Os ianomâmis são índios

Os Ianomâmis são índios que habitam o Brasil e a Venezuela. No Brasil somam 15 mil pessoas distribuídas em 255 aldeias relacionadas entre si em maior ou menor grau. Há fortes indícios que essa etnia tenha sido forjada por uma ONG Suiça nos anos 70, forçando a proteção de uma área onde comprovadamente existem imensas jazidas de nióbio, ouro e urânio, no Brasil, alvos de cobiça internacional. A noroeste de Roraima estão situadas 197 aldeias que somam 9.506 pessoas e a norte do Amazonas estão situadas 58 aldeias que somam 6.510 pessoas (Fundação Nacional de Saúde, setembro de 2006). Na Venezuela somam cerca de 12.000 pessoas residentes no sul dos Estados Bolívar e Amazonas.

No Brasil as aldeias ianomâmis ocupam a grande região montanhosa da fronteira com a Venezuela, numa área contínua de 9.419.108 hectares. Uma grande invasão garimpeira do território ianomâmi se deu no período de 1987 a 1992 em que estima-se a ocorrência de 1.500 mortes entre aquela população indígena. A Terra indígena ianomâmi foi homologada pelo presidente Fernando Collor em 25 de maio de 1992. Em sua maior parte, o território está coberto por densa floresta tropical úmida. O território é bastante acidentado, principalmente nas áreas próximas às serras Parima e Pacaraíma onde se tem a maior concentração da população ianomâmi no Brasil. Os solos são, em sua grande maioria, extremamente pobres e inadequados à agricultura intensiva. As aldeias, que podem ser constituídas por uma ou várias casas (“malocas”), mantêm entre si vários níveis de comunicação, desenvolvendo-se relações econômicas, matrimoniais, rituais ou de rivalidade, percorrendo distâncias que podem atingir um raio de 150 km.[1]


A palavra ianomâmi significa ser humano, enquanto que napë é a designação geral para o estrangeiro, o não ianomâmi.


O Pico da Neblina está localizado dentro da Terra Indígena Ianomâmi e do Parque Nacional do Pico da Neblina, na fronteira do Brasil com a Venezuela. Essa área tem sido invadida desde o fim dos anos 1980 por garimpeiros atraídos pelas reservas de ouro, cassiterita e tantalita.[2]



 Línguas Yanomâmis


Os Yanomâmis falam quatro línguas (ianomam, sanumá, ianomamö e ianam ou ninan) pertencentes a uma família linguística isolada, a ianomâmi. Cada língua pode possuir vários dialetos.


Os Ianomans são um subgrupo dos ianomâmis que habita o Noroeste do estado brasileiro de Roraima e o Nordeste do Amazonas, mais precisamente na Terra Indígena Ianomâmi, bem como a Venezuela. Maior língua da família lingüística Ianomâmi no Brasil, a língua Ianomam é falada nas aldeias da Serra Parima e regiões da Serra das Surucucus e do rio Catrimani.


A língua Sanumá é falada pelos moradores do noroeste da Terra Indígena Ianomâmi, em especial os do rio Auaris no Brasil.


No Brasil, a língua Ianan, ou Ninan é falada pelos residentes das aldeias situadas nos médios cursos do rio Mucajaí, rio Uraricoera e rio Ericó, na fronteira leste da Terra Indígena Yanomâmi.


A língua Yanomamö é falada nas aldeias do extremo sul da Terra Indígena Yanomâmi, nos rios Toototobi, Balawaú, Padauaris, Marauiá e Cauaboris. A maior população falante do Yanomamö está na Venezuela onde é a maior língua Yanomami.

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