Qual é a história da cerveja?

O mercado de cervejas brasileiro tem sofrido fortes convulsões nos últimos anos, quer com a junção da Brahma e da Antarctica no grupo AMBEV, quer com a posterior fusão entre esta e a belga Interbrew, que deu origem a um dos maiores grupos cervejeiros do mundo: a INBEV. Para além desta situação, um outro fenómeno tem ganho particular destaque neste mercado tão competitivo: a expansão das microcervejarias. Após o aparecimento da primeira, que muitos consideram ser a Bavarian Park de Curitiba, surgem, por ano, entre 4 a 6 novas marcas, elaboradas tendo em vista a qualidade do produto e a satisfação do consumidor. Com cervejas que fogem do padrão comum, nomeadamente o tipo pilsen, tão querido das grandes cervejeiras brasileiras, estas pequenas explorações estão, a pouco e pouco, a conquistar o paladar do povo brasileiro. Para estas microcervejarias, a criatividade não tem limites, não sendo por isso de estranhar o surgimento de cervejas com sabor a fruta, chocolate ou tequila. Tal facto já se reflectiu nas grandes empresas, obrigadas a criar novos produtos que acompanhem essas tendências. Foi o caso do lançamento de uma série de cerveja preta especial da marca Bohemia, com garrafa personalizada e numerada. Deste modo, importa também ficar a conhecer um pouco das mais importantes microcervejarias brasileiras. Por questões de espaço, não nos é possível falar de todas, nem descrevê-las ao pormenor como muitas mereceriam. Fica apenas um pequeno apontamento sobre aquelas que nos parecem mais relevantes. A saber:


Alles Bier – A fábrica da Alles Bier foi fundada em Curitiba decorria o ano de 1986. Esta pequena cervejaria, idealizada por alemães que vivem no Brasil, produz, ainda hoje, as suas cervejas sem recorrer à junção de quaisquer aditivos, resultando num produto fresco e sem pasteurização. Em Curitiba estão centralizadas as fases de cozimento, fervura e fermentação, garantindo assim higiene, homogeneidade de fabricação e controlo de qualidade. Cerca de 90% da produção é consumida na Alles Bier, a cervejaria/botequim/discoteca que apoia este projecto. Situado em Campinas, o espaço possui 1800 metros quadrados onde se concentra, para além do grande balcão que circunda a mini-fábrica de cerveja, a pista de dança, o restaurante e uma completa infra-estrutura para eventos especiais. Tudo isto aliado à qualidade da cerveja produzida artesanalmente.

Alpenbier – Pequena fabricante de São Bento do Sul, a Alpenbier é um caso de sucesso pelas bandas de Joinville. Propriedade de Uwe Stortz, a cervejaria foi inaugurada em 1998 e desde então não tem parado de crescer e ganhar quota de mercado. Apesar disso, não há grandes planos para expansão da área de distribuição da cerveja já que, como diz o dono, “o charme está em não popularizar”, defendendo que é a produção artesanal que garante a qualidade geral dos produtos. Além de disputar espaço no mercado regional com grandes fabricantes de chope, a pequena cervejaria de São Bento do Sul costuma também ousar nos métodos de produção, adicionando sabores à cerveja. Quem visitar a sede da choperia, poderá provar o chope com sabor a morango (misturado ao suco) e sabor a limão (com refrigerante de limão e uma rodela da fruta), para além da pilsen filtrada e não filtrada. A capacidade instalada, que é pouco superior a 10 mil litros por mês e a ausência de conservantes impedem que se produza um volume muito grande e para locais distantes da fábrica. É por tudo isto que, na Alpenbier, o termo microcervejaria é levado muito a sério.

Ashby – A Cervejaria Ashby foi criada em 1993 pela família com o mesmo nome. Localizada em Amparo – SP, cidade que pertence ao Circuito das Águas, a empresa beneficia das óptimas condições locais e da excelente água mineral aí existente para produzir chopp e cerveja de alto gabarito. O objectivo maior da cervejaria sempre foi o de elaborar produtos de qualidade superior, pois os seus donos consideravam que o país ainda não possuía a cultura das cervejarias gourmet europeias. A sua primeira cerveja foi produzida em 1995 e desde então vem apostando fortemente no segmento do chopp personalizado. A empresa, onde pontifica o mestre cervejeiro Scott Ashby, comercializa o chopp Pilsener, a California Cooler (um produto inovador igualmente conhecido como chopp de vinho), o chopp Porter (chopp escuro), o chopp Weiss, o Hops Pilsen e o Hops Escuro, sendo estes dois últimos, basicamente, chopp engarrafado, ideais para viagens ou para consumir em casa. Leia a entrevista que fizemos à Ashby clicando aqui ou veja a newsletter da companhia.

Belts Beer – Esta microcervejaria de Goiânia produz chopp artesanalmente, feito a partir de técnicas especiais que dispensam o uso de quaisquer produtos químicos, conservantes ou estabilizantes de espuma. A sua fermentação é feita a uma temperatura abaixo dos 12 graus, enquanto a das grandes fábricas é processada, em geral, entre os 16 e os 17 graus. Apesar de possuir o mesmo teor alcoólico da cerveja industrializada (4,5%), o chopp natural é isento de corantes e o fermento permanece vivo no líquido, garantindo a reposição do complexo B no consumidor e neutralizando qualquer indisposição estomacal. Além de atender o movimento da casa com 60% da produção de 10 mil litros de chopes mensais, a Belts Beer também comercializa a sua bebida para uso doméstico, através da venda de barris de chopp.

Bierland – Quando começou a produzir, em 2003, a capacidade instalada da Bierland era de 20 mil litros/mês, tendo sido posteriormente ampliada para 60 mil litros/mês após a compra de novos equipamentos de produção e extracção do chope. Abrangendo inicialmente a zona de Santa Catarina, a distribuição da Bierland espera alargar o seu campo de actuação através do lançamento de novos projectos, nomeadamente o envasamento dos seus produtos, o que permitirá uma venda mais fácil por todo o Brasil. Nesta cervejaria, a qualidade do chope é assegurada pelo mestre cervejeiro Ilceu Dimer, que trabalha no ramo desde 1977. Relativamente aos produtos que comercializa, a Bierland apresenta três variedades: o Chope Pilsen (teor alcoólico de 4,8%), o Chope Bock (é uma variação de uma lager, de coloração escura e de teor alcoólico de 5,8%) e o Chope Weizenbier (naturalmente turvo, é produzido com malte de cevada e de trigo).

