Sua microrregião vive um processo de urbanização e pode ser elevada a região

Visão Geral
Rua no Centro de Guaratinguetá.
Rua no Centro de Guaratinguetá.

Guaratinguetá é a cidade mais velha do Vale do Paraíba, fundada em 1630[3]. Já foi o maior município da região do Vale em tamanho e em população[3]. Hoje é a segunda cidade mais importante da região, atrás apenas de São José dos Campos; passando a frente de cidades maiores como Taubaté, Jacareí e Pindamonhangaba [4].

Guaratinguetá é a 65º melhor cidade para se viver no Brasil [5], é considerada a mais tranquila do Vale do Paraíba, além de ter o melhor índice de distribuição de renda de sua mesorregião[5]. É também considerada a cidade mais rica em história e cultura do Vale[3], Guaratinguetá é um importante centro de comércio local, abastecendo os municípios vizinhos e o Sul de Minas Gerais [2]. Guaratinguetá abriga o maior complexo químico da América Latina [6], a BASF, além de ter em seu território diversas indústrias. Também fazem parte do setor econômico a Agropecuária e o Turismo, o último se intensificou após a canonização de Frei Galvão como o primeiro santo brasileiro.

A cidade é recortada pelo Rio Paraíba do Sul, e pelo Ribeirão de Guaratinguetá, o último responsável pelo abastecimento de água do município. A urbanização no município aumento após a inauguração da Rodovia Presidente Dutra que recorta a cidade[3]; que vive hoje um intenso processo de urbanização, que acaba muitas vezes gerando problemas urbanos. Com uma taxa de crescimento anual de 1,27%[7], Guaratinguetá mostra que no decorrer dos séculos sua importância regional não diminuiu.

[editar] História[3]

Desde de o início de seu povoamento, em 1600, Guaratinguetá teve em seu território uma grande quantidade de garças que marcavam a paisagem[3]. Os índios dominavam as terras da cidade até a chegada dos brancos; estes chegam à cidade em 1628, através da doação a Jacques Félix e seus filhos, de terras no Vale do Paraíba. Em torno da antiga capela de Santo Antônio (hoje Catedral), é que se desenvolveu a cidade de Guaratinguetá. No ano de 1651, foi elevada a Vila, pelo Capitão Domingos Luiz Leme.

[editar] Século XVIII[3]

Por sua localização, Guaratinguetá era ponto de passagem para Minas Gerais e para as vilas de Taubaté e São Paulo, além de ser ponto de partida para Parati. Durante as primeiras décadas do século XVIII, a cidade teve importante participação no ciclo do ouro em Minas Gerais. Foi o principal centro abastecedor do território mineiro, e para lá mandou vários bandeirantes, juntamente com os bandeirantes de Taubaté e de Pindamonhangaba. Nessa época a cidade recebeu uma Casa de Fundição de Ouro, que mais tarde foi transferida para Parati. A economia da cidade, porém era pequena, e a cidade não era grande; todo setor econômico era voltado para o comércio de beira de estrada. Em 1765, Morgado de Mateus, Governador da Capitania na época, nomeou Guaratinguetá para ser sede do Segundo Grupo de Infantaria e do Segundo Corpo de Dragões de Guaratinguetá e Vilas do Norte. No século XVIII, também foi achada no Rio Paraíba a imagem de Nossa Senhora Aparecida, hoje Padroeira do Brasil. Em 1739, nasce em Guaratinguetá Antônio Galvão de França – Frei Galvão, primeiro Santo brasileiro. Durante o século XVIII novos templos religiosos se ergueram na cidade como é o caso da igreja de Nossa Senhora do Rosário. No final do século XVIII, Guaratinguetá perde uma grande parte de seu território, com a emancipação de Cunha. Também no final do século, a economia da cidade começa a crescer, juntamente com a produção da Cana-de-Açúcar, que passa a ser a principal fonte de renda de Guaratinguetá. E com a sua grande produtividade de açúcar, a cidade se torna na época uma das principais vilas da Capitania de São Paulo.

[editar] Século XIX[3]

No século XIX, o Príncipe Dom Pedro pernoita na cidade em 19 de agosto de 1822, durante sua caminhada para a Independência do Brasil. O Café entra no século XIX como a principal economia da cidade, do Vale do Paraíba e Brasil, já que os engenhos de cana-de-açúcar começam a entrar em declínio. O desenvolvimento do café atinge em 1886, apenas em Guaratinguetá, 350 mil arrobas anuais. Junto com o progresso do café, vem o desenvolvimento econômico, político, social e urbano á vila, que em 1844 era elevada a categoria de cidade, e logo depois no ano de 1852 a categoria de comarca . A população da cidade aumentou com a vinda de escravos, que trabalhavam nas plantações. A cidade começou a viver um período de embelezamento com a iluminação das ruas através dos lampiões, e perto da Matriz, atual Catedral, foi instalado um gasômetro para a iluminação do templo. Nessa época chegam a cidade as primeiras escolas para moças, e em 1858 é inaugurado o jornal “O Mosaico”, tornando Guaratinguetá a primeira cidade do Vale do Paraíba a ter um jornal. O comércio teve grande desenvolvimento, trazendo mercadorias importadas da Europa para a cidade, mercadorias trazidas através do porto de Parati . Por duas vezes a cidade foi visitada pela Família Imperial, em 1868 e em 1884. Em 1860, a cidade envia para a Guerra do Paraguai voluntários da Pátria, Guardas Nacionais e escravos oferecidos a serviço de guerra.
Estação Ferroviária de Guaratinguetá, agora em reformas.
Estação Ferroviária de Guaratinguetá, agora em reformas.

Em 1869, Guaratinguetá recebe a Santa Casa de Misericórdia, regida na época pela Irmandade dos Passos, que também em 1855 tinha dado origem ao Cemitério dos Passos. A estrada de Ferro é inaugurada na cidade em 1877, ligando Guaratinguetá à Corte do Rio de Janeiro e a São Paulo. Data da mesma época a criação de um Clube Republicano, junto à intensa atividade abolicionista. Funda-se em 1882 o Clube Literário de Guaratinguetá e a Banda Municipal da União Beneficente. Com a abolição da escravatura, o município busca a colaboração estrangeira para o cultivo do solo. Em 1892 ocorre a instalação da Colônia do Piaguí, com a integração de mão de obra de imigrantes italianos, austríacos, alemães, suecos, belgas, franceses e poloneses. No final do século XIX, a cidade contava com duas agências consulares, uma da Itália e a outra de Portugal. Nesta mesma época, ocorre a inauguração do Teatro Carlos Gomes (atual prefeitura), a construção da ponte metálica, que ligava a cidade ao bairro do Pedregulho, a inauguração do Banco Popular, do Mercado Municipal, da Caixa d’Água e da rede de esgoto urbano. Nessa mesma época, é fundado na cidade o primeiro Grupo Escolar, no edifício Dr. Flamínio Lessa.

[editar] Século XX[3]

O século XX inicia-se com o alteamento das torres da Catedral. Em 1901, é construída a igreja de Nossa Senhora da Piedade no distrito de Roseira, que fazia até então parte de Guaratinguetá. No ano de 1902, ocorre à instalação da Escola Complementar e depois da Escola Normal, para a formação de professores. Nesta época também há a criação do Ginásio Nogueira da Gama e do seu internato. A Escola de Comércio, Escola de Farmácia e a de Odontologia, são fundadas na cidade. Com a abertura das escolas, principalmente, da Escola Normal, Guaratinguetá torna-se na época, um importante centro de cultura, pois atraia para a cidade estudantes e professores vindos de diversas regiões do estado e de Minas Gerais . A rede de energia elétrica é inaugurada na cidade, em 1905, e com isso é instalado uma linha de bonde elétrico, ligando Guaratinguetá até o seu antigo distrito de Aparecida, o bonde deixa de funcionar em 1952. Por volta de 1915, são inauguradas na cidade mais duas casas de espetáculos, o Parque-Cinema e o Cine Homero Ottoni. Ocorre também a criação do Cine Teatro Central, e a formação da Associação Esportiva de Guaratinguetá, a criação do Clube de Regatas (onde hoje é a Câmara Municipal), além de um Derby e um Jockei Clube. No século XX, também ocorre o decline da produção de café no Vale do Paraíba. A cultura cafeeira cede lugar à prática da agropecuária extensiva. Começa a pecuária leiteira no município, e em poucas décadas, Guaratinguetá se torna uma das maiores bacias leiteiras do Brasil. No ano de 1928, Guaratinguetá perde os territórios de Aparecida e de Roseira, e no ano de 1991, perde seu ultimo distrito, o de Potim. O desenvolvimento da economia do município, fez com que surgissem na cidade as primeiras associações de classe, como a Associação dos Empregados do Comércio, a Associação Comercial e Industrial de Guaratinguetá, a União Produtora de Laticínios, a Cooperativa de Laticínios de Guaratinguetá, a Associação Agro-Pecuária, além da fundação de uma Loja Maçônica e de uma Caixa Rural. No século XX a cidade começa seu processo de industrialização, com a fundação da Fábrica de Cobertores e Companhia de Fiação e Tecidos de Guaratinguetá, em 1914. Em 1920, Monsenhor Filippo, funda a União dos Operários Católicos, e ainda a Sociedade Operária de Guaratinguetá. A atividade industrial cresce em Guaratinguetá com a abertura da Rodovia Presidente Dutra, em 1950. No parque industrial da cidade, juntamente com as industrias de laticínios, de fiação e de tecelagem, desenvolveram-se industrias de produtos químicos, de mecânica pesada, de papel, entre outras. Na área educacional, chegam à cidade o SENAC “Nelson Antônio Mathídios dos Santos”, a FATEC (Faculdade Tecnológica), ocorre a criação dos Museus Frei Galvão e Rodrigues Alves. No final do século, com a Beatificação de Frei Galvão, a atividade turística, começa a aumentar no município.

[editar] Toponímia
Escultura de garças no Centro Expandido de Guaratinguetá
Escultura de garças no Centro Expandido de Guaratinguetá

De origem indígena, Guaratinguetá significa “Terra das Garças Brancas”. Muitos confundem o significado do nome com “Reunião das Garças Brancas”, o que é errado. Recebeu esse nome pela grande quantidade de garças existente nos domínios da cidade. Guaratinguetá, mais conhecida como “Guará”, também é facilmente confundida com o município de Guará no interior do Oeste paulista.

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