O recorde mundial.

Nas eliminatórias, ele brincou. Na final, mais ainda. A cinco dias de completar 22 anos, o jamaicano Usain Bolt venceu a prova dos 100m rasos e confirmou, em Pequim, o status de homem mais rápido do planeta. Mais que isso: comprovou sua marra, bateu no peito antes da linha de chegada e humilhou os concorrentes. Sem esforço, ficou com o ouro olímpico e quebrou o recorde mundial ao correr o evento mais nobre do atletismo em incríveis 9s69.


Richard Thompson, de Trinidad e Tobago, chegou em segundo, bem atrás do relaxado Bolt, com 9s89. O bronze ficou com o americano Walter Dix, que fez a prova em 9s91. Churandy Martina, das Antilhas Holandeses, veio em quarto, com 9s93. A decepção ficou por conta de Asafa Powell, um dos favoritos, que chegou apenas em quinto, com 9s95.


 


Antes da prova, ao ser apresentado, Bolt não aparentava nenhum traço de tensão. Ao contrário, fez graça para a torcida e mostrou a marra habitual. A descontração continuou durante a prova, como se ele estivesse num treino. Quando se aproximava da linha de chegada, o jamaicano relaxou os braços e chegou a bater no peito. Ainda assim, quebrou o recorde mundial com folga. Confirmada a vitória, o “relâmpago” foi festejar com a torcida.


 









































 CORREDOR  PAÍS  TEMPO
 1. Usain Bolt  Jamaica  9s69
 2. Richard Thompson  Trinidad e Tobago  9s89
 3. Walter Dix  Estados Unidos  9s91
 4. Churandy Martina  Antilhas Holandesas  9s93
 5. Asafa Powell  Jamaica  9s95
 6. Michael Frater  Jamaica  9s97
 7. Marc Burns  Trinidad e Tobago  10s01
 8. Darvis Patton  Estados Unidos  10s03


A marca anterior nos 100m rasos era do próprio Bolt, com 9s72, atingida no dia 31 de maio deste ano, no Icahn Stadium, em Nova York. O feito de Bolt tinha desbancado o compatriota Powell, que correu a prova em 9s74 em setembro de 2007, na Itália.

O duelo entre os jamaicanos, contudo, não aconteceu em Pequim. Eles eram os favoritos da prova, principalmente depois da eliminação do americano Tyson Gay, nas semifinais. Gay ainda se recuperava de uma lesão muscular na perna e fez o tempo de 10s05, insuficiente para ir à decisão.

As performances de Bolt nas eliminatórias já beiravam o deboche. Nas duas baterias, ele liderou a prova de forma tranqüila e chegou a olhar para os lados antes de cruzar a linha de chegada. Powell também se poupou antes da final e reduziu o ritmo antes de encerrar as provas. A diferença é que, na hora da verdade, Bolt manteve o ritmo. Festejou com a torcida e manteve a coroa de homem mais rápido do planeta.

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