Vista aérea da barra da tijuca.

História

A região da Barra era originalmente um imenso areal, com vegetação rasteira típica de restingas. A área cheia de alagadiços e inapropriada para o plantio, permaneceu inocupada até meados do século XX, ainda que existisse esporadicamente grupos de pescadores que freqüentavam a região.

No ano de 1667, a região foi doada para a religiosos beneditinos, que implantaram engenhos apenas nos bairros de Camorim, Vargem Pequena e Vargem Grande[7].

Em 1900 as terras da Barra da Tijuca e Baixada de Jacarepaguá foram vendidas para a empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A., ainda hoje grande proprietária de terras na área, assim como a carvalho Hosken e a ESTA, dentre outros . A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do seu crescimento tardio, além da dificuldade de acesso à região, por estar separada do restante do município por grandes cadeias montanhosas, com picos que variam de 800 a 1200 metros.[8]

A ocupação efetiva da região deu-se inicialmente pelas suas extremidades, tanto no atual Jardim Oceânico como no Recreio dos Bandeirantes. Para atender aos novos loteamentos do Jardim Oceânico foi construída, pela iniciativa privada, a Ponte Nova, sobre a lagoa da Tijuca.

O grande marco do início do desenvolvimento da Barra, no entanto, se deu na administração do governador do estado da Guanabara Negrão de Lima, que encomendou ao urbanista Lúcio Costa um projeto urbanístico para a região. O Plano Piloto da Barra de 1969, similar ao Plano de Brasília, de inspiração no urbanismo dos Estados Unidos, com grandes avenidas e grandes espaços abertos, marcou definitivamente o início do estilo de vida peculiar da Barra.

Na década de 1980 é construída a Auto-Estrada Lagoa-Barra, que possibilitou o maior desenvolvimento, já que diminuiu o tempo de transporte para a zona sul da cidade do Rio. A essa mesma época consolidou-se grandes bairros planejados inspirados num novo modelo de vida, com destaque para o Nova Ipanema e o Novo Leblon.

Na década de 1990, outro grande marco urbanístico que possibilitou melhor ligação com a Zona Norte da Cidade do Rio. A partir de então o crescimento da Barra tem se caracterizado por grandes afluências de pessoas de todas as partes da região metropolitana do estado do Rio.

[editar] Projeto Cidade da Barra
New York City Center.
New York City Center.

Durante os anos 80, a Barra da Tijuca viveu uma explosão demográfica, com praticamente todos os terrenos ao longo das suas avenidas ocupados por grandes condomínios residenciais, parques, supermercados, shopping centers, escolas, hospitais. As avenidas foram duplicadas e receberam sinalização. Nesta época, houve um movimento de emancipação da região da Barra e bairros vizinhos, mas o resultado do plebiscito foi contrário.

Há um projeto de lei em andamento na Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro em que se prevê a formação de um novo município formado pelos bairros da região (Barra, Recreio, Grumari, Vargem Pequena, Vargem Grande, Itanhangá, Joá e Camorim) e da região de Jacarepaguá, com o nome de Barra da Tijuca. O projeto, porém, depende da aprovação do Projeto de Lei em tramitação no Congresso Federal, PEC 13/03, que transfere aos estados a competência para legislar sobre a matéria, como era até 1996.

[editar] Geografia

A Barra ocupa o centro geográfico da porção de terra entre as baías da Guanabara e de Sepetiba, localizada numa larga planície comprimida entre montanhas, morros e lagoas, com o Oceano Atlântico ao sul. As formações montanhosas da Serra do Mar, rebordo do Planalto Atlântico, ergue-se ao redor da região,com suas ramificações encontrando-se com o mar, e divisa a Barra do restante da cidade do Rio, e as lagoas da Tijuca e de Jacarepaguá separa a Barra do bairro vizinho de Jacarepaguá.

A região da Barra é cercada por dois grandes maciços: o maciço da Pedra Branca, que a separa dos demais bairros da zona oeste da cidade do Rio, de 1.025 metros e o maciço da Tijuca, sobre o qual irrompem morros e picos, alguns cobertos por vasta e densa vegetação, de grande interesse turístico, como o Pico da Tijuca (1.022 m) e uma das montanhas símbolos da Barra, a Pedra da Gávea, de (842 m).

Seu litoral tem 27,3 quilômetros de extensão, voltado ao Oceano Atlântico, e inclui pequenas ilhas. O litoral atlântico expressa alternâncias consideráveis, apresentando-se ora alto, quando em contato com as ramificações costeiras dos maciços da Pedra Branca e da Tijuca, ora baixo, trecho pelo qual se estendem as praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, eminentemente praias urbanas.

