O que é design gráfico

Design gráfico



 

Entendamos o Design Gráfico/Visual como uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma idéia, através de técnicas formais, intrinsecamente ligadas a referências básicas da Psicologia e Percepção visual. Podemos ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à informação visual, em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto.


Trata-se de uma profissão levada a cabo pelo Designer Gráfico/Visual, que estende a sua área de acção aos diversos meios de comunicação existentes (quer impressos, quer digitais, audiovisuais, ou outros), resultando, mais concretamente, nas seguintes aplicações:


Identidade corporativa (Branding);
Web Design;
Design de embalagem (ou Packaging Design);
Design editorial;
Sinalização (ou Sinalética);
Tipografia;
Multimédia;
Ilustração;
– e no mais variado tipo de Publicidade com fundamento visual.


Um Designer Visual é, convenientemente, um conhecedor e utilizador das mais variadas técnicas e ferramentas de desenho, mas não só… O Designer Visual tem como principal moeda de troca a sua massa cinzenta, sendo fornecedor de matéria-prima intelectual, baseada numa forte cultura visual, social e psicológica. Não é apenas um mero executante, mas sim um condutor criativo que tem em vista um objectivo comunicacional.





História do design gráfico




 

O design gráfico é uma atividade que tem suas origens na pré-história com as primeiras pinturas em cavernas, como as de Lascaux e se estendem através do tempo até as luzes de neon de Ginza. Desde a história antiga até os tempos recentes da explosão da comunicação visual do século XXI, não há uma distinção clara das definições de propaganda, design gráfico e arte refinada. Afinal de contas, eles compartilham muitos dos mesmos elementos, teorias, princípios, práticas e linguagens. Na propaganda, o objetivo final é a venda de bens e serviços. No design gráfico, “a essência é dar ordem às informações, formas às idéias, expressões e sentimentos a artefatos que documentam a experiência humana”[1].

Pré-história


As pinturas nas cavernas de Lascaux por volta de 14,000 BC e o nascimento da linguagem escrita por volta do terceiro ou quarto milênio BC são marcos significantes na história do design gráfico e outras áreas derivadas.


O Livro de Kells é um exemplo de design gráfico nos estágios iniciais. É um manuscrito dos Evangelhos do Novo Testamento, ilustrado com desenhos


A Invenção Da Impressão


Durante a dinastia Tang (618-907) entre os séculos IV e VII AD, blocos de madeiras eram cortados para imprimir em tecidos e mais tarde em textos budistas. Uma escritura budista impressa em 868 é a versão mais antiga conhecida de um livro impresso. Começando no século XI, pergaminhos mais longos e livros foram produzidos usando impressoras de tipos móveis e disponibilizados com maior facilidade durante a dinastia Song (960-1279) [2]. Por volta de 1450, Johann Gutemberg aperfeiçoou a impressora de tipos móveis e com isto, os livros se tornaram mais populares e mais fáceis de serem adquiridos na Europa. Aldus Manutius desenvolveu a estrutura do livro, que acabaria por se tornar a fundação ocidental do design de publicação. Essa era no design gráfico é chamada de Era Humanista.



O Início do Design Industrial


Na Europa do século XIV, especialmente no Reino Unidos, o movimento começou a separar o design gráfico da arte. Piet Mondrian é conhecido como o pai do design gráfico. Ele foi um artista, mas seu uso de grids inspirou o sistema moderno de grids usado hoje em anúncios, impressos e diagramações web [3].


Em 1849, Henry Cole se tornou um dos maiores nomes na educação de design no Reino Unido, informando o governo da importância do design no seu Journal of Design and Manufactures.


De 1892 a 1896, a Kelmscott Press de William Morris publicou os livros que são os mais importantes na área do design gráfico e de produto do movimento Arts and Crafts. Morris provou que existia uma mercado para os trabalhos de design gráfico e foi pioneiro na separação do design da produção e da arte. O trabalho da Kelmscott Press é caracterizada pela obsessão com estilos históricos. Este historicismo foi importante pois gerou uma reação à arte obsoleta do design gráfico do século XIX. O trabalho de Morris, juntamente com o resto do movimento Private Press, influenciou diretamente a Art Nouveau e é indiretamente responsável pelo desenvolvimento do design gráfico no início do século XX.



Design do Século Vinte


 

O termo “design gráfico” foi originalmente criado por William Addison Dwiggins, um designer de livros americano no início do século XX.


Na década de 20, o construtivismo soviético aplicou a “produção intelectual” em diferentes esferas da produção. O movimento demonstrou como a arte individualista na Rússia revolucionária era inútil e mostrou o caminho em direção à criação de objetos para usos úteis (a forma segue a função).


Jan Tschichold escreveu um livro em 1982 chamado Nova Tipografia onde ditava os princípios da tipografia moderna. Mais tarde ele repudiou a filosofia do seu próprio livro, taxando-a de fascista, porém o mesmo continuou sendo uma forte influência. Tschichold, tipógrafos da Bauhaus como Herbert Bayer e Laszlo Moholy-Nagy, e El Lissitzky são considerados os pais do design gráfico moderno.


Nos anos seguintes, o design gráfico moderno ascendeu na sua aceitação e aplicação no mundo industrial. Uma economia crescente nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra estabeleceu uma necessidade maior para o design, principalmente através da publicidade e da embalagem. A imigração da escola alemã de design Bauhaus para Chicago – EUA em 1937 trouxe um minimalismo produzido em massa para o país, espalhando o fogo do design e da arquitetura “moderna” no país.


Nomes notáveis no design moderno incluem Adrian Frutiger, que desenhou os tipos Univers e Frutiger, Paul Rand que de 1930 até sua morte em 1996 aplicou os princípios da Bauhaus na propaganda popular e no design de logos, ajudando a criar um visual diferente do minimalismo europeu, além de se consolidar como um dos principais pioneiros do subgênero do design gráfico conhecido como identidade corporativa, Walter Gropius que fundou a Bauhaus em 1919, entre outros.

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O que é design gráfico?

                  Design gráfico                             

O design gráfico é uma forma de comunicação visual. É o processo de dar ordem estrutural e forma à informação visual, trabalhando frequentemente a relação de imagem e texto. Podendo ser aplicada a vários meios de comunicação, sejam eles impressos, digitais, audiovisuais, entre outros.


O profissional que realiza esse tipo de função é o designer gráfico. No entanto, mesmo existindo uma formação específica para essa área, vários tipos de profissionais tentam atuar como designers gráficos – notoriamente os publicitários, assim como ilustradores e artistas gráficos. Por falta de base fundamentada dos profissionais formados em outras áreas e que atuam com o design acabam distorcendo a conceituação de cores, formas, idéias, valores, estética e outras qualidades inseridas num trabalho final.


Tradicionalmente os princípios do design gráfico estavam ligados a um formalismo e o funcionalismo. Atualmente, com o desenvolvimento da internet e da teoria do design de informação, há uma preocupação maior com a informação e o papel do usuário no design gráfico.                                                                             


História do design gráfico




Ver artigo principal: História do design gráfico


Página do Livro de Kells: Folio 114v, texto decorado

Página do Livro de Kells: Folio 114v, texto decorado

O design gráfico é uma atividade que tem suas origens na pré-história com as primeiras pinturas em cavernas, como as de Lascaux e se estendem através do tempo até as luzes de neon de Ginza. Desde a história antiga até os tempos recentes da explosão da comunicação visual do século XXI, não há uma distinção clara das definições de propaganda, design gráfico e arte refinada. Afinal de contas, eles compartilham muitos dos mesmos elementos, teorias, princípios, práticas e linguagens. Na propaganda, o objetivo final é a venda de bens e serviços. No design gráfico, “a essência é dar ordem às informações, formas às idéias, expressões e sentimentos a artefatos que documentam a experiência humana”[1].


                                 Pré-história


As pinturas nas cavernas de Lascaux por volta de 14,000 BC e o nascimento da linguagem escrita por volta do terceiro ou quarto milênio BC são marcos significantes na história do design gráfico e outras áreas derivadas.


O Livro de Kells é um exemplo de design gráfico nos estágios iniciais. É um manuscrito dos Evangelhos do Novo Testamento, ilustrado com desenhos ornamentais por monges celtas por volta do ano de 800 AD.



                        A Invenção Da Impressão


Durante a dinastia Tang (618-907) entre os séculos IV e VII AD, blocos de madeiras eram cortados para imprimir em tecidos e mais tarde em textos budistas. Uma escritura budista impressa em 868 é a versão mais antiga conhecida de um livro impresso. Começando no século XI, pergaminhos mais longos e livros foram produzidos usando impressoras de tipos móveis e disponibilizados com maior facilidade durante a dinastia Song (960-1279) [2]. Por volta de 1450, Johann Gutemberg aperfeiçoou a impressora de tipos móveis e com isto, os livros se tornaram mais populares e mais fáceis de serem adquiridos na Europa. Aldus Manutius desenvolveu a estrutura do livro, que acabaria por se tornar a fundação ocidental do design de publicação. Essa era no design gráfico é chamada de Era Humanista.



                       O Início do Design Industrial


Na Europa do século XIV, especialmente no Reino Unidos, o movimento começou a separar o design gráfico da arte. Piet Mondrian é conhecido como o pai do design gráfico. Ele foi um artista, mas seu uso de grids inspirou o sistema moderno de grids usado hoje em anúncios, impressos e diagramações web [3].


Em 1849, Henry Cole se tornou um dos maiores nomes na educação de design no Reino Unido, informando o governo da importância do design no seu Journal of Design and Manufactures.


De 1892 a 1896, a Kelmscott Press de William Morris publicou os livros que são os mais importantes na área do design gráfico e de produto do movimento Arts and Crafts. Morris provou que existia uma mercado para os trabalhos de design gráfico e foi pioneiro na separação do design da produção e da arte. O trabalho da Kelmscott Press é caracterizada pela obsessão com estilos históricos. Este historicismo foi importante pois gerou uma reação à arte obsoleta do design gráfico do século XIX. O trabalho de Morris, juntamente com o resto do movimento Private Press, influenciou diretamente a Art Nouveau e é indiretamente responsável pelo desenvolvimento do design gráfico no início do século XX.



[editar] Design do Século Vinte



Walter Gropius, fundador da primeira escola de design do mundo: a Bauhaus.

Walter Gropius, fundador da primeira escola de design do mundo: a Bauhaus.

O termo “design gráfico” foi originalmente criado por William Addison Dwiggins, um designer de livros americano no início do século XX.


Na década de 20, o construtivismo soviético aplicou a “produção intelectual” em diferentes esferas da produção. O movimento demonstrou como a arte individualista na Rússia revolucionária era inútil e mostrou o caminho em direção à criação de objetos para usos úteis (a forma segue a função).


Jan Tschichold escreveu um livro em 1982 chamado Nova Tipografia onde ditava os princípios da tipografia moderna. Mais tarde ele repudiou a filosofia do seu próprio livro, taxando-a de fascista, porém o mesmo continuou sendo uma forte influência. Tschichold, tipógrafos da Bauhaus como Herbert Bayer e Laszlo Moholy-Nagy, e El Lissitzky são considerados os pais do design gráfico moderno.


Nos anos seguintes, o design gráfico moderno ascendeu na sua aceitação e aplicação no mundo industrial. Uma economia crescente nos Estados Unidos pós-Segunda Guerra estabeleceu uma necessidade maior para o design, principalmente através da publicidade e da embalagem. A imigração da escola alemã de design Bauhaus para Chicago – EUA em 1937 trouxe um minimalismo produzido em massa para o país, espalhando o fogo do design e da arquitetura “moderna” no país.


Nomes notáveis no design moderno incluem Adrian Frutiger, que desenhou os tipos Univers e Frutiger, Paul Rand que de 1930 até sua morte em 1996 aplicou os princípios da Bauhaus na propaganda popular e no design de logos, ajudando a criar um visual diferente do minimalismo europeu, além de se consolidar como um dos principais pioneiros do subgênero do design gráfico conhecido como identidade corporativa, Walter Gropius que fundou a Bauhaus em 1919, entre outros.



 

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