O que é a sexualidade humana?

A sexualidade, nos seus diversos parâmetros


A sexualidade humana é uma das competências mais interessantes e alargadas das funções vitais, pelo que não deve ser em nenhum caso resumida de uma maneira simplista a relações sexuais e muito menos ao uso do preservativo, como às vezes acontece.

De facto, a sexualidade compreende várias vertentes – afectos, comunicação, companhia, partilha (incluindo a do corpo e a da alma), reprodução, amizade e tantos outros aspectos. Não estranha pois que, ao incluir áreas tão fundamentais, a sexualidade seja, paralelamente à alimentação, um dos instintos mais básicos e determinantes da sobrevivência.

Não estranha também que o ser humano seja um ser dotado de uma sexualidade muito evidente, que se manifesta desde o primeiro momento de vida, e é exercida até ao fim. Poderá não ser expressa, evidentemente, do mesmo modo, da mesma maneira ou com os mesmos ritmos, mas é do cruzamento das diversas curvas sinusóides das vertentes mencionadas acima que se vai construindo os diversos equilíbrios, ao longo da vida, permitindo viver o conjunto da sexualidade de uma maneira harmoniosa, tranquila e gratificante. Muitas vezes, infelizmente, tal não acontece e, seja como for, a construção desse equilíbrio requer muita “maestria”, já que a instabilidade, as dúvidas e os conflitos internos e externos, os riscos e os perigos são uma regra quase geral.


O namoro


O namoro é um dos pontos mais interessantes da vivência da sexualidade e pode (deve) ser vivido em todas as idades. Se é, quanto a mim, ridícula a insistência actual de muitos adultos em tentarem atribuir namorados e namoradas a meninos de 3 e de 4 anos (ou mesmo de 8 e 9), a palavra namorar é das mais expressivas e tem vários significados – de facto, (…) “namorar” pode significar: acotiar, agradar, apaixonar, apetecer, arrulhar, atrair, azeitar, cativar, catrapiscar, chamar, cobiçar, cortejar, derriçar, desejar, embelezar, enlevar, falar, flertar, galantear, graxear, namoricar, prosear, rampanar, rascar, rentear, requebrar, requestar, sapecar, seduzir, servir, simpatizar, tourear (in Enciclopédia ?Educar Adolescentes? ? Lexicultural).

Muitas noções poderíamos tirar destes sinónimos, alguns deles verdadeiramente inesperados, mas uma coisa é certa: namorar implica desejo, atracção, cobiça, e todo o processo de “conquista” (“catrapiscar”?!?) do ser amado, que passa por galantear, cativar ou até, segundo o dicionário, por “dar graxa” (azeitar… graxear…)? e também exercer a arte da sedução, uma das artes mais nobres e mais fascinantes (e também mais divertidas) de que o ser humano é capaz. Já a expressão “tourear”, confessamos que deverá sempre ser considerada como estando por acaso, pois embora comum na “arte de namorar”, não expressa geralmente relações muito transparentes e honestas? mas enfim. Dicionário é dicionário?


Conquistar e ser conquistado – o jogo da sedução


Voltando atrás, há uns milhões de anos (dados surgidos no início de Dezembro de 2002 apontam já para 6 milhões de anos…), quando as raparigas atingiam a menarca e tinham pois a sua primeira menstruação, ficavam capacitadas para ser mães. Os rapazes, por sua vez, ao terem as primeiras ejaculações, eram potenciais pais. Mas se durante alguns milénios, provavelmente, as relações reprodutivas terão sido (com o são ainda em alguns pontos do Planeta) diferenciadas dos afectos, rapidamente as coisas começaram a evoluir no sentido da monogamia (que, repetimos, não é “lei corrente” em muitos pontos e em muitas sociedades e pessoas, sem que possamos fazer sobre isso quaisquer juízos de valor, éticos ou outros). O sentimento de poder masculino, associado ao “ter” (ter “pilinha”, leia-se), acasalou bem com o sentimento de “não ter”, com o complexo de castração das mulheres, com afinal o culto do “ser” (e às vezes do “parecer”). Eles a quererem conquistar, elas a quererem deixar-se conquistar. Estavam na mesa todos os ingredientes necessários ao jogo ? a um grande jogo.

