O sabiá do banhado.

Sabiá do Banhado


Um pássaro do Rio Grande


Sabiá-do-banhado Embernagra platensis

Este pássaro é bastante comum em todo o Rio Grande do Sul. Vive em campos com arbustos, campos alagados ou secos com vegetação alta, banhados e brejos. Anda solitário ou aos pares. Em campos mais secos com vegetação baixa e arbustos espalhados é visto caminhando no chão em busca de alimento, que são insetos, minhocas e sementes.

Macho e fêmea são praticamente iguais.

Se destaca pelo seu bico amarelo e por suas asas verdes. Tem uma cola razoavelmente longa, que fica “caída” quando está pousado, sendo assim uma espécie do mesmo gênero, com comportamentos parecidos (Embernagra longicauda), chamada de rabo-mole-da-serra.

Tem cerca de 19,5 cm.

Possui um canto curto, com cerca de 3 à 6 notas. Tem horas que o canto zuni feito uma cigarra, e outras que lembra o canto de um bico-duro (Saltator aurantiirostris), porém muito mais fraco.

Não sei porque é chamado de sabiá-do-banhado, pois á meu ver não apresenta nenhuma característica semelhante aos sabiás.

Na época que estão com filhotes no ninho, ficam extremamente incomodados com quem se aproxima de seu ninho (pessoas, sorros, graxains…), a fêmea fica escondida no ninho e o macho vai para o arbusto mais alto, para ficar bem à vista, mais ou menos longe do ninho, e tenta atrair o intruso para seus lados, onde fica muito agitado e não para de dar chamados de alerta repedidamente: pist-pist-pist-pist-pist, até que o intruso se afaste das proximidades do ninho.

É bastante difícil encontrar o ninho, que fica muito bem escondido no chão, dentre as moitas de capim, aglomerado de arbustos ou de preferência bem escondido debaixo das folhas espinhosas dos gravatás. O ninho é uma tigela razoavelmente profunda, confeccionada com pastos e gramíneas, onde são colocados cerca de 2 à 4 ovos.

Não é muito comum como ave de gaiola, mas se adapta muito bem à vida em cativeiro. Também é conhecido como tibirro-do-pampa e bico-de-ouro, no Uruguai e Argentina é chamado de verdón e cotorra-de-bañado.


Escrito por Fernando Jacobs, em 26/3/2004

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