Pascoal ranieri mazzilli

Biografia

Filho de Domingos Mazzilli Sobrinho e Angela Liuzzi Mazzilli, imigrantes italianos, matriculou-se na Faculdade de Direito de São Paulo em 1930, mas não terminou os estudos jurídicos nessa faculdade. Trabalhou brevemente como coletor de impostos em Taubaté. A partir de 1932 passou a trabalhar como jornalista especialista em temas fiscais. Em 1936 decidiu continuar os estudos de Direito, vindo a se formar em 1940 na Faculdade de Direito de Niterói.

No Distrito Federal, à época na cidade do Rio de Janeiro, teve vários empregos no setor público, chegando a ser chefe de gabinete do ministro da Fazenda Guilherme da Silveira entre 1949 e 1951.

Já na década de 1950 entrou para a política elegendo-se deputado federal por São Paulo filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi reeleito em 1954 e 1958. Em 1959 candidatou-se à presidência da Câmara dos Deputados, cargo para o qual foi reeleito por cinco biênios consecutivos.

[editar] Presidência interina

Primeiro período

Na qualidade de presidente da Câmara dos Deputados, conforme previa a Constituição vigente, Ranieri Mazzilli assumiu a presidência da República em 25 de agosto de 1961, em virtude da renúncia de Jânio Quadros e da ausência do vice-presidente João Goulart, que se encontrava em missão na China. Nessa ocasião, os ministros militares do governo Jânio – general Odílio Denys, da Guerra; brigadeiro Gabriel Grün Moss, da Aeronáutica; e almirante Sílvio Heck, da Marinha – formaram uma junta militar informal que tentou impedir, sem sucesso, a posse de João Goulart, abrindo-se uma grave crise político-militar no país. A solução para o impasse foi a aprovação pelo Congresso, em 2 de setembro, de uma emenda à Carta de 1946, instaurando o regime parlamentarista de governo. João Goulart assumiu, então, a presidência em 7 de setembro de 1961.

Segundo período

Em 2 de abril de 1964, o presidente da Câmara dos Deputados, Ranieri Mazzilli, assumiu mais uma vez, a presidência da República, por ocasião do golpe político-militar que depôs o presidente João Goulart. Apesar disso, o poder de fato passou a ser exercido por uma junta, autodenominada Comando Supremo da Revolução, composta pelo general Artur da Costa e Silva, almirante Augusto Rademaker Grünewald e o brigadeiro Francisco de Assis Correia de Melo. O regime instaurado com o golpe de 1964 apresentava-se como uma intervenção militar de caráter provisório, que pretendia reinstaurar a ordem social e retomar o crescimento econômico, contendo o avanço do comunismo e da corrupção. No dia 15 de abril, entregou o cargo ao Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco.

Os dois períodos em que Mazzilli foi presidente se caracterizaram por sua pouca influência nas decisões políticas. Assim, o Ato Institucional, depois conhecido como número 1, foi baixado no seu segundo período com a assinatura dos ministros militares, que ignoraram por completo a sua presença na Presidência. Apesar de ter facilitado a fundamentação política e constitucional do golpe de 1964, em 1966 o regime militar patrocinou sua derrota na candidatura à presidência da Câmara dos Deputados em favor de Bilac Pinto (UDN, depois nomeado pela Ditadura ministro do Supremo Tribunal Federal), deixando assim um cargo que exercia havia sete anos. Também ocupou o importante cargo de presidente da União Interparlamentar Mundial.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *