O que é uma fissura anal?

Fissura Anal


É uma úlcera pequena, superficial e dolorosa que compromete o ânus.


Canal Anal


Crianças


Normalmente está associada à constipação intestinal quando as fezes endurecidas machucam o ânus.


Adultos


Geralmente não se consegue apontar uma causa que, isoladamente, seja responsável pelo aparecimento da fissura anal, mas sabe-se que a maioria dos pacientes possuem um esfíncter interno hipertônico que perpetua o processo uma vez desencadeado por algum trauma como o parto normal, a constipação intestinal (fezes endurecidas), a diarréia e a introdução de corpos estranhos, seja para fins terapêuticos fins eróticos ou por acidente. Mais freqüente nos homens entre os 20 e 40 anos.


Classificação


Aguda


Ânus


Lesão ulcerada do canal anal em forma de fenda, estreita, superficial e sem endurecimento tecidual em torno da lesão
(costuma cicatrizar rápida e espontaneamente)de localizacão posterior ou anterior.


Crônica


Lesão ulcerada


Lesão ulcerada com bordas bem definidas, com exposição das fibras musculares brancas transversais do esfíncter anal interno e plicoma sentinela. Reconhecida por uma tríade diagnóstica: plicoma sentinela – pequeno caroço na borda anal -, a fissura anal propriamente dita e a papilite hipertrófica – pequeno caroço no canal anal – (quase sempre de tratamento cirúrgico).


Quadro clínico


As crianças


Geralmente choram ao defecar pela dor provocada pelo rompimento da pele anal e segue-se um pequeno sangramento.


Os adultos


Normalmente queixam-se de dor intensa, tipo rasgando, ao defecar seguido de sangramento vivo. Com a cronificação do processo, até andar pode ser doloroso e surgem o plicoma sentinela e a papila hipertrófica. Em situações avançadas, o ânus úmido (pela eliminação de secreções anais) e o prurido anal podem ser observados.


Tratamento


Inicialmente deve ser clínico, pois até 40 % dos casos da doença cicatrizam com esta conduta. O tratamento da constipação intestinal, a abolição do uso do papel higiênico, banhos de assento mornos e preparados anestésicos e antiinflamatórios de uso tópico anal chegam a cicatrizar até 80 % das fissuras anais agudas observadas ambulatorialmente. O índice de recidiva, no entanto, chega a ser elevado.


Recentemente o emprego tópico (endo e perianal) do dinitrato de isossorbida a 1% associado ao betanecol a 0,1% tem aumentado os índices de cicatrização em até 80 % após 4 semanas.


Os pacientes que não respondem ao tratamento clínico em 4 a 8 semanas devem ser tratados cirurgicamente. A técnica cirúrgica que atualmente confere os melhores resultados é a esfincterotomia anal interna lateral subcutânea, que pode ser feita até com anestesia local.


O resultado da esfincterotomia lateral interna subcutânea (ELIS) é melhor do que o obtido pelo tratamento clínico, dando índices de recidiva de 0 a 2%.


Incisão cutânea póstero-lateral esquerda
Incisão cutânea póstero-lateral esquerda


Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura.
Esfíncter anal interno sendo seccionado com a tesoura.


A fissurectomia está indicada apenas na fissura infectada, em que é necessário a sua remoção junto com o tecido infectado circundante.


    

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