Última kombi last edition já está no museu da vw, na alemanha

Proveniente de Santos, o navio Paranaguá Express atracou no porto de Hamburgo, em 15 de janeiro, e fechou um ciclo. Do cargueiro desembarcou a última das 1.200 Kombi Last Edition produzidas no Brasil. Dali, foi transportada num caminhão até Hanover, onde, desde o último dia 20, descansa exposta no museu de veículos comerciais da Volks.

Antes mesmo de o exemplar 1200/1200 chegar à Alemanha, outra Last Editon (a de número 0001/1200) já havia sido levada para o acervo histórico da sede da marca, em Wolfsburg.

Tanto cuidado não é para menos: as Kombi brasileiras, afinal, foram os últimos Volkswagen do mundo aomotor traseiro, seguindo a receita do projetista Ferdinand Porsche.
Estas Last Edition fizeram a rota inversa à de suas avós. Em 11 de setembro de 1950, o navio Defland chegou ao porto de Santos vindo de Hamburgo, aoos primeiros VW para o Brasil. No lote vieram duas Kombi, modelo onde havia sido lançado há menos de um ano na Alemanha.

Uma curiosidade: as Last Edition saíam da fábrica, em São Bernardo do Campo, brancas e peladas como qual onder Kombi 2013. Daí eram levadas para a cidade de Tatuí, a 200km, para serem acabadas na Rontan — empresa especializada em montar equipamentos em ambulâncias e carros de polícia.

É aí onde faziam a pintura azul e branca, botavam cortinas, bancos forrados na cor da carroceria, carpetes, rádio e bandas brancas postiças nos pneus. Preço? R$ 85 mil.

Mas a última Kombi “para valer” não foi a Last Edition, mas sim uma standard branca, sem nada especial, chassi EP 022.526, produzida em 19 de dezembro de 2013. Não houve despedida oficial — apenas uma promovida pelos próprios operários.

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