Por outro lado, estando também na mesa responsabilidades grandes – como o de escolher o pai ou a mãe dos filhos, o companheiro ou a companheira de uma vida e, tantas vezes, o herdeiro ou herdeira de fortunas, bens, terras ou outras coisas semelhantes, bem como a integração na família, no clã, na tribo ou na comunidade – a escolha prévia ao “acasalamento” passou também a ser mais elaborada e a envolver muita outra coisa. Acresce que a chamada “lei do mais forte”, que através de várias formas afastava os potenciais concorrentes até deixar o que, geralmente pela sua força física, se conseguia impor, perdeu muita da sua validade – a astúcia, o poder de sedução, o charme (e tantas outras coisas) começaram a ganhar valor. Bem como os verdadeiros afectos e sentimentos.

É assim que surge o namoro – uma fase que começa, muitas vezes, sem se saber muito bem porquê e que evolui com diversos ritmos e desenlaces. De facto, não se sabe muito bem o que, numa pessoa, atrai outra – provavelmente muitos factores, também eles valorizados conforme a personalidade, as expectativas e os desejos e prioridades de cada um. As feromonas, espécie de hormonas sentidas a larga distância pelo nariz, têm o condão de atrair – a ciência explica isso. A beleza (e há tantos conceitos diferentes de beleza, de graça, de ser-se “giro” mesmo se feio, etc, etc), a inteligência, a ternura, a simpatia, o humor, o feitio, a elegância (no corpo e na maneira de ser), enfim, são alguns entre tantos e tantos ingredientes que provocam a atracção e o desejo de conquistar o outro ou a outra.
Depois deste primeiro click, segue-se outra fase: a da confirmação da escolha, que terá que passar por um melhor conhecimento dos pontos fracos e fortes da pessoa amada. Mas o pior é que a paixão e o desejo de conquista, pela sua natureza “transitoriamente patológica”, faz muitas vezes (provavelmente sempre) perder a noção crítica e a lucidez – uma pessoa apaixonada não tem os pés na Terra, para ela só o outro existe, e o mundo e as pessoas são algo que perdeu totalmente a prioridade e o valor.


A procura das “certezas”


Outro aspecto importante no início do namoro é tentar ter a certeza, não apenas de que aquela pessoa é a pessoa amada, como a de que as outras que ficaram de fora (mas perto) não são também pessoas amadas, pois para quem começa a desenvolver sentimentos afectivos que nunca experimentou (e se calhar ao longo de toda a vida isto acontece?), é por vezes difícil ter essa certeza. Um dia parece ser aquela pessoa, mas no dia seguinte parece ser a outra. Só que os compromissos que se assumem com uma, excluem à partida (pelo menos nas sociedades ocidentais) compromissos de timbre igual com as outras.

Uma vez tida essa certeza – seja ela mais duradoura ou menos duradoura, mais firme ou menos firme -, “as coisas começam a aquecer”, pois o passo seguinte é ser correspondido. “Apenas isso”? mas o “isso” é tanto e às vezes tão penoso!. A gestão desta fase é tremendamente difícil e, em caso de um desenlace negativo, pode dar azo a grandes traumatismos, sentimentos destrutivos da auto-estima e do auto-conceito, e regressões a vários níveis, designadamente uma grande desconfiança e insegurança quanto à capacidade de “conseguir” – o “desempenho” é um dos fantasmas que sempre acompanha os adolescentes, nas suas relações amorosas.

Diga-se também, que tudo isto se passa, pelo menos ao princípio, em linguagem codificada – corporal, falada ou outra -, mas codificada. Há quem avance logo com os termos e os propósitos, sem estar com “rodriguinhos”, mas é raro e ainda mal visto. O jogo da sedução é um jogo de interpretações e de sugestões. E tantas vezes, sobretudo para quem é inexperiente (como é o caso dos adolescentes) ou quem não tem grande jeito ou aptidões para estas coisas, as sugestões podem ser mal interpretadas e as interpretações mal sugeridas. Se ela sorri para mim, que fazer? Será que sorriu porque se lembrou de uma coisa engraçada? Será que sorriu porque estava bem disposta? Será que sorriu porque teve um espasmo do músculo risorius? Ou porque até achou piada ao que eu disse, mas não mais do que isso? Ou, pelo contrário, isso e muito mais? Como saber? E se avanço, como quem fez a interpretação mais correcta (leia-se, a que me convém), que fazer se ela diz para eu ir “dar uma curva”, que estou a meter-me e que vai chamar alguém e acusar-me de assédio? Ou que, simplesmente, estava a sorrir para o parceiro do lado, eu é que deveria estar estrábico? mas pode ser, mesmo que numa ténue hipótese, que me diga que, sim, que era para mim o olhar dela, porque também se sente atraída.

