Tancredo de almeida neves

Pressionado pela conjuntura internacional ditada pela iminente vitória dos aliados na Segunda Guerra Mundial e cada vez mais suscetível a pressões e contestações internas, Vargas põe em marcha um estratagema de liberalização do seu regime e com isso um quadro político erigido sob os auspícios democráticos viu nascerem novas agremiações políticas.

Assim em 8 de abril de 1945 foi criado o Partido Social Democrático (PSD) que, em Minas Gerais estava sob o controle de Benedito Valadares, empossado governador em 15 de dezembro de 1933 e nomeado interventor estadual em 4 de abril de 1935.

A deposição de Getúlio Vargas em 29 de outubro daquele ano abriu caminho para as eleições de 2 de dezembro onde foram escolhidos o Presidente da República e os membros da Assembléia Nacional Constituinte, que promulgaria a nova Carta Magna brasileira em 18 de setembro de 1946 e uma vez em vigor a nova constituição foram realizadas eleições em 19 de janeiro de 1947 para governador de estado, para eleger os demais membros do Congresso Nacional e também os que comporiam os legislativos estaduais.

Nesse cenário Tancredo Neves foi eleito deputado estadual sendo designado relator da constituição estadual mineiro e uma vez findos os trabalhos constituintes assumiu a liderança de sua bancada e comandou a oposição ao governo de Milton Campos da União Democrática Nacional (UDN), que havia chegado ao Palácio da Liberdade após uma cisão no PSD mineiro.

Em 1950, Tancredo Neves foi eleito deputado federal e viu seu aliado Juscelino Kubitschek ser eleito governador ao derrotar o situacionista Gabriel Passos. Uma vez membro da coalizão que reconduziu Getúlio Vargas ao poder em 1950, Tancredo licenciou-se do mandato e exerceu o cargo de Ministro da Justiça a partir de 25 de junho de 1953.

Entregou o cargo de ministro quando do suicídio de Getúlio Vargas semanas após o início da crise política que culminou com um atentado contra o jornalista Carlos Lacerda e resultou na morte do Major da Aeronáutica Rubem Florentino Vaz.

Segundo consta nos arquivos da Fundação Getúlio Vargas Tancredo recebeu das mãos do próprio Vargas a carta-testamento que seria divulgada por ocasião da morte do político gaúcho.

Fiel à memória do antigo mandatário da nação fez-se opositor do governo de João Café Filho e articulador da candidatura de Juscelino Kubitschek à Presidência da República em 1955, Tancredo Neves não disputou a reeleição para deputado federal em 1954 por não ter se desligado do ministério em tempo hábil, desse modo foi nomeado presidente do Banco de Crédito Real de Minas Gerais pelo governador Clóvis Salgado da Gama, substituto legal de JK quando este renunciou para concorrer à Presidência da República em 31 de janeiro de 1955.

No ano seguinte Juscelino Kubitscheck nomeou Tancredo para uma diretoria do Banco do Brasil, cargo que deixou em 1958 ao ser nomeado Secretário de Fazenda do governo de Bias Fortes, fato que o impediu de disputar as eleições legislativas daquele ano.

Em 1960 foi derrotado por Magalhães Pinto na disputa pelo governo de Minas Gerais. Pouco mais de um mês após a eleição foi nomeado presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE) precursor do atual BNDES, sendo demitido nos primeiros meses do governo Jânio Quadros.

Recomendados Para Você:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *