Suzane carvalho

Talento feminino nas pistas

Nascida numa família de artistas, com um ano e meio já trabalhava. Fez comerciais (250), teatro, cinema e telenovelas. Participou de todos os tipos de produções musicais, comédias, dramas e foi produtora de teatro. No automobilismo, uma carreira de lutas, mas também de muito sucesso, com diversos títulos. Um exemplo de força e coragem. Confira essa entrevista exclusiva que Suzane Carvalho concedeu para o editor do Portal Brasíl® no site “www.mulherbrasileira.com.br” , aqui disponibilizada com exclusividade:

Nascida numa família de artistas, com um ano e meio já trabalhava. Fez comerciais (250), teatro, cinema e telenovelas. Participou de todos os tipos de produções musicais, comédias, dramas e foi produtora de teatro. No automobilismo, uma carreira de lutas, mas também de muito sucesso, com diversos títulos. Um exemplo de força e coragem. Confira essa entrevista exclusiva que Suzane Carvalho concedeu para o editor do Portal Brasíl® no site
“www.mulherbrasileira.com.br”
, aqui disponibilizada com exclusividade:

PBr: Por que você, como atriz, optou por um mundo tão diferente do que atuava? Valeu a pena?

Eu não pensei. Sempre tive vontade de pilotar. Alimentei esse sonho achando que era uma coisa impossível de ser realizada. Quando vi a oportunidade de pilotar, não parei mais. E é claro que vale a pena! Afinal, faço o que gosto e sou feliz com isso. Financeiramente não consegui ganhar 1 centavo, mas chego lá…


PBr: Quais são as maiores dificuldades que uma mulher tem num “mundo” onde as mulheres são exceção?
A minha maior dificuldade é a mesma se fosse um piloto homem: conseguir patrocínio. Afora isso, o que existe de preconceito não me atinge, pois estou fazendo o que quero, onde quero. Quer dizer… já me atingiram nas pistas várias vezes por ser mulher. Mas os maus pilotos, ou os pilotos sem caráter sempre vão achar alguma razão para jogar alguém fora da pista, independentemente do sexo.

PBr: Você acredita no ditado machista de que os homens são melhores do que as mulheres ao volante? Comente essa situação nas pistas e no trânsito brasileiro.

Claro que não! Dirigir depende de sensibilidade, sensatez, respeito, paciência. Nas pistas, tudo isso e mais reflexo. Nada disso está ligado ao sexo.

PBr: Você acredita no ditado machista de que os homens são melhores do que as mulheres ao volante? Comente essa situação nas pistas e no trânsito brasileiro.

Claro que não! Dirigir depende de sensibilidade, sensatez, respeito, paciência. Nas pistas, tudo isso e mais reflexo. Nada disso está ligado ao sexo.

PBr: Na hora de se negociar um patrocinador, fica mais fácil por ser do sexo feminino?

Eu já tive vantagens e desvantagens por ser mulher. Muitos empresários não me levaram a sério. Muitos me cantaram e muitos me patrocinaram por eu ser mulher. Mas posso garantir que não é mais fácil conseguir patrocínio por ser mulher.

Suzane Carvalho (www.portalbrasil.eti.br)PBr: Como os homens desse esporte encaram uma mulher entre eles e pior, vencendo-os?
Depende muito da maturidade do piloto. Graças a Deus já no meu primeiro ano no automobilismo consegui um respeito muito grande por parte de pilotos e mecânicos. Logo eles viram que eu não estava ali para brincar, pois era a primeira a chegar, fazia toda a montagem inicial do kart, até a lavagem final, sendo a última a ir embora. E fazendo pole, ganhando corrida e disputando de igual para igual. Alguns pilotos são ultrapassados por mim na pista e vem me dar os parabéns depois da corrida. Outros, me colocam para fora. Outros, quando vêem que vão largar atrás de mim, simplesmente guardam o capacete e vão embora.
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PBr: Quais as perspectivas para o sexo feminino nesse meio tão machista, para os próximos anos? Qual a sua opinião de se criar categorias específicas para o sexo feminino? Você acha isso discriminação?
No começo eu achava discriminação ter categorias específicas para mulheres. Depois mudei minha opinião. Já vi muitas mulheres e meninas gostarem de correr, e não irem porque só tem homem. Criando uma categoria feminina, não só abre as portas para estas que já queriam, como para outras que querem correr como hobby e, a partir daí, podem surgir pilotos com potencial. Se você vai em um final de semana em Interlagos, por exemplo, tem mais de 100 pilotos correndo, e apenas 4 ou 5 com algum talento. Então, para descobrir onde estão estas 4 ou 5 mulheres, as categorias femininas podem ajudar.

PBr: Você teve dificuldade para aprender mecânica, acerto de carros? O pessoal que trabalhou com você encondia o jogo, porque você era mulher? Sentiu alguma diferença?
Muito antes de começar a correr, eu já estudava mecânica, desmontava meus carros e motos. Sempre gostei de mecânica. Quando começei a correr de kart, montei minha própria equipe e fiz questão de aprender tudo. Até hoje, sou eu quem preparo meu kart. Quanto a equipe esconder o jogo, isso ocorre em toda equipe, com todos os pilotos. Se for uma equipe grande, com engenheiros competentes, pior. Ninguém passa nada para ninguém. Eu prefiro correr em uma equipe pequena, como estou agora, e poder discutir com o engenheiro o que eu quero mexer, e o que foi feito. Se tivéssemos dinheiro para testar, com certeza já teríamos tido resultados melhores.

PBr: Você acha que o desgaste físico é muito grande para que outras mulheres que gostem desse esporte seja uma dificuldade a mais? E como se faz quando as mulheres estão “naqueles dias”? Atrapalha?

Já foi comprovado que a resistência física da mulher é maior do que a do homem. Mas a competição automobilística não é um esporte de resistência e muito menos de força física. É preciso sim, uma determinada resistência e força física, que qualquer pessoa com saúde normal tem. E se for carro de “turismo” então, exige menos ainda. Quanto a menstruação, nunca haviam me perguntado isso. Como faz? Exatamente como se faz quando não tem corrida. Não muda nada.

PBr: Você acredita que a sensibilidade feminina ajude a “sentir” melhor as reações de um carro de competições?

Olha, eu nunca havia pensado sob esse ponto de vista. Me acho mais sensível que a grande maioria dos pilotos. Mas sempre pensei como uma coisa pessoal. Nunca creditei ao fato de ser mulher.

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