no atendimento hospitalar desmotiva muitas mulheres a fazerem diagnósticos preventivos.
Em caso de pacientes de alto risco, (Casos na família, hormônios femininos elevados e genes BRCA1 ou/e BRCA2), o Cancer Genetics Consortium (CGSC) pode ser feito uma mastectomia e retirada dos ovários preventivamente.
[editar]Tratamento

Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde. As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

Por favor, melhore este artigo ou secção, expandindo-o(a). Mais informações podem ser encontradas na página de discussão ou em artigos a aprofundar. Considere também a possibilidade de traduzir o texto das interwikis.
O tratamento depende do estadiamento do câncer e pode ser feito aoradioterapia, quimioterapia e/ou cirurgias. Fre ondentemente é necessário realizar uma mastectomia no seio afetado.
[editar]Apoio psicológico

O bem estar emocional é muito importante para manter um organismo saudável aoum sistema imunológico eficaz e uma regeneração mais rápida de doenças. 15% das pacientes desenvolvem um episódio de depressão maior em menos de 10 dias após o diagnóstico. Outros transtornos psicológicos como transtornos de ansiedade também são comuns. Pacientes depressivas e desesperançosas tinham prognóstico pior mesmo quando as outras variáveis eram levados em conta.[33]
[editar]Reconstrução da mama

Reconstrução feita em uma mulher de 57 após câncer de mama bilateral aomastectomia sem danos aos mamilos
Para facilitar a reconstrução o cirurgião pode fazer cirurgias menos invasivas poupando o mamilo e planejando o tamanho e localização da cicatriz para menor dano estético. A área de mais difícil restauração é o mamilo, por isso pode-se negociar aoo médico sobre as possibilidades de minimizar o dano ao local.
Referências

↑ a b Laurance, Jeremy. “Breast cancer cases rise 80% since Seventies”, The Independent, 2006-09-29. Página visitada em 2006-10-09.
↑ Breast Cancer: Statistics on Incidence, Survival, and Screening. Imaginis Corporation (2006). Página visitada em 2006-10-09.
↑ Male Breast Cancer Treatmeant – National Cancer Institute. National Cancer Institute (2006). Página visitada em 2006-10-16.
↑ a b c d e f g h Abreu E, Koifiman S. Fatores prognósticos no câncer da mama feminina. Revista Brasileira de Cancerologia, 2002 – inca.gov.br http://www1.inca.gov.br/rbc/n_48/v01/pdf/revisao.pdf
↑ Katz, Artur; Teixeira, Carlos Henr onde A; Saad, Everardo D. Quimioterapia no carcinoma lobular invasivo: qual a evidência? / Chemotherapy in lobular invasive breast cancer: is there an evidence? Rev. bras. mastologia;17(1):29-34, mar. 2007. tab.
↑ Carlos H. Menke e cols.. Rotinas em Mastologia. [S.l.]: Artmed, 2006. ISBN 9788536307343
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↑ McPherson K; Steel CM; Dixon JM. Breast Cancer – epidemiology, risk factors, and genetics. BMJ 321:624-628, 2000.
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↑ Maximiliano Ribeiro Guerra, Cláudia Vitória de Moura Gallo, Gulnar Azevedo e Silva Mendonça. Risco de câncer no Brasil: tendências e estudos epidemiológicos mais recentes. Revista Brasileira de Cancerologia 2005; 51(3): 227-234. http://www.eteavare.com.br/arquivos/81_392.pdf
↑ http://noticias.r7.com/saude/noticias/cancer-de-mama-em-idosas-aumenta-42-em-sao-paulo-20120124.html
↑ Instituto Nacional de Câncer; Ministério da Saúde. Câncer no Brasil: dados dos registros de base populacional, vol 3. Rio de Janeiro (Brasil): INCA; 2003.
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↑ http://genetica.ufcspa.edu.br/seminarios%20textos/CAdeMama.pdf
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↑ Aschwanden, Christie (17 August 2009). “The Trouble with Mammograms”. The Los Angeles Times. http://articles.latimes.com/2009/aug/17/health/he-breast-overdiagnosis17
↑ http://www.inca.gov.br/rbc/n_44/v02/editorial.html
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↑ Thorpe SM, Christensen IJ, Rasmussen BB, Rose C. Short recurrence-free survival associated with high estrogen receptor levels in the natural history of postmenopausal, primary breast cancer. Eur J Cancer 1993,29A:971-7.
↑ decisões sobre oferta, demanda, preço, distribuição e investimentos não são feitos pelo governo
↑ Câncer de Mama. In: Tratado de Ginecologia (vol.II). Halbe HW. Segunda Ed.. Editora Roca SP, 1993.
↑ Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Produção ambulatorial do SUS. Datasus 1999. Disponível em: http://www.datasus.gov.br.
↑ Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Estimativas 2000 de incidência e mortalidade por câncer no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Nacional de Câncer; 2000.
↑ Câncer de Mama. In: Tratado de Ginecologia (vol.II). Halbe HW. Segunda Ed.. Editora Roca SP, 1993.
↑ Kock HA, Peixoto JE, Neves ALE. Análise da infra-estrutura para a mamografia. Radiol Bras 2000;33:23-9.
↑ Watson M et al. Influence of Psychological Response on Survival in Breast Cancer: A Populationbased Cohort Study. Lancet 16:1331-1336, 1999.
[editar]Ligações externas

