Peixe de briga (betta splendens).








Peixe-de-briga (Betta splendens)
 

Nome Vulgar: Peixe-de-briga
Nome Científico: Betta splendens (Regan)
Origem: Tailândia
Temperatura ideal: 21°C a 26°C
Tamanho: 7cm


Descrição:
Tem a forma característica dos Anabantídeos, corpo comprimido lateralmente, boca projetada para cima para mais fácil absorção de ar na superfície. Na forma selvagem, apresenta-se com colorido marrom-amarelado salpicado de reflexos azul-metálico com três listras escuras horizontais, nadadeiras de tamanho moderado sendo a caudal redonda. É no tipo cultivado que vamos encontrar todas essas belas variedades de cores e longas nadadeiras que tanto impressionam as pessoas que vêm um peixe-de-briga pela primeira vez. Há vermelhos, azuis, violetas, verdes, brancos e rosados de nadadeiras vermelhas. O corpo e as nadadeiras sempre apresentam reflexos iridescentes. As fêmeas têm aspecto bem mais modesto quanto a nadadeiras e colorido.


Hábitos e reprodução:
Muitas histórias exageradas se têm contado sobre o caráter belicoso deste peixinho, não tendo a grande maioria delas o menor fundamento. Os machos são realmente batalhadores por instinto, bastante agressivos, e é certo que travam combate tão logo se encontram frente a frente. Em seu país de origem, a Tailândia, utilizam-no para brigas, quando são apostadas vultosas somas. E por causa de seu espírito combativo que os machos devem estar separados uns dos outros. O ideal é tê-los em bocais de vidro, desses usados para compota de frutas. Como suas exigências de oxigênio dissolvido na água são muito reduzidas, eles agüentam muito bem nesses bocais e suas nadadeiras crescem sem guardar cicatrizes de batalhas inúteis.


São carnívoros na natureza e à falta de alimento vivo devemos dar-lhes pedacinhos de carne crua ou fígado moído. Hoje em dia, encontra-se alimentos industrializados específicos para Bettas, porém deve-se ficar atento para que estes tenham no mínimo 46% de proteína. Conseguir sua reprodução é facílimo desde que o casal tenha sido bem alimentado previamente com alimento vivo. Num aquário bem plantado, com capacidade para uns quarenta litros, devemos colocar a fêmea, que deve apresentar o ventre bem desenvolvido. Pouco a, pouco vamos retirando a água até deixar uma altura de 10 ou 12 centímetros. A pouca profundidade da água tem, na criação dos anabantídeos, finalidade que mais adiante explicaremos. Depois de três ou quatro dias devemos juntar o macho à fêmea. Vemos então que este se precipita para ela como se fosse agredi-la. Começa o namoro então, vestindo-se o macho com suas mais belas cores, dançando na frente da companheira, dando-lhe encontrões brutais, arrancando-lhe às vezes pedaços de nadadeiras e até escamas, preparando ao mesmo tempo na superfície um ninho de espuma, feito de bolhas de ar e saliva. Esse ninho pode ter um diâmetro de oito a dez centímetros por dois de altura. Duram esses preparativos cerca de três dias, após o que o macho obriga a companheira a acompanhá-lo debaixo do ninho, onde se enlaçam, fazendo ele pressão sobre o ventre dela. Ao fim de umas oito ou dez tentativas os primeiros ovos são expelidos. São doze, aproximadamente, que o macho apanha e vai colocar no ninho, envoltos em bolas de espuma. O macho sabe, por instinto, que se os ovos tombarem no fundo do aquário a pressão da água os estragará impedindo-os de germinar. Essa operação se repete até que 500 a 700 ovos estejam postos no ninho. Depois disso a fêmea é repelida pelo macho, às vezes bem maltratada e ferida, devendo-se então retirá-la. O macho fica de vigilância ao ninho e é incansável, estando constantemente a repará-lo e apanhando os ovos que ameaçam cair ao fundo. Ao fim de 24 horas observamos o ninho cheio de pequeninos seres filiformes que se agitam desesperadamente. São os peixinhos recém-nascidos e o macho os vigia com atenção redobrada, pois se algum deles em seus movimentos desordenados fosse ao fundo a pressão da água o mataria. Daí a vantagem da pouca profundidade. Se algum se afasta do ninho é apanhado pelo pai e devolvido ao meio dos seus irmãos. Ao fim de quatro dias os filhotes já estão aptos a nadar sozinhos e o pai se desinteressa pelo ninho, que por esse tempo começa a desmanchar-se. E por essa altura que alguns pais começam a adquirir pelos filhos um interesse puramente gastronômico, pelo que convém separá-los antes que devorem toda a prole. Os filhotes podem ser alimentados a partir do quarto dia, com infusórios ou gema de ovo.


Aí vemos a necessidade da pouca profundidade da água, facilitando aos peixinhos a procura de comida sem ter que descer a grande profundidade. Os peixinhos são muitos sensíveis a mudanças rápidas de temperatura e o, aquário deve estar sempre tampado. A medida que os filhotes vão crescendo podemos ir acrescentando mais água. Devemos estar preparados para perdas de mais de 50% de filhotes, principalmente até à idade de três semanas, idade em que começa a formar-se o órgão chamado labirinto. Depois disso tudo é um mar-de-rosas. Assim que eles estiverem de tamanho que permita conhecer-lhes o sexo, pelas nadadeiras mais pontiagudas do macho e por seu aspecto mais belicoso, devemos separá-los dando a cada um suas instalações individuais. O criador Stampehl, de Berlim, aconselha deixá-los separados mas à vista uns dos outros, pois as constantes provocações entre eles contribuem para o desenvolvimento das nadadeiras. As fêmeas podem ser criadas juntas, uma vez não têm o caráter agressivo dos machos. Um casal que deu cria uma vez pode tornar a juntar-se que sempre se acasalará. A vida média de um Betta é de dois anos.

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