Obesidade uma visão integrada do trabalho

A obesidade é o maior problema de saúde da atualidade e atinge indivíduos de todas as classes sociais, tem etiologia hereditária e constitui um  estado de má nutrição em decorrência de um distúrbio no balanceamento dos nutrientes, induzindo entre outros fatores pelo excesso alimentar. O peso excessivo causa problemas psicológicos, frustrações, infelicidade, além de uma gama enorme de doenças lesivas. O aumento da obesidade tem relação com: o sedentarismo, a disponibilidade atual de alimentos, erros alimentares e pelo próprio ritmo desenfreado da vida atual. 

A obesidade relaciona-se com dois fatores preponderantes: a genética e a nutrição irregular. A genética evidencia que existe uma tendência familiar muito forte para a obesidade, pois filhos de pais obesos tem 80 a 90% de probabilidade de serem obesos.


A nutrição tem importância no aspecto de que uma criança superalimentada será provavelmente um adulto obeso. O excesso de alimentação nos primeiros anos de vida, aumentam o número de células adiposas, um processo irreversível, que é a causa principal de obesidade para toda a vida. Hoje, consumimos quase 20% a mais de gorduras saturadas e açúcares industrializados. Para emagrecer, deve-se pensar sempre, em primeiro lugar, no compromisso de querer assumir o desafio, pois manter-se magro, após o sucesso, será mais fácil.


Em entrevista com o Dr. Edson Credídio, Especialista em Nutrologia Médica pelo Conselho Federal de Medicina e Membro da Associação Brasileira de Nutrologia, observamos que o tratamento do paciente obeso, inclui várias especialidades, sendo um tratamento multidisciplinar:


PN – Qual a porcentagem de pacientes que procuram o senhor por problemas de obesidade?


EC – De 40 a 50% dos nossos pacientes. O nosso país já está entre os cinco primeiros a ter um alto índice de obesos na população. As estatísticas mostram que o Brasil segue o modelo dos Estados Unidos e que é o campeão mundial de obesidade.


PN – Como é que o paciente obeso é tratado em sua clínica?


EC – Primeiramente, ele passa por uma consulta médica, onde  será feito uma “Amamnese Médica Clássica” do paciente, com exame físico e laboratorial. Depois, uma avaliação da sua alimentação através da “Amamnese Alimentar” e do seu índice de massa corpórea, aí então será indicada uma dieta pessoal para cada paciente. A acupuntura, neste caso, tem como objetivo o reequilíbrio geral do organismo do paciente, (Yang e Inn) baseado na “Lei dos 5 elementos”. É feita uma seção por semana e sua atuação se deve à liberação de endorfina, a qual diminui a ansiedade, diminuindo o apetite, atuando com um completo tratamento médico. Vale lembrar, que não existe ponto de gordura na acupuntura. Lembre-se: quanto mais agulha, menos o profissional sabe sobre acupuntura. Procure sempre um profissional médico e responsável para fazer o tratamento.


PN – Aonde entra a medicina natural neste tratamento?


EC – Após o equilíbrio do emocional com o medicamento de “Fundo homeopático” e o suporte da psicoterapia, podemos, então, utilizar certos recursos da medicina natural, como: gomaguar, alcachofra, lecitina, centella asiática, agar-agar, espirulina, fucus vesiculosos, hipericum, chitosina, perssea gratissima, etc. O importante é saber a real procedência do produto e analisar se o medicamento é natural ou não. Os medicamentos  naturais, bem indicados, produzem um efeito fabuloso nos pacientes.


PN – No seu livro, o senhor fala de cozinha aromática, o que seria isso?


EC – Para manutenção do paciente obeso, utilizo a fitoterapia, que consiste no tratamento ou prevenção das doenças graças a certos preparados vegetais ou dos princípios ativos que deles se pode extrair. A fitoterapia culinária é aquela que se utiliza para a manutenção da saúde. A cozinha aromática pode beneficiar o paciente obeso que deseja manter a saúde. Por exemplo:
Alho: beneficia a digestão;
Anis: como o cominho, auxilia nas dispepsias e melhora mal estar.
Cebola: Diurético, rica em vitamina A, B e C, ainda tem ferro, cálcio, potássio, sódio, etc.
Carefólio: Ótimo para celulite e regulador hepático.


PN – E a dietoterapia?


EC – A dietoterapia do paciente obeso deve ser individualizada e adequada a cada paciente adotando-se conhecimentos científicos e lógicos para que o obeso não se transforme num desnutrido. A dieta equilibrada levará o obeso a ter a possibilidade de comer de tudo, porém em pouca quantidade, com perda de peso lenta mas progressiva para poder adequar seu organismo e sem acelerar as modificações dos processos metabólicos.


PN – E as atividades físicas, onde elas se enquadram?

EC – É essencial a prática de uma atividade física com orientação adequada de um profissional, para auxiliar na perda de peso. Como atividade física, indicamos para nossos pacientes, musculação, dança, fisioterapia, alongamento, ginástica, natação, hidroginástica, etc. Qualquer esporte que lhe de satisfação, pois terá que fazê-lo o resto da vida, ou seja, incorporar o hábito.


PN – O que podemos concluir então?


EC – Podemos concluir que existe a necessidade de uma equipe multidisciplinar para o tratamento da obesidade e a conduta realmente satisfatória baseia-se na dieta equilibrada, exercícios físicos e medicamentos. Além disso, como existe o fator genético, estas regras devem ser incorporadas pela vida toda e não serem seguidas e abandonadas. Preventivamente, deveríamos divulgar junto à população, os malefícios da obesidade e, junto as indústrias de alimentos, exigir a obrigatoriedade de rótulos em seus produtos indicando o exato teor calórico e nutritivo de cada alimento.


O Dr. Edson Credídio é autor dos livros: 



  • Homeopatia: A Medicina Total, da editora Papirus;
  • Homeopatia: Medicina do Futuro, da editora Ao Pé da Letra;
  • Homeopatia: Medicina do Equilíbrio, da Editora Copolla;
  • Homeopatia Ilustrada, da Editora Madras;
  • A Dieta Ideal, em fase de edição.

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