É neste jogo de parada alta, de grandes inquietações e indefinições, de registos muito subtis e indefinidos que os adolescentes têm que (sobre)viver. Mas é esse mesmo jogo, com todas as vitórias e derrotas, penaltis e cartões amarelos, aplausos e vaias, que vai permitir um enfoque mais certeiro e uma visão cada vez mais lúcida do que se quer, do que se pretende e, sobretudo, do que é possível face ao que se desejaria se fossemos nós a formatar o mundo e as pessoas. Mas se calhar, estaremos enganados – a realidade do século XXI não deixa aos adolescentes a hipótese de perguntar, tímida e inocentemente, ruborizando-se só de pensar nisso “então, qual é a tua música preferida?”, mas sim, porventura, de modo directo e incisivo: “então, qual é o teu preservativo preferido?”. Mas isso não é namoro, pelo menos no sentido de que estamos a falar. Pode ser uma atitude muito “pragmática” mas mais nada do que isso.


A fase da “manutenção”


Depois de começado o namoro, há uma fase de aprofundamento relacional e dos conhecimentos. A descoberta do corpo da pessoa amada e das potencialidades do nosso próprio corpo com a pessoa amada, o cotejar de pontos positivos e negativos, interesses e desinteresses, defeitos e virtudes, contribui para a constante avaliação dos ganhos e perdas e para a resposta à “velha questão”: “valerá a pena?”. Esta avaliação é tanto mais complicada quanto é frequentemente pontuada, quer com os desafios externos, de outras pessoas que também se perfilam no horizonte e que também querem entrar no jogo da conquista – pessoas já conhecidas ou novas -, quer com os comentários dos “outros” (família, amigos, colegas).

E se, em alguns casos, mesmo com “acidentes de percurso”, arrufos, amuos e zangas (mas com o momento inesquecível e indescritível do “fazer as pazes”), as coisas evoluem na tranquilidade e no sentido da estabilidade – pelo menos durante algum tempo -, noutros o namoro acaba por ser uma fase de constantes altos e baixos, uma sinusóide que leva a um grande sofrimento, conflitos e desânimos, os quais desvirtuam o verdadeira intenção do namoro: o preparar uma solução estável com vista a um futuro comum.


Pais, família, amigos e companhia


Se o namoro é uma coisa para ser fruída a dois, com todo o encantamento que tem essa relação privada e quase mística, não é menos verdade que vivemos em sociedade e que as pessoas não são eremitas, mesmo quando parecem viver no nirvana ou no limbo. E quando outros valores, para além dos afectos e do amor, entram em jogo – “mas de que família é que ela é, afinal?”, “vamos a ver a quem vão parar os nossos bens?”, “não me parece que seja a melhor pessoa para ser mãe dos nossos netos!”, “ele tem cara de quem trabalha pouco e vai querer explorar a nossa filha!” – e tantas outras coisas semelhantes -, o “caldo” corre mais risco de “se entornar”, surgindo provas de forças, desaguisados, incompreensões, mal-estares, chegando muitas vezes ao ponto de pré-ruptura ou mesmo rupturas, o que só agrava ainda mais as coisas.

Quantas vezes os pais (e os restantes adultos) confundem as escolhas do adolescente com as suas próprias escolhas – não lhes é pedido que gostem da pessoa escolhida pelos filhos, mas tão só que respeitem a sua escolha. E se existe algo que verdadeiramente incomoda os pais relativamente à namorada ou namorado dos filhos, claro que têm o direito de expressar essas dúvidas (sobretudo se se referirem a algum dado grave) mas com calma e sempre pensando que, em caso de “esticarem a corda”, o filho optará quase invariavelmente para o lado do seu amor. O caso contrário pode acontecer: os pais simpatizarem tanto com a pessoa escolhida pelos filhos que mesmo quando as coisas começam a esfriar e a seguir o rumo natural dos acontecimentos (ou seja, encaminhando-se para um fim que convém não ser demasiadamente agónico e prolongado) eles insistem no namoro e defendem-no com “unhas e dentes”, mais do que o próprio interessado.