Borck – A cerveja Borck foi lançada em 1996 na cidade de Timbó – SC, fruto da vontade de Brunhard Borck em criar uma pequena firma onde se pudesse elaborar cervejas de qualidade e de modo artesanal, como é habitual na Europa. No dia 25 de Agosto de 1996, sai dos tanques da companhia a primeira cerveja, elaborada sob a direcção do mestre cervejeiro húngaro Zoltan Yhaz. Actualmente, a Borck já é distribuída nas cidades de Jaraguá do Sul, Balneário de Camboriú, Blumenau, Canoinhas, Lages, Indaial, Pomerode e Rio do Sul, para além de Timbó, claro. Produzindo cerca de 20 mil litros por mês, a Borck comercializa os chopes Pilsen e Malzbier.

Cervejaria Abadessa – Após morar 13 anos em Munique, o epicentro cervejeiro da Alemanha, e trabalhar na Cervejaria Spaten Brauerei, detentora da marca Franziskaner Weissbier entre outras, Herbert Schumacher regressou ao Brasil em 1999, com o objectivo de criar um espaço onde as pessoas pudessem desenvolver o gosto pela cultura cervejeira alemã. Tal sonho viria a tornar-se realidade em 2005, ano em que juntamente com os irmãos Rosenbach e um grupo de investidores da Baviera liderados por Gunther Warter, fundou a Cervejaria RSW – Abadessa. O início das actividades fabris aconteceu a 2 de Abril de 2006, com a produção de 750 litros de Festbier no município de Pareci Novo/Vale do Cai – Rio Grande do Sul. Presentemente, produzem as cervejas Abadessa Export, Slava Pils, Abadessa Helles, Dunkles Nektar, Abadessa Weizenbier, Frankonia Rauchbier, Abadessa Festbier e Emigrator Bock/D-Bock.

Cervejaria Baden-Baden – Esta microcervejaria produz, possivelmente, algumas das melhores cervejas do Brasil. Desenvolvidas por dois Carlos Hauser (pai e filho), as cervejas são o complemento perfeito para uma deliciosa refeição, tipicamente alemã, servida na choperia Baden-Baden. Localizada em Campos do Jordão, a cervejaria que lhe está associada produz inúmeras cervejas de qualidade, como a Red Ale (estilo Barley Wine; 7,5% ABV), a Cristal (estilo Pilsen; 3,8% ABV), a Golden (estilo Ale; 3,8% ABV), a Stout (6,5% ABV), a Bock (5.5% ABV) e a 20 Anos (cerveja estilo Bitter Ale e comemorativa dos 20 anos da choperia Baden-Baden). Para além destas, existem igualmente duas cervejas sazonais: a Celebration Inverno (estilo Doppelbock; 8,2% ABV) e a Celebration Verão (estilo Weiss; 5,5% ABV). Infelizmente, o espaço é pouco para descrever todas as qualidades das cervejas atrás mencionadas, algo facilmente constatável pelo reconhecimento e prémios internacionais que algumas delas já obtiveram. O único conselho que deixamos é: se realmente gosta de cerveja, experimente uma Baden-Baden! Actualização: em Janeiro de 2007, a Schincariol comprou a Baden-Baden.

Cervejaria BierbaumBierbaum ou “Árvore de Cerveja” é o nome de um dos sócios desta companhia, formada pelos austríacos Josef Suppan e Karl Bierbaum e família. Adeptos do conceito europeu de se produzir cervejas artesanais e diferenciadas, em ambientes em que o público possa visualizar o processo de fabricação, decidiram inaugurar em 2004, na cidade de Treze Tílias – Santa Catarina, uma microcervejaria anexa ao restaurante Edelweiss. De início, a capacidade de produção era de 10 mil litros/mês, com opção de três sabores: chopp pilsen, frutado e escuro. A empresa, além de servir o chopp no local, diretamente dos tanques da cervejaria a uma temperatura de -1º C, disponibiliza também o produto em barris de 10, 15, 30 e 50 lts. Como nome comercial, os donos escolheram “Edelbier”, que traduzido para português significa “Cerveja Nobre”.

Cervejaria Canoinhense – Tudo começou na estrada Itapocu em Corupá – SC, local escolhido por João Otto W. Loeffeland para instalar uma pequena cervejaria. Tendo chegado ao Brasil em 1897, procedente da Alemanha, Otto casou-se já no país e, nessa altura, decidiu mudar o sobrenome para Loeffler.  Em 1924, Loeffler instala-se em Canoinhas e adquire a Cervejaria Canoinhense (fundada em 1908 por Luis Kaesemodel), que é provavelmente a cervejaria artesanal mais antiga do Brasil. Aí passa a produzir a cerveja escura de alta fermentação com a marca Nó-de-Pinho. Sobre a direcção do actual dono e mestre-cervejeiro, Rupprecht Loeffler, a Cervejaria de Canoinhas – SC produz cerveja e chope artesanais baseados numa receita que está na família há 5 gerações, seguindo a Reinheitsgebot – Lei da Pureza Alemã. Os tonéis de carvalho onde as cervejas maturam foram trazidos da Alemanha e têm mais de um século. A produção é de cerca de 1500 garrafas por mês. As suas principais marcas são a escura Nó de Pinho, a clara Jahu e a Mocinha. Todas possuem um teor alcoólico a rondar os 3%. Junto à fábrica fica o bar que é tão antigo quanto a cervejaria, estando decorado com animais empalhados.

Cervejaria Cevada Pura – Fruto do espírito empreendedor de dois jovens do interior do estado de São Paulo – Carlos Alberto Colombo e Alexandre Augusto Peres Moraes, a Cevada Pura teve o seu início no ano de 1998, altura em que estes dois amigos formaram uma sociedade com o objectivo de produzir chopp de qualidade. Tendo escolhido Piracicaba como local para instalarem a fábrica, teriam de aguardar até Setembro de 2001 até que esta estivesse pronta a laborar. Actualmente, a empresa vende chopp em barris de 15 a 50 litros, podendo estes conter as variedades Pilsen Cevada Pura (teor alcoólico de 3,8% e cor opaca devido a não ser filtrada), Chopp de Trigo (cor alaranjada e teor alcoólico próximo dos 5,5%) e Chopp Escuro (cerveja tipo stout, com teor alcoólico entre os 6% e os 7%).

Cervejaria Cidade Imperial – Localizada em Petrópolis, estado do Rio de Janeiro, esta cervejaria produz o exclusivo Chopp Premium, fabricado utilizando processos idênticos aos que são ainda usados nas microcervejarias alemãs. Aproveitando a excelente água que existe em Petrópolis, reconhecida como uma das melhores do país, e fazendo uso de uma fórmula trazida por imigrantes alemães que obedece rigorosamente à Lei da Pureza da Cerveja Alemã, o chopp Imperial apresenta um excelente sabor e não recorre ao uso de conservantes. Existente nas versões escura e clara, o chopp pode ser adquirido em barris de 10, 30 ou 50 litros. Pode também experimentar a versão âmbar, resultante da mistura da cerveja escura com a clara.

Cervejaria Colorado – A Cervejaria Colorado, do carioca Marcelo Carneiro da Rocha, é um bom exemplo da forte aposta que alguns empresários estão a fazer no segmento das microcervejarias. Há quase dez anos, montou a sua própria empresa na “Capital do Chope”  (leia-se Ribeirão Preto), onde produz três tipos de chopes Premium: a Weissbier (de trigo, não filtrado), o tradicional Pilsen e o elaborado Índia Pale Ale, este último já classificado pelo guru da cerveja, Michael Jackson. Os chopes Premium da Cervejaria Colorado são elaborados com a mais pura água do Aquífero Guarani. A fórmula de sucesso leva ainda malte seleccionado, lúpulo checo, fermento especial e uma grande dose de criatividade no processo de elaboração. As cervejas Colorado podem ser encontradas em vários locais de Ribeirão Preto, em Sertãozinho (Bar do Pedrão), Angra dos Reis (Hotel Portobello e Hotel do Frade), Campos Jordão (Hops Bar) e São Paulo (Restaurante Arábia, Bar 13, Nyc Nyc, Terraço Paulista e Finnegans Pub).

Cervejaria da IlhaSituada em Florianópolis – Santa Catarina, esta microcervejaria produz o Chopp Ilhéu, que surge em três estilos diferentes: pilsen, stout e red ale. Curiosamente, a água utilizada para fabricar a cerveja é captada num  lençol freático que passa por baixo da fábrica! Para além disso, os tanques de fermentação e cozimento foram fabricados no próprio local, o que transmite uma característica especial a esta cervejaria.

Cervejaria Estância Alto da Serra – Esta nova aposta do empresário Elói Carlone, dono da Estância Alto da Serra, espaço que é uma referência em shows country e sertanejo, fica localizada em Itaim – SP. A cervejaria tem capacidade para receber 2 mil pessoas e a sua arquitectura rústica reproduz o animado cenário de um saloon com 5 ambientes: o piso de entrada, a mezzanine, a cachaçaria, a loja e a pista de dança. Para além dos inúmeros espectáculos, é também um bom local para jantar e para experimentar os chopps Estância, nomeadamente o Premium, o Black, o Menta, o Groselha e o Vinho.

Cervejaria Fellice – A Cervejaria Fellice foi inaugurada a 10 de Junho de 2002, sendo a primeira e, até ao momento, única cervejaria artesanal de Manaus. No seu interior, a Fellice tem capacidade para 400 pessoas sentadas, distribuídas em 6 ambientes diferentes: Mezzanine externo, Mezzanine Interno, Sala Vip, Térreo externo, Salão principal e Adega. Nestes locais pode-se apreciar 4 tipos diferentes de cerveja: a Pilsen – o estilo mais tradicional no Brasil; a Ale – de alta fermentação; a cerveja Escura – produzida com um malte que lhe oferece esta cor e a Weizen – cerveja clara de trigo de alta fermentação e naturalmente turva. As cervejas foram desenvolvidas pelo mestre cervejeiro André Nothaf e seguem os mais rigorosos padrões de qualidade e higiene, mantendo a Lei de Pureza Alemã.

Cervejaria Heimat – A Heimat foi fundada em 2005 na cidade de Indaial, na região do Médio Vale de Santa Catarina, conhecido como Vale Europeu, devido à forte presença de imigrantes de origem alemã. Os proprietários são Georg Sigmar Nuber e a sua irmã Elisabeth Nuber, descendentes de alemães da cidade de Lindau. A receita da cerveja foi resgatada pelo dono da Heimat à história dos seus familiares, que já faziam cerveja nos porões das suas casas medievais. Heimat significa “terra natal”, homenagem aos avós de Georg Nuber. Saiba mais sobre a Heimat aqui.

Cervejaria Imperial – As portas da Imperial foram abertas em Outubro de 2003, no mesmo endereço que abrigou por muitos anos o Zillerthal, no conhecido Largo de Moema, São Paulo. O espaço da cervejaria é acolhedor e a decoração é inspirada no Brasil Imperial. O prédio de dois andares é recheado de raridades que compõem o Museu da Cerveja, com peças que pertenceram à antiga fábrica da Bohemia, fundada em 1853, em Petrópolis – RJ e à Companhia Antarctica Paulista, entre outras. Produzindo chopp claro e escuro, elaborados em colaboração com a AMBEV, a casa serve também pratos típicos alemães, petiscos, massas e saladas. Destaque para a feijoada em buffet, servida aos almoços de Sábado.

Cervejaria Independente/Palma Louca Pils – A Cervejaria Independente de Toledo – PR não é propriamente uma microcervejaria, apesar do seu tamanho não ser comparável a uma Brahma ou Kaiser. A sua especificidade reside no facto de apostar fortemente no mercado da exportação. Tal apetência pelo exterior iniciou-se com a venda nos Estados Unidos e França da Xingu Black Beer (1988), uma cerveja preta, forte, que já ganhou a medalha de ouro do Beverage Testing Institute de Chicago. Mais recentemente (1998) a firma lançou a Palma Louca Pilsen, um produto que apela à imagem exótica que o Brasil transmite para os outros países. Trata-se de uma cerveja tipo lager, muito refrescante e suave, bem ao gosto de países com climas quentes.

Cervejaria Mistura Clássica – Localizada em Volta Redonda – RJ, esta microcervejaria produz chopp próprio, distribuindo-o por cidades próximas da sua sede, nomeadamente Barra Mansa, Valença e Resende. A cerveja é elaborada sem corantes e estabilizantes e as receitas seguem o enunciado pela Lei da Pureza Alemã – a Reinheitsgebot. Na sua fórmula utilizam apenas elementos naturais como água purificada, malte, lúpulo e fermento. No bar da fábrica da Mistura Clássica, para além dos petiscos e vários pratos de carne ou marisco, é possível experimentar o Chopp Pilsen, o Chopp Premium, o Chopp Extra, o Chopp Ale Amber, o Chopp Stout Café (mistura bastante curiosa entre chopp e um toque de café) e o Chopp Pilsen Frambor (cerveja Pilsen com aroma natural de framboesa).

Cervejaria Munique – Com mais de 20 anos de história, a cervejaria Munique foi pioneira neste segmento, ao instalar-se dentro de um shopping center, em São Paulo. Desde a sua inauguração em 1984, a condução dos destinos da companhia ficou a cargo de Arno van Enck, que tem no seu currículo, entre outros, a gestão do conhecido restaurante Recreio Holandês, que esteve instalado num tradicional bairro Alemão de São Paulo entre 1930 e 1983. Para além de várias marcas de cerveja estrangeiras, aqui também é possível apreciar o chopp Munique, produto exclusivo e fabricado na cidade de Vinhedo, a 70 Km de São Paulo. A partir deste último, é possível fazer várias misturas, entre as quais se destacam a Choco Beer (chopp claro com licor de cacau), a Beerberry (chopp claro com groselha), a Blu Beer (chopp claro com Curaçao) e a Royal Beer (chopp claro com licor de cassis).

Cervejaria Paulista – Com dois estabelecimentos distintos, um em Guarulhos e outro em Tatuapé, a Paulista, apesar do nome, não produz chopp próprio, antes vendendo o da Brahma. No entanto, este merece um tratamento especial, saindo de torneiras douradas e podendo ser misturado, para quem preferir, com uma dose de groselha, licor de menta ou até de tequilla. De resto, muita música, dança e animação.

Cervejaria Premium/FassPertença do grupo Aralco (Araçatuba Álcool S/A),  a Cervejaria Premium resultou do investimento de 68 milhões de reais, necessários para a produção da Fass (barril, em alemão): cerveja leve, tipo pilsen e com graduação alcoólica de 4,8%. A primeira unidade, localizada em Frutal-MG, tem potencial para produzir mais de 100 milhões de litros de cerveja por ano. A escolha da cidade no Triângulo Mineiro foi motivada por dois aspectos fundamentais: a qualidade da água e a localização estratégica para a distribuição do produto, que inicialmente teve a sua comercialização feita em quatro Estados: Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Na primeira fase de produção, a Cervejaria Premium estima colocar no mercado cerca de 35 milhões de litros/ano, podendo estender esta capacidade até chegar aos tais 100 milhões de litros, dependendo da aceitação do produto nos diferentes mercados em que vai actuar.

Cervejaria Universitária – Estabelecida em Barão Geraldo – SP desde 2002, a Universitária já conquistou a região de Campinas com a sua cerveja artesanal de alta qualidade. Com uma produção de 25 mil litros de cerveja, a empresa do mestre cervejeiro Reynaldo Fogagnolli (ex-Brahma) tem duas lojas de fábrica em Valinhos e Vinhedo, para além das fábricas em Barão Geraldo, Americana e Itu. Todas as cervejas da Universitária são feitas sem corantes ou aditivos, seguindo a Reinheitsgebot ou Lei de Pureza da Baviera, de 1516, podendo ser degustadas em quatro estilos diferentes: a Pilsen Clássica, a Amber (cerveja de alta fermentação, elaborada com maltes especiais que lhe conferem a cor), a Porter (escura e de alta fermentação, com graduação alcoólica de 7% vol.) e a Hefeweizen (turva e de alta fermentação).

Cervejaria Zanni – Em 1975, José Eugénio, um então jovem empreendedor, tornou-se revendedor de cerveja em Maringá, dando início a um longa carreira de 30 anos no mercado cervejeiro. Em Londrina, nos anos 70, criou a revenda Belon, que comercializava os produtos Skol e em 1994 adquiriu o parque fabril de refrigerantes da Brahma, em Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), tendo aí instalado a Indústria de Bebidas Zanni, onde começou a produzir o refrigerante Guaratuba. Actualmente, a Cerveja Zanni é feita numa das fábricas mais modernas da América Latina, estando a comercialização a cargo do grupo Allston Brew. A Zanni é do tipo pilsen, suave e com baixo teor alcoólico. Uma das suas principais características reside no “blend do malte feito com cevada importada”, ingrediente desenvolvido para compor a cerveja Zanni e que lhe garante assim um sabor exclusivo.

Chopp do FritzFormado como mestre-cervejeiro pela Universidade de Berlim, Jörg Schwabe, 52 anos, trabalhou para grandes empresas cervejeiras durante 22 anos. Em 1993, já com capacidade financeira suficiente para criar a sua própria marca, apresentou o Chopp do Fritz, localizado em Sumaré. Hoje, a Cervejaria Chopp do Fritz tem uma produção mensal satisfatória, mas os directores da empresa têm a perspectiva de dobrar os números actuais (cerca de 100 mil litros por mês). A cervejaria trabalha com quatro tipos diferentes de chopp. São eles: o Klar (chopp claro tipo pilsen, de baixa fermentação); a Koelsch (reserva especial, chope de alta fermentação e não filtrado); a Dunkel (chopp escuro de baixa fermentação) e o Natur (chopp pilsen de baixa fermentação e não filtrado), que são distribuídos nas choperias Beppo e Mitto, de Americana, assim como numa dezena de estabelecimentos de Campinas e regiões adjacentes.

DaDo Bier – A DaDo Bier é um mix de restaurante, bar, música ao vivo, festas e, claro, cerveja. Situada em Porto Alegre, a empresa chegou a ter uma fábrica no Rio de Janeiro, com capacidade para 60 mil litros mensais. No início de 2001 a DaDo já tinha encerrado as actividades de uma outra microcervejaria em São Paulo (que reunia uma pequena unidade de produção, restaurante, bar e boate no mesmo local), aberta em 1996. Em 2000 também arrendou uma operação semelhante situada no Rio  de Janeiro, a funcionar desde 1998, permanecendo apenas com a produção de cerveja. O objectivo passa por concentrar todas as operações em Porto Alegre. A cerveja artesanal DaDo Bier é produzida sem nenhum aditivo químico ou cereal não maltado, utilizando apenas lúpulo, malte, fermento e água. É uma cerveja aromática, com teor médio de amargo e volume alcóolico que varia entre os 3,5 e os 4%.

Devassa – A Devassa, dos sócios Cello Macedo, Marcelo do Rio, Joca Muller e Tito Lívio Macedo, é uma cerveja produzida numa unidade própria de mil metros quadrados, instalada na zona portuária do Rio de Janeiro, que contou com investimentos da ordem dos 1,5 milhões de reais e que surgiu no ano 2000. A produção mensal da fábrica é de 70 mil litros, dos quais 16 mil são engarrafados. A expectativa é chegar a 360 mil litros/mês, a capacidade máxima de produção. Além do Rio de Janeiro, a Devassa já tem um ponto de venda em São Paulo e oito em Londres, onde tem tido uma aceitação excepcional, com direito a citação no Sunday Times, que a apontou como a bebida mais badalada do Rio de Janeiro! A cerveja é produzida em três estilos diferentes: a Devassa Loura, do género Pilsen, com características clássicas, mas com sabor mais apurado que uma Lager comum; a Devassa Ruiva ou Ale, uma cerveja mais encorpada, desenvolvida especialmente para o clima brasileiro, daí ter sido baptizada como Tropical Ale; e a Devassa Negra ou Dark Lager somente na versão chope.

Act.: Em 2007, a cervejaria Devassa foi comprada pela Schincariol por 30 milhões de reais. Com um facturamento anual de 12 milhões de reais, a rede Devassa, com 13 bares no Rio de Janeiro e em São Paulo e uma fábrica no Rio, tornou-se rapidamente numa das marcas mais conhecidas de cerveja e chope artesanal no Brasil.

Fábrica do Chopp – Fundada pelos irmãos René e Ricardo Davanço Fontes, a Fábrica do Chopp localiza-se na na Rua Paulo Franco, 267, Vila Leopoldina – São Paulo. Aí, num espaço com 600 metros quadrados, é produzido o Chopp Imperatriz, a marca própria da empresa. Foram investidos R$ 1 milhão na microcervejaria para produzir 25 mil litros de chope por mês, sendo que a elaboração das receitas ficou a cargo do mestre cervejeiro Michael Walter Trommer. O Chopp Imperatriz é produzido com maltes, lúpulos e leveduras importados, sem conservantes ou aromatizantes. A água é oriunda da região serrana de Lindóia. A microcervejeira conta ainda com um espaço reservado para a degustação, destinado a pessoas que queiram experimentar a qualidade do produto e ainda aprender mais sobre o processo de fabricação, acompanhados pelo mestre cervejeiro. Actualmente, a Fábrica do Chopp produz a Imperatriz Black Beer, a Imperatriz Pilsen, a Imperatriz Porter e a Imperatriz Red Ale.

Factory Beer – A Cervejaria Factory Beer surgiu após a reformulação do projecto inicial da discoteca Factory Club que, em Outubro de 1998, lhe viu ser adicionado um espaço onde se produzia cerveja artesanal de qualidade. Situada na região do Grande Porto Alegre, mais precisamente em São Leopoldo, a empresa produz actualmente a Pilsen Natural (de coloração dourada, mas de aparência turva por não passar pelo processo de filtragem), a Pilsen Cristal (também de coloração dourada, esta cerveja passa pelo processo de filtragem, deixando a cerveja cristalina) e a WeekBeer (feita a partir da Pilsen Cristal, são empregadas essências/aromas naturais, como chocolate, pitanga, jasmim, entre outros sabores, o que lhe dá características distintas).

Falke Bier – A história desta companhia começou em 1988, ano em que são fabricadas as primeiras 260 garrafas – 2 kits de cerveja caseira, por Marco Antonio Falcone, no sítio da família, próximo da cidade de Belo Horizonte. A marca inicial era “Cirvizia Aquila” e a produção destinava-se essencialmente a amigos e familiares. O verdaderio arranque dá-se em 2000, altura em que Falcone viaja pela Europa e pelo Brasil, visitando várias microcervejarias e estudando métodos de produção. Após vários testes, construção do edifício-sede e aquisição de máquinas e do know-how” necessário, o primeiro chopp Falke Bier viria a ser comercializado no dia 28 de Junho de 2004, no bar “Mercearia Lili”. A empresa produz actualmente o Chopp Falke Bier Pilsen, o Chopp Falke Bier Ouro Preto e o Chopp Falke Bier Red Baron, produtos que podem ser saboreados em vários locais como o Café Kahlua, o Botequim do Pinguim ou o Café Pasárgada. Há ainda que destacar a Falke Tripel Monasterium, uma cerveja exclusiva, ao estilo Belgian Triple. Na sua composição entram maltes de cevada, trigo e aveia e ainda sementes de coentros e cascas de laranja. É refermentada na garrafa e envasada em garrafas estilo champanhe, com tampas de rolha. Os copos também são muito bonitos (de cristal e gravados a ouro) e produzidos propositadamente para esta cerveja.

Hamburg Bier – Localizada em Novo Hamburgo – RS, a Cervejaria Hamburg Bier oferece chopp preto e branco, produzido artesanalmente na cidade de Teutônia. Inaugurada em 2003, esta microcervejaria tem restaurante, pub, mesas de bilhar e outras atracções, nomeadamente espectáculos ao vivo e diversas festas temáticas. Na área das refeições, destaque para o buffet de panquecas, pratos típicos alemães, massas e pizzas.

Haus Bier – A microcervejaria Haus Bier foi fundada em 1998 na cidade de Vilhena – RO. Idealizada por Hermes Balcon, um paranaense de origem alemã, e com a ajuda do seu primo Orlando Hanemann, um mestre cervejeiro com 32 anos de experiência na Brahma, a cervejaria pretendia trazer para o norte do Brasil o típico ambiente de uma microcervejaria artesanal alemã, local onde o cliente pode degustar a cerveja directamente no local de produção. O sucesso foi imediato e a Haus produz hoje cerca de 80.000 litros de cerveja por mês. Aliás, rapidamente a notícia da qualidade da Haus se espalhou, facto que originou o aparecimento de inúmeros interessados em produzir cerveja nos mesmos moldes. Assim, no ano 2000, por força da insistência dos empresários interessados em produzir cerveja gastronómica “Haus Bier”, surgiu a necessidade de se constituir uma empresa (Indústria Metalúrgica) para fabricação de equipamentos para montagem de Microcervejarias Gastronómicas dentro do padrão cervejeiro Europeu. Nasce então a “Rondinox-Haus Bier Ind. e Com. de Microcervejaria Ltda-EPP”. No restaurante da Haus Bier é possível degustar o Chopp Lager, Chopp Cristal, Chopp Escuro, Chopp com menta e Chopp com caramelo. (Actualizado a 17/10/2007).

Klaus Bier/Cervejaria Donauer – O “Chopp Alemão” – Klaus Bier é produzido e envasado na Cervejaria Donauer, em Foz do Iguaçu – Paraná. Fruto do investimento do alemão Albert Donauer, a fábrica surgiu da vontade deste mestre cervejeiro em montar o seu próprio negócio, após ter trabalhado para diversas empresas de cerveja brasileiras. Actualmente, a firma produz o Chopp Pilsen (baixa fermentação; 4,8% ABV), o Chopp Premium (baixa fermentação, cor escura e 4,8% ABV) e o Chopp Wein Bier. Este último é bastante característico, pois recebe 25% de vinho puro de uva na sua fase de maturação, o que dá origem a um produto de coloração rosada, bem frutado, com sabor a uva e levemente adocicado, tendo um teor alcoólico próximo dos 6%. A área de distribuição do chopp centra-se maioritariamente à volta de Florianópolis.

