Onde é que a planta armazena os seus alimentos?


























Por isso podem armazená-lo em determinados órgãos, que são utilizados por todos nós na alimentação.


Coordenação de Maria Carlos Reis


Felizmente para nós que as plantas produzem mais alimento do que aquele que necessitam e por isso podem armazená-lo em diversos órgãos.

Para que é que as plantas armazenam alimento?

O alimento é armazenado para ser utilizado em épocas do ano em que as condições de vida das plantas são mais desfavoráveis. Sem suficiente luz do sol, como acontece muitas vezes no Inverno, as plantas não podem usar a fotossíntese para produzirem alimento e têm de utilizar as reservas que armazenaram durante as estações do ano mais favoráveis.


Onde é que a planta armazena os seus alimentos?


A planta pode armazenar alimento em diversos órgãos:

Acumulação de reservas na raíz – os alimentos acumulados nas raízes tuberculosas são, em geral, utilizados pela planta quando esta perde as folhas e, por isso, deixa de poder realizar a fotossíntese. A cenoura, o nabo, o rabanete, a beterraba e a batata doce são exemplos de raízes tuberculosas. Muitas raízes deste tipo são utilizadas na alimentação do homem.


Acumulação de reservas no caule – são também diversas as plantas que armazenam substâncias de reserva no caule. Por exemplo, a cana-de-açúcar é um colmo e a sua medula é rica em água e açúcar e a batata é um tubérculo rico em amido. Outras plantas que acumulam reservas são as plantas xerófilas, que vivem em regiões áridas, nomeadamente os cactos que armazenam água e alimentos no caule.

Acumulação de reservas nas folhas – algumas plantas armazenam grandes quantidades de água nestes órgãos. É o caso da cebola, que é um bolbo, em que as escamas não são mais do que folhas transformadas. Também o chorão, que vive em locais secos e solos pobres, armazena água nas folhas. Outras plantas acumulam óleos ou essências aromáticas principalmente nas folhas, como as ervas aromáticas, de que são exemplo a salsa, os coentros e a hortelã.


Acumulação de reservas no fruto – os frutos podem ser carnudos ou tornarem-se secos depois de maduros, mas são sempre ricos em reservas nutritivas. O arroz é muito rico em amido e é a base da alimentação de mais de metade da população mundial. A azeitona é conhecida pelo seu elevado conteúdo em óleos, permitindo a extracção do azeite. A maçâ, a pêra, a noz, a castanha são apenas alguns exemplos de frutos utilizados na alimentação do homem.
Acumulação de reservas na semente – é na semente que se encontram as reservas nutritivas que vão servir de alimento ao embrião durante a germinação. A maior parte das sementes serve de alimento aos seres vivos. São exemplos a ervilha, a fava, o feijão e o grão.

Em conclusão, as substâncias de reserva podem ser armazenadas praticamente em todos os órgãos das plantas. Geralmente são armazenadas sob a forma de amido, embora também existam plantas que armazenam outras substâncias, como água, lípidos e hidratos de carbono.


VOCABULÁRIO

. Raíz tuberculosa – raíz que acumula substâncias de reserva. Pode ser aprumada ou fasciculada.
. Colmo – caule cilíndrico, com nós salientes.
. Tubérculo – caule subterrâneo sem folhas e sem raízes e de forma mais ou menos arredondada, que acumula substâncias de reserva.
. Planta xerófila – planta adaptada ao ar e a solos secos.
. Região árida – região muito seca, onde raramente chove.
. Bolbo – caule subterrâneo de forma globosa, com folhas em forma de escamas e com raízes.
. Plantas aromáticas – plantas que produzem óleos ou essencias com cheiro muito intenso. Algumas são utilizadas na culinária, outras como medicamentos ou em perfumaria.
. Embrião – planta em miniatura que se encontra nas sementes e que, ao desenvolver-se, origina uma nova planta.
. Germinação – transformação de uma semente numa nova planta.

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