Outro aspecto ainda, sobretudo no princípio do namoro, é a enorme susceptibilidade e sensibilidade dos apaixonados – qualquer comentário menos positivo (mesmo que justo e factualmente verdadeiro) pode causar um pé-de-vento de incompreensão. Não quer dizer que os pais se calem, mas que tenham o bom senso de só dizer o que for estritamente necessário, não se esquecendo que os apaixonados, por definição, vivem na estratosfera e não entendem a linguagem dos terráqueos.

Ainda um conselho: não vale a pena dar demasiada importância aos namoros dos filhos, sobretudo no início e quando são os primeiros. É terrível ver pais a darem um relevo a namoricos que são quase “condutas experimentais”, como se se tratasse já de uma coisa definitiva, envolvendo os avós, os tios e sei lá mais quem. Até uma certa idade, esses “namorados” deverão ser considerados como amigos e ficar por aí. Isso evita que haja “hipertrofia” de coisas menores e que, se o namoro acabar, o acontecimento passe a ser um autêntico “problema nacional”. Deixa também aos adolescentes a margem de manobra necessária para gerirem da melhor forma o namoro, nos vários aspectos relacionais, incluindo poder pôr-lhe um fim, sem demasiada dor.

Este é uma vertente que os pais têm também que considerar: os receios, riscos, perigos e realidade das doenças de transmissão sexual, da infecção pelo VIH, da gravidez, não devem centralizar as suas preocupações e factores de interesse exclusivamente nessa área. A sexualidade é um fenómeno plurifacetado e que têm a ver com afectos e sentimentos. As relações sexuais são fundamentais nesse processo e é natural que, a páginas tantas (às vezes no “prefácio”, às vezes só no “epílogo”), o processo de descoberta do corpo e da alma acabe por terminar nas relações sexuais. É bom os adolescentes estarem prevenidos e serem conhecedores dos métodos anticonceptivos e preventivos das situações de perigo – mas espera-se que os pais tenham tido, ao longo de toda a vida, uma acção pedagógica gradual que evite ter que chamar os filhos, à última da hora e sobre os acontecimentos, para uma conversa “sobre abelhas e flores”.


O fim do namoro… ou não…


Os namoros podem ou não ter fim. Por vezes acabam por desistência de um ou dos dois interessados. Com maior ou menor sofrimento, de uma ou de ambas as partes, mas sempre com a necessidade de fazer um luto, porque o fim de uma relação, mesmo que por mútuo acordo e/ou com sensação de alívio, é sempre uma perda e exige um período de reflexão e de balanço. Não fazer esse luto é perigoso, porque ele virá, inexoravelmente, mais tarde, podendo cair como uma assombração sobre uma relação posterior.

Outras vezes o namoro evolui para um relacionamento estável e permanente, com vivência em comum, casamento ou seja a forma que for, filhos, etc. Mas mesmo nesses casos – ou até sobretudo nesses casos -, é bom que o namoro continue. Sempre. Namorar é bom e é um factor protector. Mesmo com filhos pequenos, mesmo com filhos menos pequenos. A relação “horizontal” entre duas pessoas deve sempre manter-se e é independente dos outros relacionamentos e afectos que possam existir. E não há idades fixas nem limitativas para namorar? porque o namoro, no que tem de sonhador, de reconfortante, de bom, é necessário e um bálsamo para qualquer idade.

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O que é a sexualidade humana





























