Tudo sobre o leão asiático

O leão asiático (Panthera leo persica) é uma subespécie do leão.


Os últimos exemplares do leão asiático, os quais em tempos históricos habitaram territórios desde o Cáucaso ao Iêmen e da Macedônia até à Índia, passando pelo Irão (Pérsia), habitam no Parque Nacional da Floresta de Gir no oeste da Índia. Cerca de 300 leões vivem num santuário de 1412 km² no estado de Gujarat. Em 1907 apenas existiam 13 leões no Gir, sendo que nessa altura o Marajá de Junagadh lhes concedeu uma total protecção.


Ao contrário do tigre, que prefere as florestas densas com folhagem densa, o leão habita as florestas de arbustos de folha caduca. Comparado com o seu parente africano, o leão indiano possui uma juba quase inexistente. O leão raramente entra em contacto com o tigre que também habita a Índia mas não na região de Gir. Esta floresta é mais quente e mais árida do que o habitat preferido pelo tigre.


Leões Asiáticos na Europa


O Leão Asiático habitou, em tempos, também a Europa. Aristóteles e Heródoto escreveram que leões eram encontrados nos Balcãs em meados do primeiro milénio a.C., habitando áreas das actuais Bulgária, Grécia, Albânia, Macedônia e Iugoslávia, e possivelmente seu habitat se estendia até a França. Quando Xerxes avançou pela Macedónia em 480 a.C., inúmeros dos seus camelos de carga foram mortos por ataques de leão. Acredita-se que os leões se extinguiram no interior das fronteiras da actual Grécia por volta dos anos 80-100 d.C. Por conta da caça, competição com cães ferais e o uso excessivo para lutarem no Coliseu Romano que os leões foram extintos da Península Balcânica. Esta população européia de leões é considerada por alguns como uma subespécie separada do leão asiático, o leão europeu (Panthera leo europaea), enquanto que por outros é considerada como uma população integrante do leão asiático.

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