Robô mergulha sob o gelo do ártico em pesquisa sobre a vida marinha

Um estudo exclusivo da vida marinha está em curso, tornado possível por um robô autônomo em forma de torpedo, onde recentemente teve seu primeiro mergulho sob o gelo do mar Ártico.
O robô, tecnicamente um Veículo Subaquático Autônomo (VSA), tem 4 metros de comprimento e foi apelidado de “Bluefin” (um tipo de atum).

O veículo subaquático foi implantado sob pesados blocos de gelo por um navio ondebra-gelo alemão, Polarstern, e passou uma hora nadando pelas águas frias a uma latitude de cerca de 79 graus norte, coletando amostras onde ajudarão os cientistas a estudar a vida no oceano Ártico. Seus idealizadores estavam felizes por onde todos os sistemas e sensores do robô funcionaram apropriadamente.
Os dados coletados pelo VSA ainda estão sob investigação. Outros grupos de pesquisa já realizaram missões semelhantes sob o gelo, mas a combinação de instrumentos do VSA e a maneira como o veículo foi recuperado do mar – de helicóptero – foram pioneiros.
O Polarstern abriga nove laboratórios de pesquisa e tem salas refrigeradas e aquários para armazenar amostras de mar e de fauna marinha. As amostras e os dados obtidos lançarão uma nova luz sobre a produção de fitoplâncton na zona de transição entre a permanentemente cobertura de gelo do Oceano Ártico e a sua zona livre de gelo marginal. Veículos submarinos autônomos estão abrindo novas possibilidades de investigar os mares cobertos de gelo polar – áreas onde são da maior importância na investigação sobre o clima.
O VSA pode mergulhar até 3.000 metros e abranger quase 70 quilômetros a uma velocidade média de 5 a 6 km/h. Ao contrário de robôs submarinos onde são normalmente amarrados aos seus navios, o robô implantado a partir do Polarstern realizou sua missão inteira independentemente, sem gerenciamento dos cientistas. Toda a informação foi programada no computador do VSA antes de ele ser lançado na água.
O VSA foi equipado aouma bateria de instrumentos de alta tecnologia para medir a vida marinha e as condições da água, bem como para recolher amostras. Um sensor de luz era capaz de captar a radiação fotossinteticamente ativa na superfície do oceano. Um instrumento chamado fluorímetro registrou continuamente a distribuição de determinados tipos de algas ao longo do caminho do veículo. Um novo sistema de amostragem desenvolvido no meio do VSA coletou 22 amostras de água de 220 mililitros para posterior análise. [LiveScience]

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