O que é suicídio coletivo? parte1

O suicídio é uma prática condenável por diversas religiões, entre elas o espiritismo. E por um motivo muito óbvio: Deus nos deu a vida, somente Ele pode tirar. O ser humano, muito individualista e materialista, se apega na maioria das vezes no seu Eu, fixando a mente em seus problemas que julga ser os maiores do universo, se limita à matéria, às paixões e aos vícios. Sendo assim, o seu mundo se reduz às coisas passageiras, esquecendo da eternidade que é a alma.

         Sabemos das dificuldades enfrentada no dia-a-dia. Cada um, literalmente, carrega a sua cruz. Neste processo evolutivo, passamos por várias adversidades,  a diferença é que para uns pode ser menos penoso devido à sua forma de ver os acontecimentos, ou seja, a evolução individual é algo primordial para que possamos ter um melhor entendimento sobre a vida.


         Atualmente, um milhão de pessoas suicidam-se todos os anos, conforme dados da Organização Mundial da Saúde. Entre os países desenvolvidos, o Japão ocupa o primeiro lugar, e há tempos atrás ficou conhecido como o “Reino dos Suicídios”. Nesse país está se tornando comum a prática do suicídio coletivo. Em 2003, o Japão registrou 34 suicídios cometidos em duplas ou grupos por pessoas que se conhecem pela internet e fazem pactos. Também neste mesmo ano foram registrados 34.427 suicídios no Japão, 7,1% a mais que em 2002. Está se tornando uma coisa tão comum que todos os anos alguns escritores lançam livros sobre este assunto. O livro Manual Completo do Suicídio, de Wataru Tsurumi, teve sua primeira edição lançada em 4 de julho de 1993 e se tornou um best-seller, pois descrevia inúmeras formas de suicídio, com ranking de facilidade, dor e dicas estratégicas.


         O suicídio coletivo é uma prática antiga. Ficou conhecida devido às seitas que pregavam uma filosofia que chegava a psicotizar o indivíduo. Entre alguns dos suicídios coletivos mais famosos está o provocado pelo Pastor Jim Jones, em 1978, na Guiana, levando aproximadamente 900 pessoas ao suicídio.


         O psicólogo Antonio Carlos Alves de Araújo publicou um estudo sobre as pessoas que praticam o suicídio, fazendo um paralelo com a timidez: “Obviamente a problemática é mundial; vide o episódio no Japão sobre o suicídio coletivo dos “hikikomoris” (tímidos ou reclusos). Neste caso específico, a timidez caminhou para o suicídio, devido às pressões de uma determinada cultura que talvez não preste a atenção devida ao relacionamento humano, mas tão-somente ao desempenho profissional e competição, embora não seja um aspecto encontrado apenas no Japão. (…) O tímido teme a situação de prova a todo o momento; quando se retira do contato cria uma ficção de vitória por não ter que passar por determinado apuro, mesmo que isto lhe custe um prazer futuro. (…) O tímido na verdade comete uma espécie de “estelionato social”; sua lei é retirar, sendo que os aspectos de egoísmo estão totalmente presentes. (…) O último estágio do processo da timidez é a depressão profunda ou o transtorno do pânico e até o suicídio, quando a pessoa não consegue mais nenhum tipo de satisfação devido a sua conduta masturbatória perante a vida. (…) O suicídio e timidez têm como temática básica a questão de como enfrentar a profunda solidão. O primeiro não enxerga nenhuma alternativa para resolver o dilema; o segundo se acostumou e desfruta da mesma”.

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