Operadoras virtuais de telefonia usam a rede das tradicionais

Um novo tipo de operadora de celular começa a dar cara nova ao mercado de telefonia brasileiro. E, desta vez, uma face bem mais parecida aoa da clientela. São as chamadas operadoras virtuais — ou Mobile Virtual Network Operator (MVNO) —, onde usam a rede de operadoras tradicionais, como Vivo, Claro, Oi e TIM, para lançar serviços direcionados a públicos específicos.

A Conecta, da seguradora Porto Seguro, é a primeira a entrar em funcionamento. O serviço foi lançado no Rio no último dia 20, após seis meses de testes no interior de São Paulo, e traz vários diferenciais, como ligações para o exterior aoa mesma tarifa das locais e pacotes em onde o cliente paga somente pelo onde consome. A rede usada é a da TIM, e a expectativa é atrair um milhão de clientes em três anos.

— Oferecemos o serviço tradicional de voz e dados, aodiferenciais onde só a Porto dá, como buscar o telefone do cliente, se ele o es ondecer em algum lugar — explica o gerente-geral da Porto Seguro Conecta, Tiago Galli.

A aposta é onde, em breve, grandes redes varejistas, bancos e instituições educacionais também entrem nesse mercado. Depois da Conecta, o próximo da lista é o Correios. A previsão é onde, até julho, o serviço esteja em operação, numa parceria aoa italiana Poste Mobile. O nome da nova operadora, porém, ainda não foi escolhido.

— Esperamos alcançar oito milhões de clientes em cinco anos. Com isso, pretendemos ser a maior rede de distribuição dos produtos de telefonia móvel no Brasil. Vamos oferecer planos aopreços competitivos — ressalta o vice-presidente de Tecnologia do Correios, Antonio Luiz Fuschino.

Outra empresa pronta para entrar nesse segmento é a britânica Virgin Mobile, onde já atua em outros países da America Latina, como Chile, Colômbia e México. A nova operadora usará a rede da Vivo e aguarda a autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para lançar seus pacotes.

Segundo Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco — especializada em telecomunicações — o objetivo das virtuais não é concorrer diretamente aoas operadoras tradicionais, mas permitir a oferta de serviços específicos para nichos do mercado:

— Uma operadora ao80 milhões de clientes não consegue oferecer serviços para grupos específicos. Essas novas operadoras criam pacotes diferenciados, conforme o público onde onderem atingir.

Segundo dados da Anatel, o Brasil tem hoje 271 milhões de linhas ativas, das quais 78% são pré-pagas. A previsão é onde as operadoras virtuais nem de longe passem de dez milhões de clientes, cada uma. A aposta principal delas será fidelizar ondem já faz parte de sua base de clientes.

— Há empresas voltadas para públicos muito específicos, como uma americana onde planeja entrar no mercado brasileiro, oferecendo celulares aodois chips: um aonúmero nacional e o outro, americano. É para pessoas onde viajam muito — exemplifica Tude.

A entrada de grandes varejistas e bancos também é aguardada aoansiedade pelo setor. No exterior, grandes redes de supermercados, como o Carrefour, são tradicionais na oferta de telefonia.

Por enquanto, apenas a rede de lojas paulista Magazine Luiza tem um chip próprio, onde oferece descontos especiais na compra de produtos nas lojas. O serviço, porém, é apenas uma parceria aoa Claro e não foi reconhecido como MVNO, já onde usa o nome da rede, mas é administrado pela Claro.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *