Quem é peter dennis blandford townshend

 (Chiswick, Londres, 19 de maio de 1945) Nascido em uma família musical (seu pai Cliff foi saxofonista profissional e sua mãe Betty uma cantora), Townshend demonstrou desde cedo fascinação pela música. Ainda criança foi exposto ao rock and roll americano, ganhando de sua avó aos 12 anos seu primeiro violão.


Em 1961 Townshend matriculou-se na Ealing Art School e, um ano depois, ele e John Entwistle, um antigo colega da Acton County Grammar School, fundaram sua primeira banda, The Confederates, um dueto de Dixieland apresentando Townshend no banjo e Entwistle no trompete. A partir daí eles passaram por outros grupos, finalmente entrando para o The Detours, uma banda de skiffle encabeçada pelo metalúrgico Roger Daltrey que, sob a liderança de Townshend, transformaria-se mais tarde no The Who. Pouco tempo depois eles foram atraídos pelo publicitário mod Peter Meaden, que os convenceu a mudar seu nome para The High Numbers e assumir um estilo mod. Depois de lançar um compacto (“Zoot Suit”), eles assinaram contrato com dois novos empresários, Chris Stamp e Kit Lambert. Era o início da carreira do The Who.


 


Depois de alguns meses o The High Numbers voltou a se chamar The Who. Os primeiros compactos que Townshend compôs para a banda, como “I Cant Explain”, “Substitute” e “My Generation”, combinavam um senso lírico irônico e psicologicamente astuto com uma música impactante, às vezes crua, uma mistura que se tornaria a marca registrada da banda. Durante os primórdios do The Who, Townshend se tornou conhecido por seu estilo excêntrico no palco, frequentemente interrompendo os shows para dar longas explicações sobre as músicas, girando seu braço direito contra as cordas da guitarra e às vezes destruindo completamente seu instrumento. Embora a primeira guitarra tenha sido quebrada por acidente, a destruição no palco se tornaria uma rotina nas apresentações da banda. Townshend, sempre volúvel em suas entrevistas, relacionaria mais tarde essa rotina com as teorias do pintor austríaco Gustav Metzeger sobre a arte auto-destrutiva, as quais ele foi exposto na escola de arte.


 


O The Who ainda continua a se apresentar, apesar da morte de dois de seus integrantes originais. Eles são considerados por muitos críticos de rock como uma das melhores bandas do final dos anos 60 e começo dos 70, resultado de uma combinação única de volume no talo, carisma, uma ampla variedade de ritmos e um som altamente energético que se alternava entre acordes estritamente necessários e improvisos generosos.


 


Townshend se destacou como compositor principal do grupo, contribuindo com mais de 100 canções espalhadas entre os 10 álbuns de estúdio da banda. Entre seus trabalhos mais conhecidos está a criação de Tommy, para o qual o termo “ópera rock” foi criado, além da inovação no uso de feedback e a introdução do sintetizador como um instrumento de rock. Townshend revisitou a técnica de contar histórias em álbuns várias vezes durante sua carreira, e permanece como o músico mais associado ao formato de ópera-rock. Townshend também demonstrou um talento prodigioso na guitarra, sendo de importância primordial no desenvolvimento de um estilo único que combinava aspectos de guitarra rítmica e base numa mistura característica de abandono e sutileza.


 


Townshend foi casado com Karen Astley de 1968 a 1994. Eles tiveram três filhos, Emma (nascida em 1969), Aminta (nascida em 1971) e Joseph (nascido em 1989). Embora separado, o casal não se divorciou oficialmente. Pete vive atualmente em Richmond, Inglaterra, com a cantora e pianista Rachel Fuller.


 


 


Influências


Entre as maiores influências de Townshend na guitarra estão Link Wray, John Lee Hooker e Hank Marvin do The Shadows. No final dos anos 70 ele teve a chance de tocar com seu herói Hank Marvin durante as sessões da Rockestra de Paul McCartney, juntamente com outros respeitáveis músicos como David Gilmour, John Bonham e Ronnie Lane.


 


 


Religião


No final dos anos 60, Townshend tornou-se seguidor do místico indiano Meher Baba, que fundia em sua fé elementos do misticismo budista e sufi com cristianismo tradicional. Os ensinamentos de Baba foram a fonte primordial de inspiração de muitos de seus trabalhos, incluindo Tommy e o cancelado projeto Lifehouse. A canção “Baba ORiley”, composta para Lifehouse e posteriormente lançada em Whos Next, foi nomeada a partir de Meher Baba e do compositor minimalista Terry Riley. Embora os ensinamentos de Baba exijam abstinência de álcool e drogas, Townshend se envolveu em vários escândalos devido ao abuso dessas substâncias.


 


 


Perda de audição


Townshend sofre de surdez parcial e tinitus como resultado da exposição frequente à música em volume alto através de fones de ouvido e em shows. Em 1989, ele contribuiu para a fundação da H.E.A.R. (Hearing Education and Awareness for Rockers), organização sem fins lucrativos que atua na divulgação e prevenção de problemas auditivos entre músicos.


Além de seu trabalho com o Who, Townshend têm gravado esporadicamente como artista solo. Entre 1969 e 1971 ele, juntamente com outros seguidores de Meher Baba, gravou um trio de álbuns obscuros dedicados aos ensinamentos do guru – I Am, Happy Birthday e With Love. Em resposta à ampla pirataria, ele compilou os melhores momentos desses três (e “Evolution”, uma colaboração com Ronnie Lane), e lançou seu primeiro álbum solo, Who Came First, de 1972. Who Came First obteve sucesso moderado e trazia demos de canções do Who, além de demonstrações de seu talento ao violão. Pete voltaria a colaborar com Ronnie Lane, baixista do The Faces e também devoto de Meher Baba, em um álbum em dueto (Rough Mix, de 1977). O maior sucesso solo de Townshend, entretanto, veio após a morte do baterista Keith Moon em 1978, com Empty Glass (lançado em 1980). A seguir veio All The Best Cowboys Have Chinese Eyes (1982). Durante o restante dos anos 80 e princípio dos 90, Townshend voltaria aos experimentalismos com a ópera-rock e formatos similares, lançando alguns álbuns baseados em histórias como White City: A Novel (1985), The Iron Man: A Musical (1989) e Psychoderelict (1993). Ele gravou também diversos álbuns ao vivo, incluindo um com o supergrupo Deep End, que apresentou apenas três concertos e um show de TV para angariar fundos para uma organização de caridade de apoio a viciados.


 


 


Trabalho literário


Embora mais conhecido por sua carreira musical, Pete Townshend se envolveu ostensivamente com o mundo literário, escrevendo artigos em jornais e revistas, resenhas de livros, ensaios e roteiros.


 


Em 1977 ele fundou a Eel Pie Publishing, editora especializada em títulos infantis e musicais, além de publicações relacionadas a Meher Baba. O primeiro lançamento foi The Story of Tommy, livro escrito por Townshend em parceria com seu antigo colega de escola de arte Richard Barnes. Tratava da composição da ópera-rock de 1969 e a realização do filme de 1975 dirigido por Ken Russell.


 


Em 1984, Townshend publicou uma antologia de contos chamada Horses Neck (13 no Brasil). Em 1993, ele e Des MacAnuff escreveram e dirigiram uma adaptação para a Broadway do álbum Tommy, assim como uma fracassada versão em musical de The Iron Man, baseada no livro de Ted Hughes. Atualmente ele se dedica a completar sua autobiografia.


 


 


Retorno ao Who


Desde o final dos anos 80, Townshend vem participando de uma série de concertos e turnês de reunião e despedida com o The Who, incluindo uma turnê em 2002 realizada logo após a morte do baixista Entwistle.


 


Em setembro de 2005, Townshend deu início a um blog para a divulgação em capítulos de um romance semi-autobiográfico entitulado The Boy Who Heard Music, declarando que a história serviria de pano de fundo ao primeiro álbum de inéditas do Who desde 1982. Em meados de dezembro de 2005, Bill Curbshley, empresário da banda, anunciou para 2006 a última turnê em larga escala do grupo, com datas pela Europa, América do Norte, Japão, Austrália e América do Sul. Em outubro de 2006, Endless Wire foi lançado.


 


 


Problemas com a lei


Como parte das investigações da “Operation Ore”, Townshend foi acautelado pela polícia britânica em 2003 após usar um cartão de crédito para acessar o website Landslide, que supostamente divulgava pornografia infantil.[2][3] Ele afirmou à imprensa e em seu site que estava engajado em uma pesquisa para A Different Bomb (o projeto de um livro atualmente abandonado, baseado em um ensaio anti-pornagrafia infantil publicado em seu site em janeiro de 2002), para sua autobiografia e como parte de uma campanha contra a pornografia infantil. A polícia realizou buscas em sua casa e confiscou 14 computadores e outros objetos, e após quatro meses de análises as investigações confirmaram não haver evidências de imagens de abuso infantil entre o material apreendido. Conseqüentemente, a polícia ofereceu o acautelamento, ao invés de entrar com ações legais, divulgando a seguinte declaração: “Depois de quatro meses de investigação pelos departamentos do grupo de proteção infantil da Scotland Yard, foi concluído que o Sr. Townshend não estava de posse de qualquer tipo de imagens de abuso infantil.” Em uma declaração divulgada por seu porta-voz, [4] Townshend disse, “Eu aceito que errei ao acessar esse site, e, ao fazê-lo, transgredi a lei, e eu aceitei o acautelamento que me foi dado pela polícia.” Como conseqüência legal por ter aceito o acautelamento, Townshend foi incluído na lista de “Violent and Sex Offender Register” por cinco anos.[5] Normalmente isso seria para impedir viagens para fora do país, mas no caso de Townshend as restrições foram diminuídas, permitindo suas várias apresentações com o The Who desde o recebimento do acautelamento.


 


Um investigador, em pesquisas posteriores, afirmou que Townshend foi “falsamente acusado”.[6] Após obter cópias dos discos rígidos do site que originou a acusação e traçar as ações de Townshend, o jornalista investigativo Duncan Campbell escreveu na revista PC Pro, “Sob pressão da mídia em seu encalço, Townshend parece ter confessado algo que ele não fez”. Campbell afirma que a única evidência contra Townshend é que ele acessou apenas um site entre os diversos oferecidos pela Landslide, e que este não era ligado à pornografia infantil.[7]


 


 


Discografia solo


 


Álbuns de estúdio


Who Came First (1972)


Rough Mix (com Ronnie Lane) (1977)


Empty Glass (1980)


All the Best Cowboys Have Chinese Eyes (1987)


White City: A Novel (1985)


The Iron Man: A Musical (1989)


Psychoderelict (1993)


 


Ao vivo


Deep End Live! (1986)


A Benefit For Maryville Academy (1999)


The Oceanic Concerts (com Raphael Rudd) (2001)


Magic Bus – Live From Chicago (2004)


 


Ao vivo – lançamentos de arquivo


Live > Sadlers Wells 2000 (2000)


Live > The Empire 1998 (2000)


Live > The Fillmore 1996 (2000)


Live > La Jolla Playhouse 22/06/01 (2001)


Live > La Jolla Playhouse 23/06/01 (2001)


Live > Bam 1993 (2003)


Live > Brixton Academy 85 (2004)


 


Coletâneas


Scoop (1983)


Another Scoop (1987)


Coolwalkingsmoothtalkingstraightsmokingfirestoking – The Best Of Pete Townshend (1996)


Lifehouse Chronicles (box set de 6 CDs) (2000)


Lifehouse Elements (2000)


Scoop 3 (2001)


Scooped (2002)


Anthology (vulgo Gold) (2005)


The Definitive Collection (2007)

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