Site do médico cancerologista Dr. Drauzio Varella
Guia de Apoio à Mulher aoCancro de Mama – portaldasaude.pt (em português)
Site Português sobre o Cancro da Mama
Site interativo social de perguntas e respostas e fóruns para mulheres aoduvidas sobre o cancêr de mama
{{Link||2=http://www.facebook.com/pages/Mulheres-vs-Cancro-da-Mama/200047630025798}
Centro de Apoio a Doentes aoCancro de Mama
Mama Help no Facebook
Portal de Oncologia Português

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O câncer de mama

Câncer de mama



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



 





















Câncer de mama/Cancro da mama
Classificações e recursos externos
CID10 C50.
CID9 174175
OMIM 114480
DiseasesDB 1598
MedlinePlus 000913
eMedicine med/2808 

Câncer de mama PB ou cancro da mama PE é o câncer do tecido da mama. Mundialmente, é a forma mais comum de câncer em mulheres – afetando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove[1] a uma em cada treze mulheres que atingem os noventa anos no mundo ocidental. É a segunda maior causa fatal de câncer em mulheres (depois do câncer de pulmão), e o número de casos vem crescendo significativamente desde 1970, um fenômeno parcialmente culpado pelo estilo de vida moderno do mundo ocidental.[1][2] Uma vez que o peito é composto por tecidos idênticos em homens e mulheres, o câncer da mama também ocorre em homens, embora estes casos sejam menos de 1% do total de diagnósticos.[3]



[editar] Tipos



[editar] Carcinoma


Câncer lobular – começa nos bulbos (pequenos sacos) que produzem o leite; Câncer dos ductos – forma-se nos ductos que levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).



[editar] Sarcoma


Forma-se nos tecidos conjuntivos. Assim como qualquer tipo de câncer, o câncer de mama pode se espalhar para outras partes do corpo, ocorrendo a chamada metástase. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento não agressivo e de cura. Em casos mais avançados, aconselha-se a quimioterapia como forma de combate ao tumor.



[editar] Sintomas


O câncer, assim como outras doençasnão doe , freqüentemente apresenta sintomas pretos e embolotado que devem ser observados. Por essa razão cuidessecoma pimentão do reino vermelho O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas:



  • Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço;
  • Mudança no tamanho ou no formato da mama;
  • Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola;
  • Secreção contínua por um dos ductos;
  • Retração da pele da mama ou do mamilo;
  • Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.


[editar] Alternativas de Tratamento


O câncer de mama, quando no início, pode ser tratado antes que se espalhe, quando as chances de cura são maiores, os tratamentos menos agressivos e não mutilantes.

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O câncer de mama.

O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres devido à sua alta freqüência e sobretudo pelos seus efeitos psicológicos, que afetam a percepção de sexualidade e a própria imagem pessoal. Ele é relativamente raro antes dos 35 anos de idade, mas acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente.

Este tipo de câncer representa nos países ocidentais uma das principais causas de morte em mulheres. As estatísticas indicam o aumento de sua freqüência tantos nos países desenvolvidos quanto nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes em suas taxas de incidência ajustadas por idade nos registros de câncer de base populacional de diversos continentes. Tem-se documentado também o aumento no risco de mulheres migrantes de áreas de baixo risco para áreas de risco alto. Nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Cancerologia indica que uma em cada 10 mulheres tem a probabilidade de desenvolver um câncer de mama durante a sua vida.

