Tendencias para 2008












Lista de tendências para o inverno 2008 já!

O Studio Li Edelkoort, especializado em pesquisar tendências, faz a sua segunda participação no Fashion Rio com uma palestra sobre o que poderemos ver nas passarelas de inverno 2008. Dessa vez, eles focam tudo no trabalho de escultores, para mostrar em imagens os elementos que vão influenciar o trabalho dos estilistas. Esses elementos não correm paralelamente, se misturam entre si, e foram apresentados como em um “brainstorming”, um “trend-dropping” com palavras e estéticas. Vamos a eles:

. Drapeados: pense em deuses clássicos gregos e romanos em gesso, onde artistas conseguiram traduzir movimentos fluidos nas vestimentas. As cores vão do próprio gesso ao ocre.

. Esférico: volumes polidos, brilhantes. Equilíbrio. A forma e o volume são mais chamativos que as cores e o tecido – esses são subordinados aos primeiros. A sensação de acolhimento, conforto, calma. Cores pastel super claras, como o mármore.

. Instintivo: a força animalesca. A estamparia dá lugar ao relevo no próprio tecido – arranhado, ousado. A cartela de cores é acinzentada, e o homem é metamorfoseado, meio bestial.

. Cotidiano: ainda a proteção, agora no conforto do lar. Uma crítica da moda, a valorização de objetos do dia a dia, um básico recriado que vira único. O azul e o vinho são bem escuros, neutros.

. Humanóides: os tecidos sintéticos, plásticos. A lingerie provoca de outra maneira, encontra outros caminhos, em um novo fetiche. Brilhos, reflexos, transparências, em uma cartela que vai da cor-da-pele ao vermelho. As formas humanas são revisitadas e podem despertar estranheza, mas seduzem.

. Místico: introspecção e religiosidade para o mundo que vivemos. Relíquias religiosas com design contemporâneo. Misturas de crenças, valorização do simbolismo. Revisão de togas, hábitos e roupas sacras. O tecido, em cores sóbrias e neutras, são envelhecidos, restaurados.

. Uniformização: peças que alongam pernas, braços, a silhueta é bem fina e comprida (calça skinny, botas?). Tecidos maleáveis e aderentes, como a lycra. Listras, estruturas contidas, tudo pelo delgado.

. Totem, ritual: esquimó, os pele-vermelhas. Um tema étnico: as cores não são puras, se apagam, como o argila. Franjas, penas, amarrações, estampas primitivas e carimbadas, botas longas, arts & crafts, tatuagem. Motivos geométricos, harmonia com a natureza. Sobreposições com couro, pele, tecido felpudo, bordados.

. Terracota: cerâmica no forno. Craquelados. Cores como mostarda, tijolo. O esmaltado, o quebradiço, as manchas, o tom parece “misturado na massa”. E tem um toque de anos 60 nas formas, uma volta do tweed.

. Narrativas: contos de fada, duendes, animais estranhos, histórias de floresta. O tom infantil aparece na maneira de brincar com as estampas, no verde-água, o rosa, o amarelo. Divirta-se na casa da árvore! Bordados. Inspiração nesses personagens lendários do leste europeu.

. Patinados: metálicos oxidados, o bronze. Verde-metal, azul-metal, dourado. Uma cara de matéria “estragada”. Um veludo escuro que absorve a luz.

. Baixo relevo: esculpir o tecido. Decorativo, art noveau, vestidos de época e de festa. Lembrança de Paul Poiret e em como ele trabalhava com as curvas.

. Fusão corpo-matéria: o metal tem movimento: lurex, paetê. Repensar o metal, até mesmo no sportswear. Armaduras modernas, efeito de mercúrio com tecidos fluidos e cintilantes.

. Robô: um novo futurismo. O robô não é aquele colorido, cheio de detalhes, mas simples, transparente, de plástico, resina. A cor é apagada, esbranquiçada. O matelassê é tecnológico, as cores incluem todos os cinzas. Para uma juventude inserida na realidade informatizada que quer participar e é politizada.

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