Autor: Eduardo Olivio Ravagni Nicolini
[pt] O que é a sexualidade humana?
[en] What is this human sexuality?
Instituição de Defesa: Universidade de Brasília
Data de Defesa: 2007-10-16
Resumo: [pt] O presente estudo analisa os modos pelos quais a sexualidade humana se desvela como objeto de conhecimento do pesquisador, no intuito de poder iluminar a trilha conceitual pela qual ele transita ao longo de 30 anos de atividade terapêutico-docente. Para desenvolver este estudo, buscou-se na psicanálise e no trabalho de alguns autores, que têm problematizado a sexualidade, direta ou indiretamente por meio da relação existente entre o desenvolvimento humano, a afetividade e a identidade , a interligação epistemológico-conceitual que permite compreender o fenômeno da sexualidade humana. A psicanálise não forneceu um modelo rígido e fechado de etapas e procedimentos, porém deu sentido ao caminhar. Dessa forma, o objeto de estudo foi paulatinamente compreendido na medida em que foi sendo circundado o espaço da sexualidade por meio de três estudos que epistemologicamente se interligam e complementam. O primeiro trabalho analisa as idéias centrais de algumas teorias sobre a ciência do desenvolvimento humano que, direta ou indiretamente, permitem a compreensão de algumas questões relacionadas com a sexualidade humana. O segundo estudo abre espaço à análise das mensagens que, a partir dos conceitos desenvolvidos por Henri Wallon sobre a emoção e a afetividade e sobre o nível de importância que elas assumem no processo do desenvolvimento do ser humano, permitem ressaltar a sexualidade como elemento constitutivo da corporeidade e da experiência do pesquisador. No terceiro estudo, centrando a atenção no viés corporal, mediante a análise dos componentes que, morfoanatomicamente e emocionalmente, definem a sexualidade no ser humano, são analisadas as questões que, ligadas aos componentes biológicos do desenvolvimento humano, permitem reconhecer as características sexuais que, sob esse viés, determinam ou facultam a masculinidade e a feminilidade. A peculiaridade de poder sentir-se dono do seu corpo brinda ao sujeito a possibilidade da sua identidade sexuada na consideração do próprio corpo como um objeto que ocupa, em sua experiência, um lugar privilegiado, revestido de valores em relação a um Ideal de Ego por ele subjetivado. Assim, por meio da explicitação e análise dessas e de outras mensagens contidas no material bibliográfico pesquisado, nos três estudos anteriormente citados, são sugeridos aproximações e desvelamentos no sentido da sexualidade humana, respondendo ao questionar que delineou o percurso, isto é, O que é a sexualidade humana? Finalmente, o estudo vislumbra possibilidades de novas interrogações no escopo da inter-relação do desenvolvimento humano, afetividade e identidade corporal, na construção do espaço da Sexualidade Humana.
[en] The present study analyzes the phenomenon of the sexuality among human beings under the light of speech of the development, the affectivity and the corporal identity, by means of three studies that if they establish connection and they complement between itself. The first one infers, by means of the analysis of content, in the central ideas of some theories on the science of the human development, which, directly or indirectly, allows the revealing of sexuality. The second study opens space to the analysis of content of the messages that, from the concepts developed from Henri Wallon on the emotion and the affectivity and the level of importance that they assume in the process of human development, they allow to stand out the sexuality as constituent element of the corporal identity. In the third study by means of the corporal bias, by means of the analysis of the components that, morphological, anatomical and emotional, define the sexuality in the human being, the referring questions to the masculinities and the feminine are analyzed. It is understood that sexuality and identity are part of one thing, all indivisible one. In it, the corporal experience is presented as articulator bias of the passage and the other as necessary bond in the determination of the sort, that joined to the biological determination, defining the sex among humanity. The peculiarity to feel owner of its body, drinks a toast to subject to the possibility of its sexual identity in the consideration of the proper body as an object that occupies, in its experience, a privileged place, coated of values in relation to an ideal of ego for characterized it. Thus, by means of the analysis of content of the messages contained in the diverse speeches analyzed in the three studies previously cited reveals some approaches and in the direction of the sexuality are suggested human being answering what it would be the sexuality human being. Finally, the study it makes possible new questions in the target of the interrelation of the human development, affectivity and corporal identity, in the construction of the space of sexuality human being.
Titulação: Doutor em Ciências da Saúde
Contribuidor(es): Elioenai Dornelles Alves
Neide Maria Gomes de Lucena
Maria do Socorro Nantua Evangelista
Berenice Alves de Melo Bento
Dirce Guilhem de Matos
Maria Rosa Abreu
Assuntos: [en] affectivity
[en] development
[en] sexuality
[en] corporal identity
[pt] sexualidade
[pt] CIENCIAS DA SAUDE
[pt] desenvolvimento
[pt] Identidade Corporal.
[pt] afetividade
Documentos Digitais: [pt] Texto completo

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