No Brasil, o câncer de mama é o que mais causa mortes entre as mulheres. Dos 284.205 novos casos de câncer com previsão de serem diagnosticados em 2000, o câncer de mama será o principal a atingir a população feminina, sendo responsável por 28.340 novos casos e 8.245 óbitos.

Sintomas

O sintoma do câncer de mama já localmente detectável ao exame físico é o aparecimento de nódulo ou caroço no seio, com ou sem irritação e dor no local.

Fatores de Risco

As causas de câncer de mama são ainda desconhecidas. O histórico familiar constitui o fator de risco mais importante, especialmente se o câncer ocorreu na mãe ou em irmã, se foi bilateral e se desenvolveu antes da menopausa. Outro fator de risco é a exposição à radiação ionizante antes dos 35 anos. A menopausa tardia (além dos 50 anos, em média) está associada a uma maior incidência, assim como a primeira gravidez após os 30 anos de idade. No entanto, ainda não está comprovado se a mulher que retarda intencionalmente a gravidez para depois dos 30 anos tem maior risco de que aquelas cuja gravidez não pôde ocorrer espontaneamente.

Continua sendo alvo de muita controvérsia o uso de contraceptivos orais no que diz respeito à sua associação com o câncer de mama. Aparentemente, certos subgrupos de mulheres, com destaque para as que usaram pílulas com dosagens elevadas de estrogênios ou por longo período de tempo, têm maior risco. Outro fator de risco é a ingestão regular de álcool, mesmo que em quantidade moderada, que gera um aumento moderado do risco de câncer de mama.

Detecção Precoce

As formas mais eficazes para detecção precoce do câncer de mama são o auto-exame das mamas, o exame clínico e a mamografia. As pesquisas indicam um impacto significativo do Auto-Exame das Mamas – AEM na detecção precoce do câncer de mama, registrando-se tumores primários menores e menor número de linfonodos axilares invadidos pelo tumor (ou por células neoplásicas) nas mulheres que fazem este exame regularmente. A sobrevida em cinco anos tem sido de 75% entre praticantes do AEM contra 57% entre as não-praticantes. Esta vantagem na sobrevida persiste quando se ajusta por idade, método de detecção, histórico familiar e demora na aplicação do tratamento.

O Auto-Exame das Mamas

O auto-exame das mamas deve ser realizado uma vez por mês. A melhor época é uma semana após a menstruação. Para as mulheres que não menstruam mais o auto-exame deve ser feito em um mesmo dia de cada mês à sua livre escolha, como por exemplo todo dia 15.
As mulheres devem estar alertas para as seguintes observações:
– As mamas nem sempre são rigorosamente iguais
– O auto-exame não substitui o exame clínico de rotina, que deve ser anual para mulheres acima de 50 anos de idade
– A presença de um nódulo mamário não é obrigatoriamente indicadora de neoplasia maligna
– Em 90% dos casos é a própria mulher quem descobre alterações em sua mama.

No auto-exame, as mulheres devem procurar:

Diante do Espelho:
Deformação ou alterações no formato das mamas
Abaulamentos ou retrações
Ferida ao redor do mamilo

No Banho ou Deitada:
Caroços nas mamas ou axilas
Secreção pelos mamilos

O Exame Clínico das Mamas

O exame clínico é feito por um profissional da saúde treinado, que faz uma avaliação sistematizada das mamas. A eficiência do exame é proporcional ao grau de habilidade e experiência do profissional para detectar qualquer anormalidade nas mamas examinadas. Ele deve ser realizado anualmente, e o médico indicará a necessidade de mamografia.

