Polícia procura o quarto ´hacker´ da quadrilha

A Polícia continuas as investigações para prender o quarto integrante do grupo de ‘hackers’ que estava agindo na Capital cearense nos últimos meses, cujo valor do golpe, aplicado contra pessoas físicas e instituições financeiras, ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão. Três acusados de integrar a quadrilha foram presos, na tarde da última quinta-feira (23), por policiais da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF).

Com eles foram apreendidos dois cartões de crédito, um deles, como foi confirmado pela Polícia, pertence a apresentadora de TV, Xuxa Meneghel. O segundo era um adicional do cartão da apresentadora e estava no nome de José Syla Júnior, 23, um dos acusados presos. A prisão dos três rapazes ocorreu no momento em que o cartão era entregue na casa de um deles, na Parangaba.

Valores

As investigações da DDF contaram com o apoio do especialista em fraude bancárias, David Martins, que trabalhava a serviço dos bancos. Martins afirmou que, pelo menos, seis instituições financeiras foram fraudadas pelo grupo. Segundo ele, “fica difícil quantificar valores, mas, certamente, ultrapassa um milhão de reais”. De acordo com o especialista, os estelionatários utilizavam os cartões e o dinheiro das transferências, comprando objetos caros e em festas.

De acordo com Andrade Júnior, delegado titular da DDF, para evitar que a fraude fosse percebida pelos bancos, os fraudadores, após conseguirem os cartões de crédito dos clientes que possuem os maiores limites de compra, passavam a fazer várias compras parceladas na mesma semana.

O objetivo, explica Andrade Júnior, é evitar que uma compra de alto valor fosse percebida pela instituição financeira logo no primeiro momento. Eles confessaram à Polícia, que tinham aproximadamente uma semana para ‘estourar’ os cartões das vítimas, antes que o golpe fosse percebido.

Segundo o titular da DDF, o quarto integrante do grupo seria natural de outro Estado, possivelmente do Rio de Janeiro. O delegado ressaltou que as investigações irão continuar com o objetivo de identificar outras vítimas, assim como outros ‘hackers’.

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