Quais são as doenças degenerativas?

Nos seres humanos são freqüentes as curvaturas patológicas da coluna vertebral. Podem ocorrer por debilidade dos ligamentos, doenças ou anomalias congênitas da coluna vertebral e por lesões ou contraturas dos músculos das costas.

São comuns também as afecções decorrentes do surgimento de uma hérnia do material do disco intervertebral, que pode comprimir as raízes nervosas, dando origem a uma hérnia de disco. A artrose (doença degenerativa) da coluna lombar também é muito freqüente.

A doença de Parkinson é uma doença degenerativa, caracterizada por lesões em áreas cerebrais que coordenam os movimentos. A epilepsia pode ser provocada por um dano direto ao cérebro durante o nascimento ou por uma falha metabólica do cérebro.

Quando ocorre uma convulsão epiléptica, o indivíduo perde a consciência, enquanto sofre de rigidez e espasmos musculares. Estes ataques podem ser registrados por um eletroencefalograma.

Parkinson, Doença de, doença incapacitante de progressão lenta que se caracteriza por tremores e rigidez crescente dos grupos musculares.

É conseqüência da degeneração de áreas neuronais específicas, e está associada à deficiência do neurotransmissor dopamina.
Descrita pela primeira vez no século XIX, a doença é mais comum nas nações desenvolvidas do Ocidente, alimentando a especulação de que seria um lamentável subproduto da industrialização.

Nos últimos anos, estudos baseados em um pequeno número de gêmeos excluíram a influência de fatores genéticos.

Outros estudos, no entanto, relacionaram uma deficiência genética ao início de algumas formas da doença, o que tem dificultado determinar com exatidão a porcentagem de casos que têm origem genética.

No final da década de 1990, um novo estudo — o maior já realizado para verificar o papel dos fatores genéticos ou ambientais no desenvolvimento da doença de Parkinson — trouxe evidências de que a genética tem pouca influência no surgimento do mal.

O estudo identificou 161 pares de gêmeos em que um dos irmãos desenvolveu a doença depois dos 50 anos e concluiu que a chance de que o seu gêmeo desenvolvesse a doença era a mesma de um estranho.

Os pesquisadores suspeitam que algum agente ambiental seja a causa do desencadeamento da doença. Tal agente é desconhecido, mas os cientistas especulam que a exposição a pesticidas e a outros produtos químicos, ou alguns itens da dieta alimentar podem ser os responsáveis.

Alzheimer, Doença de, doença degenerativa progressiva do cérebro, que hoje se considera a primeira causa de demência senil. A expectativa média de vida de quem sofre desta moléstia é entre cinco e dez anos, embora atualmente muitos pacientes sobrevivam por 15 anos ou mais.

Autismo, distúrbio grave de comunicação e conduta da infância, que se desenvolve antes dos três anos de idade. É possível que seja causado por um defeito genético, que pode consistir em alguma forma de doença auto-imune ou de moléstia degenerativa das células nervosas cerebrais.

Creutzfeldt-Jacob, Doença de, forma de encefalopatia espongiforme que afeta a espécie humana. Essa doença causa uma degeneração do cérebro, sem nem mesmo provocar uma reação imune contra o agente infeccioso, com resultados fatais.

Produz uma demência que, geralmente, aparece entre os 50 e os 65 anos e afeta tanto homens como mulheres. Acredita-se ser causada por uma partícula infecciosa, constituída apenas por proteína, o príon.

Há uma forma genética da doença, provocada por uma mutação no gene para a proteína do príon, herdada de forma dominante.

A forma esporádica é a mais corrente e se deve a uma mutação espontânea dos genes para a proteína priônica humana. É possível o contágio com a doença de Creutzfeldt-Jacob pela ingestão de carne infectada com a encefalopatia espongiforme bovina (síndrome da vaca louca).

Contudo, ainda não se confirmou a existência real de um depósito animal do príon causador da moléstia.

Encefalopatia espongiforme bovina (BSE), doença degenerativa do cérebro que afeta o gado, conhecida popularmente como a “doença da vaca louca”. Foi identificada pela primeira vez no Reino Unido, em novembro de 1986.

Os sintomas incluem a falta de coordenação e sinais de senilidade, como, por exemplo, falta de interesse por água e comida, e comportamento imprevisível.

Faz mais de um século que foram descritas doenças similares no homem (doença de Creutzfeldt-Jakob). Os cientistas garantem que a doença não é transmitida ao homem através do leite ou da carne.

Apesar disso, uma vez identificada oficialmente a doença, foi decretado o sacrifício imediato dos animais suspeitos de a terem contraído.

Distrofia muscular, doença incapacitante, caracterizada por uma degeneração progressiva do músculo esquelético.

Há diversas formas clínicas: a distrofia muscular de Duchenne, na qual são afetados os músculos da pélvis e do tronco, provocando uma escoliose e um andar cambaleante. A distrofia muscular de Becker é uma forma leve da distrofia muscular de Duchenne.

A distrofia muscular facioscapuloumeral provoca atrofia e debilidade na musculatura da cintura escapular e dos membros superiores. A distrofia de cintura afeta os músculos da cintura escapular ou pelviana.

Na distrofia muscular miotônica existe, além de atrofia e debilidade, lentidão no relaxamento muscular pós-contração. Nesta última, podem ocorrer ainda cataratas bilaterais e alteração das funções reprodutoras.
No mundo imediatamente anterior ao início do terceiro milênio, mais de 800 milhões de pessoas passam fome e 500 milhões se alimentam de modo insuficiente. As doenças degenerativas, provocadas pela desnutrição, continuam a causar prejuízos, nos países mais pobres da Terra.

Doenças degenerativas têm atenção especial O presidente da Escola Politécnica Federal de Lausanne (Suíça), Patrick Aebischer, também estuda doenças degenerativas, mas concentrou sua palestra nas pesquisas realizadas sobre o Mal de Parkinson – doença neurológica que causa tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita.

Ao contrário do Alzheimer, o mal não afeta a memória do indivíduo.

Aebischer, cuja pesquisa é financiada pela Fundação Michael J. Fox (do ator canadense, vítima da doença) falou sobre a terapia genética com o uso de vetores virais, uma das esperanças para a cura. “No nosso laboratório muito já foi feito em roedores, que quase foram curados.

As experiências com primatastambém têm sido importantes. Mas ainda falta muito para que os resultados cheguem aos humanos‘‘, disse durante a palestra.

Segundo o pesquisador, a doença é bastante suscetível à terapia gênica com vetores virais. “Sou bastante otimista, quero dar uma palavra de esperança aos doentes.

Quando eu era estudante de medicina não sabíamos nada sobre a doença, que tem a velhice como fator determinante. Ainda há muito trabalho a ser feito, mas já alcançamos alguns resultados positivos com as pesquisas‘‘, acrescentou ele, em sua primeira visita ao Brasil.

Até hoje não foi descoberta a cura para o Mal de Parkinson. Informações colhidas no site da Associação Brasil Parkinson, entretanto, dão conta de que a doença pode e deve ser tratada, não apenas com o combate aos sintomas, mas também através do retardamento do seu progresso.

As armas da medicina para combater o mal são remédios, cirurgias, fisioterapia e terapia ocupacional, os quais combatem apenas os sintomas. A fonoaudiologia também é indicada para pacientes que têm problemas com a fala e a voz‘‘. (RM)

Recomendados Para Você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *