Quem é paul mccartney?

Sir James Paul McCartney, MBE (Liverpool, 18 de Junho de 1942), é um cantor, guitarrista, multi-instrumentista, compositor, empresário, produtor musical e cinematográfico e ativista dos direitos dos animais britânico. McCartney alcançou fama mundial como membro da The Beatles, com John Lennon, Ringo Starr e George Harrison. Lennon e McCartney foram uma das mais influentes e bem sucedidas parcerias musicais de todos os tempos, “escrevendo alguma das músicas mais populares da história do rock”[1]. Após a dissolução dos Beatles em 1970, McCartney lançou-se em uma carreira solo de sucessos, formou uma banda com sua primeira mulher Linda McCartney, os Wings. Ele também trabalhou com música clássica, eletrônica e trilhas sonoras.


Em 1979, o Livro Guinness dos Recordes declarou-o como o compositor musical de maior sucesso da história da música pop mundial de todos os tempos.[2] . Paul teve 29 composições de sua autoria no primeiro lugar das paradas de sucesso norte-americana. Vinte das quais junto com os Beatles (que compôs junto com John Lennon) e o restante em sua carreira solo ou com seu grupo Wings.


Paul McCartney é o canhoto e baixista mais famoso da história do rock, embora também toque outros instrumentos, como bateria, teclado e guitarra. É considerado como um dos mais ricos músicos de todos os tempos. Fora seu trabalho musical, Paul advoga em favor dos direitos dos animais, contra o uso de minas terrestres, a favor da comida vegetariana e a favor da educação musical. Em 1997 foi publicada a biografia intitulada Many Years From Now, autorizada pelo músico e escrita pelo britânico Barry Miles.


Sua empresa MPL Communications detém os direitos autorais de mais de 3.000 músicas[3], incluindo todas as músicas escritas por Buddy Holly.


Juventude


Paul nasceu no dia 18 de junho de 1942 no Hospital General de Liverpool, Inglaterra, onde sua mãe, Mary, tinha trabalhado como enfermeira na maternidade alguns anos antes[4]. Ele tinha um irmão, Michael, que nasceu no dia 7 de janeiro de 1944]].[5]. Foi batizado com o nome de James Paul McCartney na igreja católica, sua mãe era católica e o pai protestante que posteriormente tornou-se agnóstico. Como muitos de Liverpool, os McCartney tinha ascedência irlândesa[6].


Aos onze anos, Paul passou a freqüentar a escola Liverpool Institute[7], foi no ônibus a caminho da escola que Paul conheceu George Harrison.[8]. Em 1955, os McCartney mudaram-se para 20 Forthlin Road, em Allerton (subúrbio de Liverpool). Atualmente a casa dos McCartney faz parte do The National Trust.[9](organização que protege e conserva locais de interesses históricos na Inglaterra).


No dia 31 de outubro de 1956, aos 14 anos, Paul perdeu a mãe que faleceu de embolismo após uma mastectomia para conter o câncer de seio[10]. Esse acontecimento faria posteriormente com que Paul se sentisse próximo a John Lennon que também perdeu a mãe precocemente aos 17 anos[11] .


O pai de Paul, Jim, trabalhava vendendo algodão. Ele tocava trompete e piano e teve uma banda de dança de salão nos anos 20. Após a morte da mulher, Jim começou a estimular Paul a se interessar pela música comprando-lhe um trompete. Mas Paul não se interessou pelo trompete. Seu interesse pela música só começou quando o skiffle tornou-se popular na Inglaterra.



[editar] Anos 60




Ver artigo principal: The Beatles

No ano de 1957, Paul então com 15 anos conheceu John Lennon ao ir assistir ao show de uma banda chamada Quarrymen em Woolton (subúrbio de Liverpool), esta seria a banda que daria origem aos The Beatles. No início, a tia de John desaprovou a amizade dos dois pois Paul vinha da classe operária.


A entrada de Paul para a banda se deu após John ver Paul tocar a canção “Twenty Flight Rock”. John Lennon acabou o convidando para entrar para a banda. Os dois começaram a compôr juntos algumas canções. Em 1958, Paul convenceu John a aceitar George Harrison na banda. John estava relutante ao aceitá-lo já que George era considerado muito novo. Após a entrada de George, Stuart Sutcliffe, amigo da escola de artes de John Lennon, entrou para a banda como baixista.


Os Quarrymen mudaram de nome várias vezes até começaram a se chamar The Beatles. Em 1960, a banda foi pela primeira vez tocar em Hamburgo. Na época, Jim McCartney relutou bastante em deixar seu filho ainda adolescente, Paul, ir a Hamburgo[12] . Paul e o baterista Pete Best acabaram sendo deportados da Alemanha após darem início a um pequeno incêndio no local onde estavam hospedados.


Em 21 de março de 1961, os Beatles fizeram seu primeiro show no Cavern Club[13][14]. Após Paul McCartney notar que outras bandas de Liverpool tocavam as mesmos covers que eles, ele e John se intesificaram em compôr novas canções[15]. No mesmo ano, os Beatles retornaram a Hamburgo para fazer shows em clubes noturnos, neste momento Paul passou a tocar baixo pois Stu largou a banda[16] e então os Beatles se tornaram um quarteto com dois guitarristas (John e George), um contrabaixista (Paul) e uma baterista (Pete)[17].


Foi ainda no mesmo ano que os Beatles conheceram Brian Epstein e logo depois conseguiram o contrato com a EMI Parlophone após serem recusados pela Decca Records. Com a assinatura do contrato, Pete, o baterista, foi dispensado e em seu lugar entrou Ringo Starr.


Durante os Beatles, Paul formou junto a John Lennon uma dupla de compositores, e combinaram que mesmo quando alguma canção fosse escrita só por um deles, ela traria a assinatura de Lennon/McCartney. Nos Beatles, Paul era o que mais escrevia canções românticas. São de sua autoria canções como “Yesterday“, “And I Love Her”, “Michelle” e “Here There And Everywhere”. Embora Paul sempre fosse acusado de só escrever baladas, ele também escreveu várias canções com um estilo mais pesado como “Back In The URSS”, “Helter Skelter” e “The End”. A canção “Yesterday” é a mais regravada por outros artistas em todos os tempos. Nos anos 60, Paul ainda escreveu canções para outros músicos entre elas “A World Without Love” gravada por Peter & Gordon que atingiu o primeiro lugar nas paradas de sucesso)[18].


Em 1966, os Beatles no auge da fama pararam de fazer shows ao vivo. No mesmo ano, Paul McCartney foi o primeiro beatle a desenvolver um projeto musical solo, ele compôs a trilha sonora para o filme televisivo The Family Way. Pelo trabalho, Paul ganhou o prêmio Ivor Novello como melhor tema instrumental.


Depois que Brian Epstein morreu em 1967 e John Lennon passou os Beatles para segundo plano, após conhecer Yoko Ono, Paul tentou se tornar líder da banda, o que acabou gerando conflitos com Lennon. Ele e John também entraram em conflito na hora de escolher um novo empresário para a banda. Em 1969, Paul tentou convencer os outros beatles de voltarem a fazer apresentações ao vivo. Neste mesmo ano, por sua sugestão os Beatles gravaram o filme/documentário Let It Be pensando que isto os reaproximaria, o que não aconteceu. No dia 10 de abril de 1970, Paul McCartney anunciou publicamente o fim dos Beatles em entrevista coletiva e anunciou o lançamento de seu primeiro álbum solo[19]. Embora eles já não quisessem mais continuar juntos a entrevista antecipada de Paul sem o conssentimento dos outros integrantes gerou magoas a ponto de ele ser acusado pelos outros de traidor.


O lançamento do álbum Let It Be quase um mês depois da declaração oficial do fim dos Beatles deixou Paul insatisfeito. A produção do álbum foi entregue a Phil Spector, e Paul ficou desapontado com o tratamento que Phil deu em suas canções principalmente em “The Long and Winding Road“.



[editar] A lenda da morte de Paul McCartney




Ver artigo principal: Paul McCartney está morto?

A lenda da morte de Paul McCartney começou nos anos 60. No dia 12 de outubro de 1969, um telefonema anônimo ao DJ Russ Gibb da radio WKNR-FM de Dearborn, Michigan, informou sobre a morte de Paul dizendo que se a canção “Revolution 9” fosse ouvida ao contrário seria possível ouvir turn me on, dead man (reviva-me, homem morto)[20]. Posteriormente um estudante da Universidade de Michigan publicou uma revisão sobre o álbum Abbey Road detalhando vários indícios da morte de Paul McCartney[21] . No dia 14 de outubro, um jornal de Michigan abordou o assunto. A lenda tomou força quando um DJ de Nova York, Ruby Yonge, falou em seu programa da WABC sobre a morte de Paul. Ruby foi demitido imediatamente porém a rádio WABC podia ser escutada em quase todo território americano e o que acabou fazendo com que lenda tomasse proporções gigantescas.


A versão mais comum é que Paul McCartney teria morrido em um acidente de carro (evidência encontrada na canção “A Day In The Life”). E a partir de sua morte os Beatles passaram a deixar pistas em seu trabalho sobre o fato. O indício mais forte que teria sido deixado pelos Beatles estaria na capa do álbum Abbey Road. Na capa há um fusca branco com a placa “LMW 281F”, o 28 IF significaria 28 anos se Paul estivesse vivo (If siginifica se em português). Além disto Paul aparece descalço (como os mortos eram enterrados na Inglaterra) e segurando o cigarro na mão direita (Paul era canhoto).



[editar] Anos 70: Solo


Em seu primeiro álbum após o fim do Beatles, McCartney, Paul escreveu todas as canções, gravou todos os instrumentos e produziu o disco em um estúdio particular de sua casa, com Linda fazendo os vocais de apoio. O disco foi considerado caseiro demais para os críticos, mas mesmo assim Paul conseguiu fazer sucesso com a canção “Maybe Im Amazed” e “Every Night”.


Em 1971, Paul lançou o compacto “Another Day”, que alcançou sucesso. Ainda no mesmo ano, junto com sua mulher, lançou outro álbum solo, Ram, com alfinetadas ao seu ex-parceiro musical, John Lennon (como na canção “Too Many People”). Mais tarde John Lennon responderia com a canção “How Do You Sleep?” atacando Paul. O álbum ainda trazia uma foto de dois besouros (beetles em inglês) copulando em referência aos Beatles. Assim como John Lennon fez com Yoko Ono, Paul McCartney insistiu para que Linda McCartney se tornasse sua parceira musical e ela, assim como Yoko, recebeu através do anos várias críticas por falta de talento musical. Mas o álbum Ram é considerado por muitos como um dos melhores de sua carreira solo, e a canção “Uncle Albert/Admiral Halsey” foi o maior sucesso comercial do álbum.



[editar] Anos 70: Wings




Ver artigo principal: Wings

Depois do disco solo Ram, ainda em 1971, Paul voltaria a formar uma nova banda, os Wings. Sua nova banda teve durante os anos de sua existência como integrantes fixos Paul McCartney, Denny Laine (ex-Moddy Blues) na guitarra e Linda McCartney nos teclados. Outros integrantes não eram fixos como os três.


Os Wings lançaram seu primeiro trabalho em 1972, Wild Life. No mesmo ano, os Wings apresentaram-se pela primeira vez ao vivo em algumas universidades inglesas. Em 1973, o grupo lançou o álbum Red Rose Speedway. Pela primeira vez a banda atingiria o primeiro lugar nas paradas de sucesso, com este álbum e com a canção “My Love”. No mesmo ano, a banda lançou a canção Live And Let Die, parte da trilha sonora do filme de 007 – James Bond: Viva e Deixe Morrer.


O álbum seguinte foi o álbum de maior sucesso da banda, Band on the Run, eleito o disco do ano. Em 1974, os Wings lançaram o álbum Venus and Mars e no ano seguinte o álbum Wings at the Speed of Sound com a canção “Silly Love Songs”, em resposta a provocação de John Lennon em “How dou you sleep?” do álbum Imagine.


A banda fez uma tournê mundial em 1975-1976 registrada no álbum Wings Over America. Em 1977, a canção “Mull Of Kintyre” se tornou o grande sucesso de Paul McCartney em parceria com Denny Laine. No ano seguinte, a banda lançou o álbum London Town, seu disco mais vendido que trouxe o sucesso “With A Little Luck”. Em 1978 foi a vez do álbum Back to the Egg que contou com a participação de Pete Townshend (The Who), David Gilmour (Pink Floyd), John Paul Jones e John Bonham (ambos do Led Zeppelin) na canção “Rockestra Theme”.


Em 1979, Paul McCartney organizou o show Concert For The People Of Kampuchea. Participaram do show não só os Wings mas como também o Queen, The Who, Pretenders, The Clash e Elvis Costello entre outros. Logo após, o Wings partiu em uma turnê ao Japão, onde Paul McCartney foi preso ao desembarcar no aeroporto por porte de maconha. Era o fim da banda.



[editar] Anos 80



[editar] A morte de John Lennon


Em uma entrevista em 1980, Lennon disse que a última vez que viu McCartney foi quando eles assistiram ao programa de tv Saturday Night Live juntos em maio de 1976, onde Lorne Michaels fez uma proposta de 3.000 dólares para reunir Lennon, McCartney, Harrison e Starr em um show.[22] McCartney e Lennon tinham considerado a proposta mas estavam cansados demais para seguir até o estúdio.[23] Na noite de 9 de dezembro de 1980, McCartney acordou com as notícias do assassinato de John Lennon.[24] A morte de John Lennon criou um frenesi em torno dos outros Beatles vivos.[25] Na tarde de 9 de dezembro , ao sair de um estúdio na Oxford Street, McCartney ficou rodeado de jornalistas perguntado a respeito da morte de John. Paul disse, “Eu estou chocado – isto é uma notícia terrível” e disse ainda que passou o dia no estúdio por não querer ficar em casa sentado sem fazer nada.”[26] Paul foi muito criticado pela frieza com que recebeu a notícia da morte de John Lennon.[27] Em entevista para a revista Playboy em 1984, McCartney disse que ele ficou assistindo ao noticiário na televisão aquela noite e chorou a noite inteira. Ele relembrou ainda do seu último telefonema à John Lennon, pouco após o lançamento do álbum Double Fantasy de John e Yoko. Segundo Paul, no telefonema Lennon disse rindo a Paul, “Esta esposa quer uma carreira!”[28] O termo esposa foi usado em referência ao termo esposo-Lennon que tomou conta do filho durante anos.[29]


Após a morte de John, McCartney voltou ao trabalho mas ficou durante muito tempo sem tocar ao vivo. Ele explicou que isto era devido ao nervosismo de ser o próximo a ser assassinado.[27][30] Isto entrou em desacordo com Denny Laine, que queria continuar a fazer shows.[30][31] Em 1981, seis meses após a morte de Lennon, McCartney fez parte da vocalização do tributo de George Harrison a John, na canção “All Those Years Ago”, junto com Ringo Starr.



[editar] Novos álbuns solo


Seu primeiro álbum solo da década foi o McCartney II, com ênfase em sintetizadores ao invés de guitarras.[32][33] A canção “Coming Up” atingiu o segundo lugar na Inglaterra e primeiro nos Estados Unidos.[34], e “Waterfalls” foi outro Top 10 inglês.


O próximo álbum, foi Tug of War de 1982, que marcou a reunião com o produtor dos Beatles, George Martin,[35] e com Ringo Starr. Paul cantou no álbum em dueto, com Stevie Wonder em “Ebony and Ivory”[36] e fez um tributo a Lennon, “Here Today”. O álbum se tornou um de seus maiores sucessos em toda sua carreira solo. Ringo Starr tocou bateria em “Take It Away”. Carl Perkins cantou em dueto com Paul a canção “Get it” e Stevie Wonder as canções “Ebony and Ivory” e “Whats that youre doing ?”. No mesmo ano, Paul gravou uma canção com o megastar pop emergente Michael Jackson (“The Girl is Mine”), que foi lançada no álbum de Michael, Thriller.


No ano seguinte, Paul lançou o álbum Pipes of Peace e alcançou sucesso com as canções “Pipes of Peace”, “So Bad” e “Say, Say, Say”, esta última em parceria novamente com agora então consagrado Michael Jackson. O álbum trazia novamente a participação de vários artistas além de Michael Jackson como Ringo Starr, Eric Stewart e Denny Laine (ex-Wings), além da produção novamente de George Martin.


McCartney escreveu e atuou no filme de 1984 Give My Regards to Broad Street. A trilha sonora atingiu o Top 10 americano e inglês[37] assim como a canção “No More Lonely Nights” (que contou com a participação de David Gilmor, ex-Pink Floyd na guitarra solo) , mas o filme não se saiu bem comercialmente[38] e recebeu críticas negativas. No filme, atuaram junto a Paul, sua mulher Linda, o ex-beatle Ringo Starr e sua mulher Barbara Bach e a atriz Tracey Ullman. No final do mesmo ano, McCartney lançou a canção “We All Stand Together”, canção principal do desenho animado Rupert and the Frog Song e escreveu e cantou a canção principal do filme Spies Like Us.


A amizade de Paul McCartney e Michael Jackson acabou em pouco tempo. Eles começaram a se tornar amigos na época da gravação das canções “The Girl is Mine” e “Say Say Say”. Após o lançamento de Thriller, Michael tornou-se um dos maiores megastars do mundo pop e acabou comprando o catálogo da Northern Song com isso tornou-se dono dos direitos autorais das canções de Lennon/McCartney, para desgosto de Paul McCartney, que sempre quis comprá-las.


Em 1986, ele lançou o álbum que foi considerado um dos mais fracos de sua carreira solo: Press to Play. E em 1988, lançou Снова в СССР, com canções clássicas do Rock and roll. Foi originalmente um álbum lançado somente na USSR que posteriormente teve seu lançamento mundial.


No final da década de 80, McCartney começou uma parceria com o compositor e músico Elvis Costello.[39] As canções compostas apareceram em vários singles e em álbuns de ambos artistas, destacando-se “Veronica” do álbum Spike de Elvis Cosltello, e “My Brave Face” do Flowers in the Dirt de Paul, ambos lançados em 1989.[40] Este álbum, Flowers in The Dirt, atingiu o primeiro lugar na Inglaterra. Em 1989, McCartney embarcou em sua primeira tournê após a morte de John Lennon e a primeira pelos Estados Unidos após 13 ano, a tournê chamada “The Paul McCartney World Tour” foi documentada no álbum Tripping The Live Fantastic.



[editar] Anos 90


Em abril de 1990, Paul tocou pela primeira vez no Brasil, a apresentação foi no estádio de futebol Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, e bateu o incrível record de público em uma apresentação de um artista solo (184 mil pessoas). No ano seguinte, ele gravou um álbum acústico, Unplugged.


Em 1993, Paul lançou o álbum Off The Ground e a canção “Hope of Deliverance” fez um sucesso modesto. Após o disco, Paul iniciou mais uma grandiosa turnê que percorreu o mundo. Ainda em 1993, ele também lançou o disco ao vivo Paul is Live cuja capa tinha uma referência à lenda surgida no fim dos anos 1960 que dizia que Paul havia morrido e sido substituído nos Beatles por um sósia. A turnê “Paul is Live” foi registrada em vídeo. Vale a pena lembrar que em 1993, Paul voltou ao Brasil fazendo uma “mini-turnê” em São Paulo e Curitiba”.


No ano de 1995, Paul McCartney reuniu-se com os ex-Beatles George Harrison e Ringo Starr para a realização de The Beatles Anthology, que englobou um documentário em vídeo, um livro biográfico e três CDs duplos com algumas canções inéditas (gravadas na época da existência do conjunto na década de 60) e canções conhecidas em versões diferentes. Eles também criaram duas novas canções: “Free as a Bird” (1995) e “Real Love” (1996) que mixava a voz do ex-beatle John Lennon junto com os outros integrantes.


Em 1997, Paul lançou o álbum Flaming Pie. O álbum foi o primeiro a atingir o Top 10 das paradas de sucessos americanas depois do lançamento de Tug of War. Pelo álbum, McCartney seria indicado ao Grammy. No ano seguinte, Linda McCartney morreria de câncer de mama.


Em 1999, lançou o álbum Run Devil Run com canções clássicas do rock. No final da década, Paul novamente se envolveu em uma discussão com a viúva de Lennon. Ao lançar um disco, Paul queria inverter os créditos das canções de Lennon/McCartney para McCartney/Lennon, alegando que as canções em questão eram de sua autoria na época dos Beatles. Yoko Ono não aceitou a inversão.



[editar] 2000 – atual



Paul McCartney no Live 8.

Paul McCartney no Live 8.

Em 2001, Paul McCartney lançou uma coletânea contendo as melhores canções dos Wings, Wingspan, e um documentário sobre a banda em DVD com o mesmo nome. No fim do ano, ele organizou The Concert for New York City, um espetáculo em resposta aos ataques de 11 de setembro[41] . Participaram do show realizado no Madison Square Garden de Nova York o grupo The Who, Eric Clapton, Billy Joel e Elton John, entre outros.


No fim do ano, Paul recebeu a notícia do falecimento de George Harrison. Após a morte de George, Paul tocou em homenagem algumas vezes composições de George em seus shows, incluindo “For your Blue”, Something, “While My Guitar Gently Weeps” e “All Things Must Pass”.


Com o lançamento do disco Driving Rain ainda em 2001, Paul iniciou uma turnê em 2002 que acabou sendo registrado em disco e em DVD chamado Back in The US. Ele ainda compôs e gravou a canção título para o filme Vanilla Sky, e foi indicado ao Oscar de melhor canção mas não venceu.[42]


Durante esses últimos anos, Paul realizou espetáculos que entraram para a história. Apresentou-se duas vezes na partida final do Super Bowl (em 2002 e 2005), finalizou o show em comemoração ao Jubileu da Rainha da Inglaterra Party at the Palace, participou de uma homenagem feita ao ex-beatle George Harrison no Royal Albert Hall em Londres (Concert for George em 2002), fez o primeiro show da história da canção no Coliseu de Roma, apresentou-se pela primeira vez em Moscou (em 2003), tocou no famoso festival inglês Glastonbury Festival (em junho de 2004), tocou no Rock in Rio Lisboa (em 2004) e abriu e finalizou o show do Live8 (em julho de 2005).


No ano de 2005, Paul lançou o disco Chaos and Creation in the Backyard, que foi indicado ao Grammy de melhor álbum.


Em 2007, Paul oficialmente saiu da Capitol Records e ingressou para a rede de cafés Starbucks[43] com o seu selo musical ” Hear Music”, lançando o álbum Memory Almost Full no dia 4 de junho. Para promover o álbum, Paul apareceu no comercial da Apple Computer, iPod+iTunes.


No dia 26 de junho de 2007, McCartney apareceu no programa de Larry King da rede CNN com Ringo Starr, Yoko Ono Lennon, Olivia Harrison e Guy Laliberté para promover o “Revolution Lounge” situado em Las Vegas, Nevada e comemorar um ano do aniversário da apresentação LOVE do Cirque Du Soleil. [44]



[editar] Outras atividades



[editar] Música clássica


Paul McCartney desenvolveu outros interesses fora o rock. Em 1991, ele lançou seu primeiro álbum de música clássica, o Liverpool Oratorio. O álbum foi composto em colaboração com Carl Davis para comemorar o 150 aniversário do The Royal Liverpool Philharmonic Orchestra. Em 1997, Paul lançou seu segundo álbum clássico, o Standing Stone. Em 2000, Paul lançou A Garland For Linda, um álbum em homenagem a Linda e que contou com composições não só de Paul mas de outros nove compositores contemporâneos. Em 2006 foi a vez do lançamento de Ecce Cor Meum.



[editar] Música eletrônica


Em 1995, Paul gravou uma série de programas de rádio chamado Oobu Joobu que acabou gerando um série de álbuns bootlegs. Na década de 90, Paul trabalhou em um projeto de música eletrônica com o pseudônimo de The Fireman lançando dois álbuns, Strawberries Oceans Ships Forest (em 1993) e Rushes (em 1998).



[editar] Literatura


Em 1984, Paul escreveu e produziu a animação Rupert and the Frog Song. Em 2001, Paul lançou o livro Blackbird Singing com poemas alguns dos quais letras de canções suas. Em 2005, lançou o livro infantil High In The Clouds: An Urban Furry Tail.



[editar] Ativismo


Paul e Linda McCartney se tornaram defensores da comida vegetariana e dos direitos dos animais, tendo até participado de um episódio da série “Os Simpsons” relacionado ao tema [[2]]. Em 1999, Paul gastou 3 milhões de libras para garantir que a comida de Linda fosse isenta de modificações feitas pela engenharia genética. Após o casamento de Paul com Heather Mills, ele passou a apoiar a campanha contra minas terrestres. Eles foram patronos da Adopt-A-Minefield.



[editar] Negócios


Paul McCartney é um dos homens mais ricos da Inglaterra, seu patrimônio é avaliado em 670 milhões de libras. Em 1975, Paul fundou a MPL Comunications (“McCartney Productions Limited”) que cuida de seus direitos autorais e também possui um catálogo de outros músicos entre eles Buddy Holly e Meredith Willson.



[editar] Vida pessoal



[editar] Namoro com Jane Asher


Paul McCartney foi o último beatle a se casar. Ele namorou por 5 anos a atriz, Jane Asher, de quem acabou ficando noivo. Porém o noivado acabou em 1968. Paul conheceu Jane quando os Beatles foram se apresentar no Royal Albert Hall em 1963[45]. Ela foi entrevistá-los para a BBC. Pouco tempo depois, os dois engataram um namoro[46]. Não demorou muito para Paul conhecer a família de Jane. O Pai de Jane era médico e ela tinha dois irmãos, Peter e Clare[47]. Paul acabou indo morar com os Asher o que durou três anos. Em 1965, Paul comprou uma residência na 7 Cavendish Avenue por 40.000 libras[48]. Paul escreveu diversas canções inspirado em Jane como por exemplo “And I Love Her”, “You Wont See Me”, e “Im Looking Through You”.[49]


No dia 25 de dezembro de 1967, McCartney e Jane Asher anunciaram o noivado, logo após ela o acompanhou em uma viagem para a Índia. Ela terminaria o noivado pouco tempo depois, em 1968, após voltar de Bristol e encontrar Paul na cama com outra mulher.[50]



[editar] Casamento com Linda Eastman


Em 1967, Paul conheceu Linda Eastman, uma fotógrafa norte-americana, antes do fim de seu noviado com Jane Asher, em um clube noturno de Londres. Ela estava em Londres para tirar fotos de músicos ingleses ligados ao Swinging London. Após o rompimento de Paul e Jane, ele se encontrou com Linda em Nova York na ocasião do anúncio do lançamento da Apple Corps[51]. Não demorou muito para os dois começarem um relacionamento.


Em 12 de março de 1969, ele se casou com Linda e adotou a filha dela, Heather. Com Linda, Paul teve três filhos: Mary (nascida em 1969), Stella (nascida em 1971) e James (nascido em 1977). Após a separação dos Beatles, Linda se tornou parte da carreira de Paul. Fez parte da banda Wings, tocou piano em shows e discos solos de Paul.


Em 1998, Linda morreu de câncer no seio em Tucson, Arizona. Na época houve rumores que sua morte foi eutanásia[52] porém Paul sempre negou isso. [52][53]


Atualmente, Paul McCartney têm quatro netos frutos de seu casamento com Linda. Mary têm dois filhos (Arthur Alistair Donald nascido em 3 de abril de 1999 e Elliot Donald nascido em 1 de agosto de 2002) e Stella têm um filho (Miller Alasdhair James Willis nascido em 25 de fevereiro de 2005) [54] e uma filha (Bailey Linda Olwyn Willis nascida em 8 de dezembro de 2006).[55]



[editar] Casamento com Heather Mills


Em 11 de junho de 2001, Paul se casou com a modelo Heather Mills. Eles se casaram no Castelo Leslie na Irlanda em uma recepção para 300 convidados. Em 2003, nasceu a primeira e única filha do casal, Beatrice. Em 17 de maio de 2006, sites na internet anunciaram a separação do casal. Em entrevista para o Evening Standard no dia 18 de maio de 2006, Heather respondeu às acusações de ter se casado por dinheiro alegando não ser uma golpista. Em publicação do jornal inglês “The Sun” foi revelado fotos que Heather teria trabalhado em um filme pornô. Quando a separação do casal chegou aos tribunais pela partilha dos bens, Heather alegou publicamente que apanhava de Paul ele também alegou o mesmo. Em 2007, eles fizeram um acordo. A imprensa anunciou que provavelmente Paul pagou 32 milhões de libras pelo divórcio. No entanto a batalha judicial chegou ao fim em 17 de março de 2008, em que um juiz britânico decidiu que Paul deveria pagar à ex-mulher a quantia de 24,3 milhões de libras (equivalentes a 48,6 milhões de dólares). Segundo o tablóide “Daily Mail”, o músico chegou a oferecer a Mills a soma de 55 milhões de libras esterlinas (110 milhões de dólares) para evitar que sua filha Béatrice, de quatro anos, passasse por uma longa batalha judicial.



[editar] Discografia



  • Para os discos com os Beatles, ver a página consagrada ao grupo.


  • Anos 60

    • The Family Way (1967)




  • Anos 90

    • Tripping The Live Fantastic (1990)
    • Tripping The Live Fantastic – Highlights! (1990)
    • Unplugged (The Official Bootleg) (1991)
    • Liverpool Oratorio (1991)
    • Off The Ground (1993)
    • Paul is Live! (1993)
    • Strawberries, Oceans, Ships, Forest (1993) – como The Fireman
    • Flaming Pie (1997)
    • Standing Stone (1997)- música clássica
    • Rushes (1998)
    • Run Devil Run (1999)
    • Working Classical (1999)
    • Band On The Run (25th Anniversary Edition) (1999)



  • Coletânea:

    • Wings Greatest (1978)
    • All the Best! (1987)
    • Wingspan (2001)


[editar] Videografia



  • Somente Paul McCartney

    • Give My Regards to Broad Street (1983)
    • Put It There
    • Get Back (1990)(show)
    • Paul is Live (1993)(show)
    • Liverpool Oratorio (show)
    • Standing Stone (show)
    • Live at Cavern Club (1999)(show)
    • Back in The U.S. (2002)(show)
    • Live in Red Square (2003) (show)
    • The Space Within US (2006)(show)
    • The McCartney Years (2007) (Documentário; cenas nos bastidores; videos e shows)


  • Com o Wings:

    • Rockshow (1976)(show)
    • Wingspan (2001)(documentário)


  • Participações em espetáculos:

    • Music for Montserrat
    • Knebworth
    • Paul McCartney and Friends
    • The PETA Concert for Party Animals
    • Concert for NYC
    • Party at The Palace
    • Saturday Night Live, Vol4
    • Concert for George
    • Live 8 Em 2005
    • Live Aid Em 1985


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