O voope e ao1990 (ou vôopb) tam 3054 foi uma linha aérea de passageiros

O acidente
Trajetória da tentativa frustrada de pouso do vôo 3054.
Trajetória da tentativa frustrada de pouso do vôo 3054.

A aeronave Airbus A320 da TAM, vôo 3054, saiu do Aeroporto Internacional Salgado Filho em Porto Alegre às 17h16 com destino ao Aeroporto Internacional de Congonhas em São Paulo.
Local da explosão antes do acidente, fotografado a partir de avião, momentos antes do pouso.
Local da explosão antes do acidente, fotografado a partir de avião, momentos antes do pouso.

Já era noite quando a aeronave pousou na pista 35L às 18h51. Com dificuldades de frenagem, fez uma curva para esquerda e saiu da pista em seu terço final, percorrendo por sobre parte de um gramado. Após cruzar sobrevoando a avenida Washington Luís, a aeronave atingiu parte da cobertura de um posto de gasolina e em seguida chocou-se contra um prédio da TAM Express (serviço de carga da própria TAM) situado ao lado do posto.

Ao cruzar a avenida Washington Luís, o avião atingiu a parte superior de alguns automóveis.

O choque do avião com o prédio de quatro andares da TAM Express, localizado próximo à alça de acesso da avenida dos Bandeirantes, causou um grande incêndio no local. O incêndio comprometeu a estrutura do prédio, que foi implodido posteriormente.

No dia seguinte do acidente, a TAM alterou o número do vôo que faz a rota entre Porto Alegre e São Paulo. Deixando de identificar como JJ 3054 e passando a ser identificada pela sigla JJ 3106.

[editar] Vítimas
Vôo TAM 3054
Vôo TAM 3054
Bombeiros removendo um corpo dos escombros do vôo TAM 3054
Bombeiros removendo um corpo dos escombros do vôo TAM 3054

Entre as vítimas do acidente estão as pessoas que tripulavam a aeronave, pessoas que trabalhavam no prédio da TAM Express e um taxista que estava no posto de gasolina ao lado. Muitas pessoas que passavam de carro ou a pé na avenida Washington Luis no momento da queda não sofreram lesões graves, pois o avião passou sobre a avenida. Nenhum funcionário do posto de gasolina se feriu.

[editar] Mortes

Todas as 187 pessoas que estavam no avião morreram na colisão com o prédio. Onze pessoas que trabalhavam no prédio da TAM Express e um taxista que estava no posto de gasolina ao lado morreram na colisão. O número total de vítimas fatais foi confirmado em 199 pessoas.

Entre diversos empresários e dirigentes de empresas, estavam presentes no vôo o deputado federal Júlio Redecker, do PSDB do Rio Grande do Sul, o ex-presidente do Sport Club Internacional Paulo Rogério Amoretty Souza e o diretor da regional gaúcha do SBT João Roberto Brito.

É certo que a temperatura no local do acidente, em decorrência do incêndio, chegou aos dois mil graus Celsius, ponto de fusão do material titânio, que foi encontrados fundido entre os escombros. O IML está realizando exames (ADN (DNA), arcada dentária e impressão digital) para identificar as vítimas fatais, além da identificação feita por parentes das vítimas [3]. No total, 195 vítimas foram identificadas.

Em 16 de setembro, o IML comunicou oficialmente aos familiares das quatro vítimas não identificadas que não foram localizados fragmentos dos mesmos em todo o material analisado, dando assim por concluido o trabalho de identificação das vítimas da tragédia.

A lista de vítimas pode ser visualizada em : http://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2007/voo3054/vitimas.shtml

[editar] Sobreviventes

Um motorista de táxi que transportava duas pessoas ao Aeroporto, disse ter “nascido de novo”, após sair ileso da colisão do avião da TAM com seu veículo, que teve parte da lataria avariada e os vidros destruídos[4].

Além do taxista, outra motorista teve seu carro atingido pelo avião, tendo sofrido apenas leves escoriações, apesar de seu carro ter saído com o teto amassado.

Outras pessoas que passavam pelo local do acidente, mas não eram passageiros nem tripulantes do vôo 3054, foram atendidas, sendo que três delas estavam em estado grave, segundo a Secretaria Municipal de Saúde[5].

[editar] O avião
A aeronave era um Airbus A320, como este da foto acima.
A aeronave era um Airbus A320, como este da foto acima.

O avião era um Airbus A320-233 registrado como PR-MBK e número de série do fabricante 789. A aeronave foi construída em fevereiro de 1998. Entrou em serviço a 25 de março de 1998, na TACA, com o prefixo N454TA. Em 3 de dezembro de 2003, passou voar com o prefixo VN-A168, pela Pacific Airlines. Foi adquirido posteriormente pela Pegasus Aviation. Estava em serviço na TAM desde dezembro de 2006, e, até a data do acidente possuía 26.320 horas de vôo. Sua próxima revisão geral estava marcada para 2008.

O avião acidentado apresentava um defeito no reversor do motor direito desde o dia 13 de julho de 2007[6]. A falha havia sido detectada pelo sistema eletrônico de checagem da própria aeronave, que continuou voando nos dias seguintes, com o reversor direito desligado.

[editar] Investigação

Diversas causas foram apontadas para que o acidente acontecesse. Em ordem de aparecimento, foram:

1. a falta de ranhuras na nova pista do Aeroporto de Congonhas;
2. a desativação do reversor do motor direito da aeronave;
3. uma falha humana do piloto, que supostamente teria posicionado o manete do motor com o reversor desativado em posição diferente da recomendada no manual do Airbus. Esta hipótese foi levantada pela Revista Veja, após a análise da caixa preta realizada nos Estados Unidos da América[7];
4. falha nos freios mecânicos e falha nos spoilers, que realizam a frenagem aerodinâmica.

No dia seguinte ao acidente, a revelação de um vídeo da vigilância do aeroporto mostrou os últimos momentos do avião na pista do aeroporto, em velocidade aparentemente acima do normal para o pouso. Chovia pouco na hora do acidente, e a hipótese de aquaplanagem foi cogitada.

[editar] Pista do aeroporto
As ranhuras no piso da nova pista de Congonhas foram feitas somente após o acidente. A sua ausência foi apontada como uma das possíveis causas da tragédia.
As ranhuras no piso da nova pista de Congonhas foram feitas somente após o acidente. A sua ausência foi apontada como uma das possíveis causas da tragédia.

Quinze dias antes do acidente, a nova pista do Aeroporto de Congonhas havia sido liberada, após uma grande reforma que custara aproximadamente 19 milhões de reais[8]. O início das operações se deu sem a finalização de um item — a construção de ranhuras (grooving/strips), que fazem com que haja uma maior aderência entre a aeronave e a pista, diminuindo o risco de aquaplanagem[9].

Logo após o acidente, as especulações de suas causas giravam em torno da pista recém-reformada do aeroporto de Congonhas. A mídia criticou o governo e as condições da pista do aeroporto de Congonhas, supostamente liberada precocemente para uso.

Na manhã seguinte ao acidente, o presidente Lula solicitou à Polícia Federal uma investigação sobre a entrega das obras do aeroporto. Segundo nota oficial, “havia suspeitas de que a entrega da pista principal do aeroporto sem o chamado grooving tenha colaborado com o acidente”[10].

Outro fato que contribuiu para as especulações sobre a pista de Congonhas foi que, no dia anterior ao acidente, uma aeronave modelo ATR-42 da empresa Pantanal Linhas Aéreas havia derrapado nesta mesma pista, provocando o fechamento do aeroporto por vinte minutos. Chovia no momento da derrapagem e uma das possíveis causas apontadas foi a aquaplanagem.[9]

Cinco minutos antes do acidente, foi solicitado à Infraero que fizesse uma medição da camada de água na pista para, se necessário, providenciar a suspensão dos pousos e decolagens. A medição foi feita, as condições foram consideradas adequadas pelos técnicos e as operações de pouso e decolagens não foram interrompidas[11].

[editar] Reversor
Brigadeiro Jorge Kersul Filho em entrevista coletiva: “O reverso é um brinde para o piloto”.
Brigadeiro Jorge Kersul Filho em entrevista coletiva: “O reverso é um brinde para o piloto”.

Através de investigações posteriores, descobriu-se que o avião acidentado tinha um defeito no reversor do motor direito desde o último dia 13. A falha havia sido detectada pelo sistema eletrônico de checagem da própria aeronave, que continuou voando nos dias seguintes, com o reversor direito desligado conforme possibilidade sugerida pelo fabricante do avião[12]. A mídia apontou que este defeito teria causado, um dia antes ao acidente, dificuldades para que o mesmo avião conseguisse efetuar o pouso, tendo sido possível a parada completa da aeronave somente nos últimos metros da pista[13]. Segundo notas oficiais, o piloto relatou: “Tomamos um susto, a pista estava muito escorregadia.”

Rapidamente essa reviravolta nas investigações virou manchete de vários jornais por todo o país:

* O Estado de S. Paulo: “Airbus da TAM voava com defeito no freio aerodinâmico”
* Folha de S. Paulo: “Avião da TAM tinha falha na frenagem”

Em entrevista, o brigadeiro Jorge Kersul Filho, presidente do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes (Cenipa), disse que o desligamento do reversor não impediu a ocorrência de pouso. Segundo ele, “o reverso é um brinde para o piloto. A aeronave tem de ser capaz de uma operação sem a utilização dos reversos”[14].

Segundo investigações, o avião acidentado tinha abortado uma decolagem vinte dias antes[15], no Aeroporto Internacional dos Guararapes no Recife, quando já estava em alta velocidade. Segundo a TAM, uma luz de advertência acesa no painel levou o piloto a abortar a decolagem no dia 24 de junho, indicando falha no sistema hidráulico.

No dia 14 de julho, no Aeroporto de Congonhas, uma equipe de mecânicos detectou um vazamento de óleo no sistema hidráulico do reversor direito. O reversor foi então travado (desativado), seguindo instruções da TAM. Com o reversor direito desativado, a aeronave passou por diversos aeroportos do país, até chegar a Confins e Congonhas, no dia 16, quando dois pilotos não relataram problemas na aeronave.

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