Tudo sobre anêmona

 


 


 




















Como ler uma caixa taxonómica
Anthozoa


Ilustração de Ernst Haeckel do livro Kunstformen der Natur
Classificação científica

















Reino: Animalia
Subreino: Eumetazoa
Filo: Cnidaria
Classe: Hexacorallia
Ordem: Actiniaria

A anémona (anêmona, no Brasil) é um animal séssil (que vive preso ao substrato marinho), e utiliza seus tentáculos para capturar alimentos. São cnidários pertencentes à classe Anthozoa, que também integra os corais, ordem Actiniaria.



 Anatomia


A anatomia interna das anêmonas-do-mar é muito simples: são pequenos sacos, presos ao substrato marinho por um pé adesivo, com uma coluna levando a um disco oral.


A boca é no centro do disco, contornado por tentáculos armados com muitos cnidoblastos, que são células de defesa e também um meio de capturar presas. Cnidoblastos contém cnidae que dão nome ao filo e são uma espécie de “chicotes” também chamados nematocistos, que contêm uma pequena vesícula cheia de toxinas e um sensor; quando o sensor é tocado, mecanicamente ativa o “chicote” que parecendo um arpão, crava na presa e injeta o veneno.


O veneno é uma mistura de toxinas, incluindo neurotoxinas, que servem para paralisar a presa. O veneno é altamente tóxico para peixes e crustáceos, que são a presa natural das anémonas-do-mar.


Somando ao potencial do veneno, sugeriram que quando o veneno é solto na água, afasta predadores em potencial. Peixes-palhaço são imunes ao veneno.


Têm uma cavidade gastrovascular que funciona como um estômago, com apenas um buraco que serve de boca e de ânus, alimentos não digeridos e os resíduos são expelidos pela boca/ânus.


Anémonas têm tamanhos variados: vão de 1 cm a 2m de diâmetro. Elas podem ter de 10 a centenas de tentáculos.



Algumas espécies


Actinodendron arboreum, Actinia equina, Aiptasia mutabilis, Andresia parthenopea, Bartholomea annulata, Cerianthus sp, Condylactis aurantiaca, Condylactis gigantea, Cryptodendrum adhaesivum, Entacmaea quadricolor, Heteractis aurora, Heteractis crispa, Heteractis magnifica, Heteractis malu, Heteractis sebae, Macrodactyla doreensis, Pachycerianthus fimbriatus, Stichodactyla gigantea, Stichodactyla haddoni, Stichodactyla mertensii, Urticina felina, Urticina lofotensis, Urticina piscivora.



 Ciclo de vida


Os pólipos produzem óvulos e esperma, fertilizados viram plânulas e depois formam-se outras anêmonas.


Poucas anêmonas são parasitas de outros organismos.


Anêmonas tendem a ficar no mesmo lugar a vida inteira a menos que o lugar fique muito difícil de se morar (seca prolongada) ou um predador está a atacando. No caso de ataque elas podem se soltar do substrato e nadar para outros lugares.


Os sexos das anêmonas são separados. A reprodução sexuada e assexuada acontecem. Em reprodução sexuada o macho solta o esperma que estimula a fêmea a soltar os óvulos e ocorre a fertilização (os óvulos e o esperma são soltados pela boca/ânus). Depois de fertilizados, viram plânulas e depois de um tempo assentam-se num lugar e viram anêmonas.


Também há reprodução assexuada: por fissão binária, quando a anêmona se divide em dois; por laceração, quando parte do disco de base se separa em pedaços e cria novas anêmonas e também por gemulação, quando uma nova anêmona cresce da outra.

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