O que é combustão humana espontânea?

Combustão humana espontânea
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A combustão humana espontânea (CHE) é um fenómeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não provocada por uma fonte externa de ignição.

Embora o fenómeno não seja compreendido cientificamente, alguns estudiosos sugerem como causa uma reação química do corpo. Modernamente, as duas explicações mais comuns para o fenômeno são o chamado “efeito pavio” e um tipo raro de descarga elétrica estática.
Índice
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* 1 História
* 2 Características
* 3 Bibliografia
* 4 Ver também
* 5 Ligações externas

[editar] História

O primeiro relato conhecido de um caso de CHE é de autoria do anatomista dinamarquês Thomas Bartholin que, em 1663, descreveu como uma mulher, em Paris, “foi reduzida a cinzas e fumaça” sem que o colchão de palha em que dormia, fosse danificado pelo fogo.

Pouco depois, o francês Jonas Dupont relatou uma série de casos semelhantes, na obra “De Incendiis Corporis Humani Spontaneis” (1673).

No segundo quartel do século XIX, M. J. Fontelle reviu alguns casos perante a Academia Francesa de Ciências (1833), tendo observado que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis próximos ou mesmo no corpo delas.

[editar] Características

Os casos de CHE narrados desde então apresentam algumas características em comum:

* a vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência;
* os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenómeno ocorrera;
* os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis;
* o cômodo onde o corpo é encontrado mostra pouco ou nenhum sinal de fogo, salvo algum resíduo na mobília ou nas paredes.

Em casos raros:

* os órgãos internos da vítima permaneciam intactos, enquanto a parte externa era carbonizada;
* alguns sobreviventes desenvolveram queimaduras estranhas no corpo, sem razão aparente para tal, ou emanaram fumaça sem que existisse fogo por perto.

[editar] Bibliografia

* CALLAHAN, Gerald N.. Autopercepção: o que podemos aprender com o sistema imunológico. São Paulo: Ed. SENAC São Paulo, 2004. ISBN 8573593717.

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O que é combustão humana espontânea

Combustão humana espontânea





A combustão humana espontânea (CHE) é um fenómeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, não provocada por uma fonte externa de ignição.


Embora o fenómeno não seja compreendido cientificamente, alguns estudiosos sugerem como causa uma reação química do corpo. Modernamente, as duas explicações mais comuns para o fenômeno são o chamado “efeito pavio” e um tipo raro de descarga elétrica estática.



História


O primeiro relato conhecido de um caso de CHE é de autoria do anatomista dinamarquês Thomas Bartholin que, em 1663, descreveu como uma mulher, em Paris, “foi reduzida a cinzas e fumaça” sem que o colchão de palha em que dormia, fosse danificado pelo fogo.


Pouco depois, o francês Jonas Dupont relatou uma série de casos semelhantes, na obra “De Incendiis Corporis Humani Spontaneis” (1673).


No segundo quartel do século XIX, M. J. Fontelle reviu alguns casos perante a Academia Francesa de Ciências (1833), tendo observado que as vítimas tendiam a ser mulheres idosas que consumiam bebidas alcoólicas e que os danos do fogo não se estendiam aos materiais inflamáveis próximos ou mesmo no corpo delas.



Características


Os casos de CHE narrados desde então apresentam algumas características em comum:



  • a vítima é quase completamente consumida pelas chamas, geralmente no interior da própria residência;
  • os primeiros a encontrar os corpos carbonizados relatam ter percebido o cheiro de uma fumaça adocicada nos cômodos onde o fenómeno ocorrera;
  • os corpos carbonizados apresentam as extremidades (mãos, pés e/ou parte das pernas) intactas, mesmo que o dorso e a cabeça estivessem irreconhecíveis;
  • o cômodo onde o corpo é encontrado mostra pouco ou nenhum sinal de fogo, salvo algum resíduo na mobília ou nas paredes.

Em casos raros:



  • os órgãos internos da vítima permaneciam intactos, enquanto a parte externa era carbonizada;
  • alguns sobreviventes desenvolveram queimaduras estranhas no corpo, sem razão aparente para tal, ou emanaram fumaça sem que existisse fogo por perto.

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