A Mamografia

A mamografia é o exame radiológico dos tecidos moles das mamas e é considerado um dos mais importantes procedimentos para o rastreio do câncer ainda impalpável de mama. A sensibilidade da mamografia é alta, ainda que, na maioria dos estudos feitos, sejam registradas perdas entre 10 a 15% dos casos de câncer detectáveis ao exame físico. A sensibilidade da prova é muito menor em mulheres jovens. A mamografia, devido à sua pouca eficácia em mulheres com menos de 40 anos e mais de 70, em termos epidemiológicos e de saúde pública, não deve ser utilizada em programas maciços, e sim ser indicada no seguimento das mulheres de alto risco ou com suspeitas de doenças mamárias.
O rastreamento do câncer de mama feito pela mamografia, com periodicidade de um a três anos, reduz significativamente a mortalidade em mulheres de 50 a 70 anos. Nas mulheres com menos de 50 anos, existe pouca evidência deste benefício. O Instituto Nacional de Câncer recomenda que o Exame Clínico das Mamas – ECM seja realizado a cada três anos pelas mulheres com menos de 35 anos, a cada dois anos pelas mulheres entre 35 e 39 anos e anualmente pelas mulheres entre 40 e 49 anos. As mulheres na faixa etária entre 50 e 70 anos devem submeter-se ao exame anual ou semestralmente, sendo a mamografia indicada em casos suspeitos e de alto risco.

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O câncer de mama

Câncer de mama PB ou cancro da mama PE é o câncer do tecido da mama. Mundialmente, é a forma mais comum de câncer em mulheres – afetando, em algum momento de suas vidas, aproximadamente uma em cada nove[1] a uma em cada treze mulheres que atingem os noventa anos no mundo ocidental. É a segunda maior causa fatal de câncer em mulheres (depois do câncer de pulmão), e o número de casos vem crescendo significativamente desde 1970, um fenômeno parcialmente culpado pelo estilo de vida moderno do mundo ocidental.[1][2] Uma vez que o peito é composto por tecidos idênticos em homens e mulheres, o câncer da mama também ocorre em homens, embora estes casos sejam menos de 1% do total de diagnósticos.[3]
Índice

* 1 Tipos
o 1.1 Carcinoma
o 1.2 Sarcoma
* 2 Sintomas
* 3 Alternativas de Tratamento
* 4 Referências
* 5 Ligações externas

Tipos

Carcinoma

Câncer lobular – começa nos bulbos (pequenos sacos) que produzem o leite; Câncer dos ductos – forma-se nos ductos que levam o leite dos lóbulos para o mamilo (papila).

Sarcoma

Forma-se nos tecidos conjuntivos. Assim como qualquer tipo de câncer, o câncer de mama pode se espalhar para outras partes do corpo, ocorrendo a chamada metástase. Por esta razão, é muito importante detectá-lo o quanto antes, principalmente nos estágios iniciais, aumentado assim, as chances de tratamento não agressivo e de cura. Caso seja tarde demais, aconselha-se a quimioterapia.

Sintomas

O câncer, assim como outras doenças, freqüentemente apresenta sintomas que devem ser observados. Por essa razão, pode-se dizer que, de certa forma, o diagnóstico começa com a observação de qualquer alteração no funcionamento geral do organismo.

O câncer de mama pode apresentar diversos sintomas:

* Aparecimento de nódulo ou endurecimento da mama ou embaixo do braço;
* Mudança no tamanho ou no formato da mama;
* Alteração na coloração ou na sensibilidade da pele da mama ou da auréola;
* Secreção contínua por um dos ductos;
* Retração da pele da mama ou do mamilo;
* Inchaço significativo ou distorção da pele e ou mucosas.

Alternativas de Tratamento
Advertência: A Wikipedia não é um consultório médico.

Se necessita de ajuda, por favor consulte um profissional de saúde;
As informações aqui contidas, são apenas de caráter informativo.

O câncer de mama, quando no início, pode ser tratado antes que se espalhe, quando as chances de cura são maiores, os tratamentos menos agressivos e não mutilantes.

Referências

1. ↑ 1,0 1,1 Laurance, Jeremy. “Breast cancer cases rise 80% since Seventies”, The Independent, 2006-09-29. Página visitada em 2006-10-09.
2. ↑ Breast Cancer: Statistics on Incidence, Survival, and Screening. Imaginis Corporation (2006). Página visitada em 2006-10-09.
3. ↑ Male Breast Cancer Treatmeant – National Cancer Institute. National Cancer Institute (2006). Página visitada em 2006-10-16.

Ligações externas

* Site Oficial sobre o Câncer de Mama
* Guia de Apoio à Mulher com Cancro de Mama – portaldasaude.pt
* Site Português sobre o Cancro da Mama

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