Krug Bier – A Krug Bier, microcervejaria de Belo Horizonte – Minas Gerais, produz chopp de forma artesanal, utilizando tecnologia e know how de origem austríaca, mais propriamente da Grieskirchner, uma cervejaria com quase 300 anos de tradição. Inaugurada em 1997, a companhia apostou no mestre cervejeiro Arnaldo Ribeiro para elaborar e controlar a qualidade das cervejas da casa. E essa (boa) qualidade foi certamente conseguida, já que hoje os chopes Krug Bier, claro e escuro, são Premium, eleitos e premiados por um júri internacional altamente qualificado, no 1º Concurso Brasileiro de Cervejas Especiais, realizado pela ABMIC e Miller Freeman na Fispal 2000. Para produzir os seus chopes (Krug e Cristal – claros,  Âmber – escuro e Weizenbier – malte de trigo), a microcervejaria segue rigorosamente a Lei de Pureza da Baviera, na qual somente os componentes clássicos são utilizados na produção: água, malte, lúpulo e fermento, sem a adição de outros cereais não maltados.

Leviana – Lançada pela rede carioca de botequins Manoel & Juaquim, a cerveja Leviana conta com um rótulo desenhado pelo cartonista Miguel Paiva, sendo que o seu desenvolvimento se deveu a André Nothaft, ex-Devassa. Na sede da companhia, situada em Engenho de Dentro, bairro da zona norte da cidade do Rio de Janeiro, pode-se experimentar o chopp cremoso ou a Leviana Premium em garrafa.

Lupus Bier – No dia 17 de Dezembro de 2002, foi inaugurada a primeira microcervejaria do Ceará, localizada na Rua dos Tabajaras – Praia de Iracema, em Fortaleza. O empreendimento, com capacidade para 500 pessoas sentadas, é um estabelecimento com buffet, churrascaria, pizzaria e massas preparadas na hora. Na microcervejaria Lupus Bier, são produzidas cervejas do tipo pilsener e escura, para além das cervejas com frutas (morango, abacaxi, maçã, canela e caju), que podem ser degustadas nas 11 mesas de confraria que aí se encontram instaladas. As cervejas frutadas foram desenvolvidas no próprio estabelecimento pelo responsável químico e cervejeiro Evandro J. Zanini. Actualmente, a capacidade de produção instalada ronda os 40 mil litros/mês e o espaço é já um ponto de atracção tanto para locais como para turistas.

OPA Bier – A Opabier é uma cerveja produzida de forma artesanal, em Joinville, que segue a Lei Alemã da Pureza de 1516. A sua elaboração é supervisionada pelo cervejeiro Elmar, pessoa com largos anos de experiência da AMBEV e da cervejaria artesanal Heimat. Com uma capacidade inicial de produção perto dos 8 mil litros mensais, a companhia produz um chope suave e refrescante. O nome OPA foi sugerido por ser um cumprimento típico da região e por, em alemão, significar avô, o que apela à tradição. Para além do mais, é uma expressão simples de memorizar. Leia a entrevista que fizemos à OPA Bier, clicando aqui.

Pils – Em 2002, a empresa DINHO Bebidas lançou a Cerveja Pils, um produto com perfil popular e que opta por oferecer um bom sabor a preços competitivos. Actuando no segmento das bebidas há alguns anos, nomeadamente através da produção de aguardentes e outras bebidas destiladas e na distribuição de cerveja, foi com naturalidade que a companhia decidiu passar a fabricar a sua própria cerveja. Inicialmente distribuída na região de Curitiba, a Pils já pode ser encontrada em diversas cidades do Paraná e de Santa Catarina, através de distribuidores e revendedores. Para além do chopp, a Pils pode ser comprada em garrafa ou lata e em dois estilos diferentes: a Pilsen e a Malzbier.

Schmitt Bier – As cervejas Schmitt são produzidas artesanalmente na cidade gaúcha de Porto Alegre. A história da cervejaria começou há mais de 20 anos, quando Gustavo dal Ri, sócio da empresa, começou a elaborar cervejas na sua própria casa. Essa produção baseava-se na receita exclusiva de uma vizinha sua, descendente de alemães. A partir dessa época, o então candidato a mestre cervejeiro dedicou todos os seus esforços em pesquisas para aperfeiçoar os seus produtos, formando-se, entretanto, em engenharia química e viajando pela Europa e Estados Unidos para adquirir mais conhecimentos acerca da nobre arte de fazer cerveja. Hoje em dia, a companhia produz a Schmitt Ale, a Schmitt Barley Wine (com 8,5% ABV) e a La Brunette (com teor alcoólico de 4,5%).

Schornstein – Nas vésperas do Campeonato do Mundo de Futebol – Alemanha 2006, abriu uma nova opção na cidade de Pomerode – RS, mais concretamente a cervejaria Schornstein. O bar em anexo oferece aos clientes quatro opções do líquido precioso, todas elas de baixa fermentação: o Pilsen Natural (não filtrado), o Pilsen Cristal e o Pommern-Bier (do tipo Pale Ale) e a Schorn-Bier (bock, com um sabor levemente adocicado). Os três primeiros têm teor alcoólico a rondar os 4,5% e o último, um pouco mais alto, 7,5%, sendo este uma bela opção para enfrentar o inverno da região. No cardápio, para acompanhar as bebidas, existem quatro tipos de tábuas de frios, três tipos de sanduíches (pão francês, preto e baguete), tiras de Eisbein com cebola assada, Filet Mignon, Picanha, Rosbife, para além das típicas salsichas (cozidas na cerveja e servidas com mostarda amarela e escura).

Stadt Bier – Extremamente recente e moderna (2004), a Stadt Bier é a primeira microcervejaria de Brasília. O edifício que alberga a cervejaria fica situado no Sector de Indústrias Gráficas e dentro dele o consumidor pode vislumbrar todo o processo de fabricação da cerveja que vai beber. Um enorme balcão divide o espaço: de um lado, ficam os imensos tanques de aço, que podem produzir até setenta mil litros da bebida; do outro, mesas e cadeiras para atender até 150 pessoas. O grande destaque em termos de cerveja vai para os chopes da casa, vendidos em três estilos diferentes: o Schwartz (escuro, de puro malte, sem conservantes ou estabilizantes), o Kristal (claro, produzido apenas com água, malte e lúpulo; cor dourada e aparência límpida) e o Stadt (aparência turva, decorrente da não filtração). Para além destes, é também possível experimentar algumas cervejas estrangeiras, excelentes para acompanhar uma picanha ou um hambúrguer.

