Primavera está chegando e, com ela, novos tipos de alergia

Primavera está chegando e, com ela, novos tipos de alergia


 


Médica alerta que pólen de plantas importadas é o principal causador de rinites alérgicas que atacam na estação das flores


O inverno está chegando ao fim. E com ele, lá se vão as crises alérgicas provocadas pelo frio e pela poluição. Mas, infelizmente, o sol da primavera traz outro agente causador de alergia: o pólen das plantas levado pelo ar. “O Brasil não tinha muitos casos de polinose, mas desde que passamos a importar plantas houve um aumento significativo no número de alérgicos ao pólen”, alerta a médica alergista e imunologista Maria do Carmo da Costa Aguiar Toschi, do Hospital Santa Catarina, de São Paulo.


Bastante importante em países do hemisfério norte e em vizinhos como a Argentina, a polinose nada mais é que a alergia ao pólen de  plantas originárias dessas regiões que fica suspenso no ar durante a primavera. Por causa do clima, o Brasil não costumava ser um país de muitos casos. “Como somos um país tropical, as plantas brasileiras têm folhas grandes e pesadas, o que faz com que o pólen não fique no ar, mas acabe caindo no chão”, diz a especialista. “Existiam alguns poucos casos de polinose, normalmente entre os descendentes de pessoas desses países, como portugueses e italianos”, continua.


Mas há cerca de 20 ou 30 anos, calcula a médica, iniciou-se um processo crescente de importação de plantas e os casos passaram a aumentar. “A polinose começou a aparecer principalmente nos locais onde as pessoas trabalham com as plantas, como o campo e as floriculturas”, conta a imunologista do Hospital Santa Catarina. 


Plantas de origem européia e norte-americana que se adaptaram ao Brasil passaram a provocar crises também por aqui. Caso, por exemplo, das gramas bermuda e bahia e de árvores como o plátano, o pinus australiano, o carvalho e a castanheira.


Além desse fator, não é raro deparar com pessoas alérgicas ao contato direto com alguns tipos de plantas, inclusive as mais comuns. “Muita gente tem alergia a rosas”, exemplifica Maria do Carmo. “E nunca se sabe quem, por que e quando começa”, alerta ela.


Como em qualquer crise alérgica, é só entrar em contato com o pólen ou com a planta que começam as crises de rinite. Para descobrir que substância provoca o quadro, é necessário fazer um levantamento do histórico do paciente e exames como o Pric Test e o Rast, que analisam a reação alérgica a substâncias específicas. Diagnóstico feito, a saída é tomar medicamento ou fazer o tratamento por vacinas. Sempre com orientação médica.


Fonte: www.jornaldamulher.org

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