Operação guanabara

No quarto dia da Operação Guanabara, que tem como objetivo garantir a segurança do processo eleitoral no estado por meio da ocupação do Exército, o balanço feito pelo Coronel André Luis Novaes, porta-voz do Comando Militar do Leste, é positivo.

“Neste sábado terminou a primeira fase, e consideramos que os objetivos foram atingidos. A maioria da população por onde estamos passando tem aprovado a presença do Exército. Não houve, em nenhum momento, resistência por parte da comunidade”, disse ele.

Neste domingo (14) cerca de 2 mil militares da Brigada de Infantaria Pára-quedista começaram a ocupação às 9h, em quatro comunidades da Zona Oeste do Rio: na Vila Aliança, em Bangu, e nas Favelas do Taquaral, Coréia e Sapo, em Realengo. De quinta-feira a sábado eles atuaram na Gardênia Azul, em Rio das Pedras e na Cidade de Deus, todas em Jacarepaguá, além de Vila Pinheiro e Nova Holanda, no Complexo da Maré.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE), em duas horas de operação neste domingo os fiscais apreenderam cerca de 600 quilos de material de propaganda eleitoral irregular, elevando para cerca quatro toneladas o total apreendido desde o início da Operação Guanabara, na quinta-feira (11). O TRE informou ainda que todo o material apreendido será encaminhado para reciclagem, e os candidatos beneficiados pela propaganda irregular serão notificados, ficando sujeitos a multas.

Coação e medo

O presidente em exercício do TRE, desembargador Alberto Motta Moraes, e o general Rui Monarca, comandante da operação, sobrevoaram e também percorreram essas regiões durante o dia e se disseram satisfeitos com a operação.

Em nota, o desembargador ressaltou a gravidade da situação nas áreas: “É terrível ver a situação de coação e medo a que estão submetidas essas pessoas. O terror em que elas vivem é permanente, a eleição simplesmente agrega um elemento a mais”. Para ele, a presença do Exército, embora temporária, é um alento à população.

A equipe de reportagem do G1 observou barricadas em algumas das ruas de Vila Aliança. Mas, de acordo com o coronel Novaes, só serão retiradas aquelas que apresentarem risco eleitoral.

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