Zehn BierQuando a família Zen decidiu criar uma fábrica, em Brusque – SC, destinada à produção de cerveja artesanal, um dos filhos do Sr. Hylário, mentor do projecto, escreveu “Zehn” numa folha de papel. Era o sobrenome da família, mais o H do pai. E significa dez em alemão. Inaugurada em 2003 e com uma capacidade de produção a rondar os 50 mil litros mensais, a Zehn elabora, hoje em dia, os chopes ZeHn Bier Pilsen e Porter. Mais recentemente a firma passou também a disponibilizar o chope em garrafas de 600ml. O chope é engarrafado sem pasteurizar, fazendo com que a validade da bebida seja apenas de 30 dias. A produção inicial vai ser de 100 caixas semanais de 24 garrafas de 600ml.


Agora iremos falar daquelas pequenas companhias produtoras de cerveja de grande qualidade, em geral conhecidas por microcervejarias. Muitas das empresas aqui listadas produzem cerveja e chopp de grande qualidade, apesar da sua divulgação ser apenas local ou regional. É um texto que, por isso, vai estar em constante evolução, motivo pelo qual contamos com a ajuda de todos os visitantes do Cervejas Do Mundo para nos ajudarem a mantê-lo actualizado. Por razões óbvias a ordenação vai ser feita pelas iniciais de cada tópico, em vez da ordem cronológica que temos adoptado até aqui.


Bruder Bier – Fundada em 2005, na cidade de Lauro de Freitas – Bahia, a Brüder Bier surgiu da iniciativa de dois irmãos austríacos radicados no Brasil, mestres-cervejeiros com formação na renomada Universidade Técnica de Munique, Weihenstephan – Alemanha. Após acumularem mais de 30 anos de experiência ao trabalharem para as maiores companhias cervejeiras do Brasil e não só, acabaram por conseguir realizar o sonho, em parceria com a Egisa, de montar uma fábrica própria. O chopp Brüder Bier segue os mesmos padrões de qualidade estabelecidos pela Lei de Pureza de 1516, contendo na sua formulação apenas lúpulo, malte, fermento e água. Por não possuir nenhum aditivo químico ou cereal não maltado, a Brüder Bier é comercializada apenas na forma de chopp, em barris de 30 e 50 litros. (Nota: desde meados de 2006 que o site da Bruder Bier tem estado em baixo. Para além do mais, a informação na internet é escassa e tem vindo a diminuir ao longo deste último ano. Será que a Bruder Bier ainda existe? Se tiver alguma informação que ajude a esclarecer esta situação, contacte-nos).


Cerveja Backer – Tudo começou com o sucesso do chopp Backer, lançado na inauguração da churrascaria Porcão de Belo Horizonte. A grande aceitação que a receita do chopp artesanal teve, levou à produção da cerveja Backer, a primeira cerveja artesanal do estado de Minas, originária da Serra do Curral. Aposta dos irmãos Halim e Munir Khalil, a companhia chegaria ao mercado mineiro em Outubro de 2005. Para além do chopp Backer claro e escuro, a companhia produz também a cerveja Trigo (de alta fermentação e paladar suave, apresenta notas de cravo e aromas frutados), a cerveja Pilsen, a cerveja Brown (coloração escura proveniente da torrefacção dos maltes; baixa fermentação) e a cerveja Pale Ale (alta fermentação, ruiva, encorpada e de amargo pronunciado).


Cerveja Bonanza – Produzida pela Montecarlo Indústria de Bebidas, Ltda, de Flores da Cunha – RS, a Bonanza é um produto recente de uma empresa que baseia o seu negócio essencialmente em refrigerantes, sejam eles sumos ou colas. A Bonanza é uma cerveja tipo Pilsen e que segue o conceito da firma: “Viva Bonanza – O sabor da vida!”.


Cerveja Buena – A marca de refrigerantes Pakera, fabricante do guaraná Tobi e do refrigerante Grapete, colocou no mercado do estado do Rio de Janeiro, em meados de 2004, a cerveja Buena. “Fica na Buena” é o conceito que a MG (empresa publicitária) desenvolveu para lançar o produto, um dos mais novos concorrentes na “guerra” das cervejas. Marcelo Gorodicht, o mentor do projecto, planeia alargar a distribuição da marca a todo o país, dependendo da aceitação que esta tiver no Rio de Janeiro.


Cervejaria Barley – A produção da cerveja Barley começou como um hobby no já distante ano de 1992. Feita artesanalmente, esta cerveja continuou a ser produzida esporadicamente, para consumo próprio, até 2002, ano em que foi fundada a Micro Cervejaria Barley Ltda. A partir dessa data, iniciou-se a comercialização desta marca sendo que, actualmente, a companhia produz o Chopp não filtrado (natural), o Chopp filtrado e o Chopp Bock (apenas no Inverno). A Barley pode ser vendida em barris de 5, 10, 15, 20 30 e 50 litros, para além das garrafas long neck. Adoptando o slogan “Quem prova… não esquece” a Barley centra a sua distribuição no estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Tal é natural, visto que é elaborada no município de Capela de Santana – RS. São já várias as localidades onde se pode degustar a Barley e onde existem revendedores, nomeadamente Porto Alegre, Caxias do Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Capão da Canoa, Rio Pardo, Venâncio Aires, entre outras.


Cervejaria Bierlim – A Bierlim fica localizada em Limeira – SP. Para além de organizar eventos e churrascadas, a Bierlim também se destaca por produzir o seu próprio chopp, nas variedades Claro, Escuro, In Natura e de frutas (abacaxi e pêssego). O lema da companhia é: Bierlim, o Chopp Absoluto (Última actualização: 26/10/2007).


Cervejaria BrugeA Cervejaria Bruge está localizada em Águas de Lindóia, interior de São Paulo, local conhecido pelo seu microclima e pela qualidade da água. Produz as cervejas Bruge Ale e a Bruge Stout, ambas em garrafas de 500ml. A Ale é uma cerveja de alta fermentação, não filtrada, leve e com uma graduação alcoólica da 4%. Por seu turno a Stout foge um pouco ao típico deste estilo, já que a percentagem de álcool não ultrapassa os 3,2%. O fabricante/fornecedor desta bebida é a empresa Coelho e Arantes Ltda. e pode ser adquirida nas lojas online da Costibebidas ou da Imigrantesbebidas.


Cervejaria Artesanal – Localizada na região de Capim Branco – MG, a cerca de 56 Km de Belo Horizonte, esta microcervejaria, que se parece com uma casa de chope tipicamente alemã, produz o Chopp Cristal Artesanal (chopp pilsen, delicado, suave e de baixo teor alcoólico – entre 3,5 e 4,5% ABV), o Chopp Premium Artesanal (também chopp pilsen mas produzido com matérias-primas seleccionadas), para além dos barris de chopp (10, 15 e 30 litros), tudo supervisionado pelo mestre-cervejeiro Evandro J. Zanini, pessoa com vários anos de experiência quer em cervejarias quer em microcervejarias. Com uma produção inicial próxima dos 12 mil litros mensais e que poderá ser aumentada até um máximo de 340 mil litros/mês, a Artesanal já está presente no restaurante Engenho, próximo da fábrica e ainda em São Geraldo e Sto. Antônio (Última actualização: 11/09/2007).


Cervejaria Farol – Inaugurada em 2003, na cidade de Canela – RS, a Farol é fruto do investimento de um alemão, de Estugarda, que trouxe para o Brasil uma receita ancestral e que respeita a Lei da Pureza Bávara. É possível visitar os tanques onde se fabrica a cerveja, bem como subir a uma torre de 39 metros donde se pode obter uma excelente vista panorâmica de toda a região.


Cervejaria Riopretana – Inaugurada durante 2005, a Riopretana é uma aposta dos sócios Sérgio Francisco, Elisa Mariano e Volmir Gava. Com sede em S. João do Rio Preto – SP, a companhia produz três tipos de cerveja: a pilsen, cerveja clara, de fórmula alemã e com baixo teor alcoólico; a amber, avermelhada e de origem belga; a porter, cerveja escura, de origem inglesa e com um teor alcoólico mais elevado. Todos os produtos têm a supervisão do cervejeiro Reynaldo Fogagnolli Jr.


Cervejaria Whitehead – A Whitehead nasceu em Porto Alegre mas está hoje localizada em Eldorado do Sul – RS. Iniciada como hobby pelos amigos Alexandre Carminati, João Carlos Kerber e José Otávio Kerber, a produção de cerveja artesanal só se tornou em algo mais sério a partir de Maio de 2007, altura em que, de uma forma ainda reduzida, se iniciou a produção comercial das cervejas Whitehead. O nome escolhido lembra a “head” de uma cerveja (espuma) assim como remete para a imagem daqueles tradicionais cervejeiros que já possuem os cabelos grisalhos.  Os três proprietários são responsáveis por todo o processo de fabricação e distribuição da cerveja, com uma produção actualmente limitada de 3 mil litros por mês. São fabricados quatro tipos de cerveja: Pale Ale (clara), Porter (com aroma de chocolate, café e malte torrado, amarga e com notas cítricas no gosto), Irish Ale (avermelhada) e Witbier (clara enaturalmente turva, com trigo na fórmula), em estilos inglês e belga, caracterizadas por serem fortes, encorpadas e aromáticas, tendo um foco diferente das grandes empresas do sector. De facto, a comercialização do produto tem sido feita basicamente para grupos das relações pessoais dos empreendedores e também para eventos realizados em clubes.


Donau Bier – A Donau Bier é uma microcervejaria de Colônia Cachoeira – PR, que iniciou a sua produção em 2004. Fabrica chopp artesanal, 100% natural, contendo apenas água, lúpulo, malte e fermento cervejeiro, com uma percentagem alcoólica de 4,5%. Fundada por descendentes de imigrantes jugoslavos, nomeadamente por Johann Reinerth e pelo seu filho Harry Reinerth, a companhia pretende produzir o melhor chopp da região, motivo pelo qual só utiliza os melhores ingredientes: lúpulo da Alemanha, fermento da Croácia e malte da Cooperativa Agrária da região.


Front Bier – Inaugurada em 2003, a Front Bier é a primeira microcervejaria da fronteira gaúcha. Aposta dos irmãos Pedro Henrique, Rodrigo e Fábio Escosteguy, a cervejaria resulta de um investimento inicial de 700 mil reais e conta com maquinaria bem moderna, capaz de produzir 20 mil litros de chopp por mês. Fica localizada em SantAna do Livramento – RS.


Grupo Imperial – Iniciando-se no mercado das cervejas através da Mulata, o Grupo Imperial, de Trindade – GO, habitual fabricante de refrigerantes, continuou, durante o ano de 2006, a alargar a sua oferta através do lançamento da Imperial, uma cerveja pilsen dourada, que será distribuída em Goiás, Tocantins, Maranhão, Amapá, Pará, Piauí e Distrito Federal. A expectativa, segundo o director de marketing do grupo, Fernando Pinheiro, é fazer com que o produto chegue a todo território nacional. O investimento na nova cerveja foi de R$ 400 mil. Já a Mulata tinha resultado de um forte impulso financeiro, cifrado em R$ 10 milhões em equipamentos e instalação da infra-estrutura, mais R$ 1 milhão em marketing. A Mulata é uma cerveja tipo Pilsen, elaborada com uma combinação exclusiva de maltes pilsen e lúpulos importados da Europa, que resultam numa cerveja leve, saborosa e refrescante, com uma espuma cremosa e a sua cor mulata característica.


Konigs Bier – A Probier Cervejaria produz chope com a marca Konigs Bier em Jaguará do Sul-SC e tem como lema “Das Bier von Hier” (A Cerveja Daqui). A produção da Königs Bier é 100% artesanal e respeita a Lei de Pureza da Cerveja (Reinheitsgebot). Baptizada de Königs Bier (Cerveja do Rei), a marca é uma homenagem às sociedades de tiro da região de Jaraguá do Sul, em especial aos Reis – que preservam as competições, desfiles e bailes trazidas pelos colonizadores alemães à cidade. A fórmula de composição do chope apresenta apenas água, malte de cevada, lúpulo e fermento e dispensa o uso de componentes químicos e conservantes. A capacidade da empresa é actualmente de 10.000lts/mês, produzindo apenas o chope tipo Pilsen. Para saberem mais sobre a companhia, podem visitar o site da Konigs Bier ou fazer o download (em formato pdf) de um excelente artigo que saiu na Noticenter (Última actualização: 28/07/2008).


Original Bier – A microcervejaria Original Bier, produzida em Pelotas – RS, foi fundada por Valter Poetsch, em 2000. A Original Bier é uma cerveja com uma fórmula inovadora, sendo elaborada de acordo com a Lei de Pureza (Reinheistgebot) do estado da Baviera, Alemanha, de 1516. Com produção de 14000 litros por mês, a empresa encontra-se instalada no prédio da antiga Fábrica de Fiação e Tecidos da cidade.

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