[editar] Economia

A Barra da Tijuca é uma das regiões economicamente mais expressivas da cidade do Rio de Janeiro, e uma das que mais crescem. Grandes empresas migraram para a Barra da Tijuca em decorrência do boom da construção civil e da oferta de espaços e novos empreendimentos empresariais.

Entre as grandes empresas que escolheram a região para instalar suas sedes ou filiais, encontram-se a Shell Brasil, a Esso Brasil, a Vale do Rio Doce, a Vivo, a Michelin, a Nokia, a Tim e a Unimed, dentre inúmeras outras.

[editar] Demografia
Crescimento por bairro.
Crescimento por bairro.

Segundo o último censo do IBGE, a área da subprefeitura da Barra da Tijuca compreendia uma população de 174.353 indivíduos.[9] Como as pesquisas do IBGE só são realizadas de 10 em 10 anos, até a próxima pesquisa demográfica, em 2010, os números são estimados. Hoje, tem-se que o povo da região da Barra da Tijuca compreende 220 mil pessoas.[10] A região da Barra é a que mais cresceu no estado: na década de 1990 apresentou um aumento de 44%, equivalente a 76 mil pessoas. Entre os bairros da região que mais cresceram destacam-se o Recreio, o Camorim, Vargem Pequena e Itanhangá.[11] Segundo dados oficiais do IBGE, a região apresentou a seguinte tabela de crescimento[12]:

[editar] Política e administração

A subprefeitura da Barra da Tijuca abrange a Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Itanhangá, Vargem Grande, Vargem Pequena, Joá, Grumari e Camorim. A sede da subprefeitura fica na av. Ayrton Senna, 2001, Barra da Tijuca. Compreende no total uma área de 165,59 km2. O atual subprefeito da Barra da Tijuca é André Duarte.

[editar] Divisão da Barra da Tijuca

[editar] Joá

O Joá é o menor distrito da Barra da Tijuca, localizado na divisa da região com São Conrado, no braço do maciço da Tijuca que se encontra com o oceano Atlântico. É um distrito eminentemente residencial, e possui uma pequena praia.

[editar] Barra da Tijuca

É o centro econômico, cultural e político da região. Sendo o maior distrito da região tanto em área quanto em população, o bairro se estende desde a Barrinha e canal da Joatinga até a avenida Salvador Allende, e desde o oceano até a avenida Abelardo Bueno e a Vila do Pan.

[editar] Vargem Grande

Localiza-se no sopé do maciço da Pedra Branca, e é repleto de rios e canais que correm em direção às lagoas e ao mar.

[editar] Vargem Pequena

Vargem Pequena está localizado entre o Camorim e Vargem Grande, conhecido por ser um centro gastronômico e uma das áreas que mais cresceram demograficamente na última década.

[editar] Grumari

Em Grumari se localizam as famosas praias da Prainha, de Grumari e de Abricó, além de outras menores e menos conhecidas, como as praias do Perigoso e do Perigosinho. Sua área é reserva ambiental e utilizada para prática de surfe e nudismo.

[editar] Itanhangá

Localizado no sopé do maciço da Tijuca, o Itanhangá tem grande parte de sua área ocupada por um campo de golfe e grandes condomínios de casas residenciais. Encontra-se no limite entre a região da Barra e Jacarepaguá.

[editar] Camorim

Situado entre o bairro da Barra e Vargem Pequena. Nele se localiza o Riocentro, importante centro de convenções da região.

[editar] Recreio dos Bandeirantes

Um dos principais distritos da região da Barra, o Recreio situa-se entre o mar e Vargem Grande e Vargem Pequena. Possui a segunda maior população da região e também várias opções comerciais, como o Recreio Shopping. Apresenta menor nível de verticalização que o bairro da Barra da Tijuca, e abriga em seu interior o Parque Ecológico Chico Mendes.

[editar] Educação e ciência

Com diversos estabelecimentos de ensino fundamental, unidades pré-escolares, escolas de nível médio e algumas instituições de nível superior, a rede de ensino da Barra é a considerada extensa em relação a sua população.[carece de fontes?]

Dentre instituições de ensino superior se destaca o IBMEC, a Universidade Gama Filho Downtown, a Pontifícia Universidade Católica (com cursos de extensão universitária), a Universidade Estácio de Sá, dentre outros.

[editar] Cultura e lazer

Dentre as opções de cultura e lazer da região estão grandes shopping centers, salas de cinema multiplex, complexos esportivos, teatros, sala de concertos e ópera, parques, trilhas naturais e as praias da região.

[editar] Shopping centers

A Barra é famosa pelos seus diversos shoppings, que fazem parte do dia-a-dia das pessoas da região. O maior deles é o Barrashopping, um dos maiores centros de compras da América do Sul. Outro grande e importante shopping é o New York City Center, inaugurado em 1999, e contíguo ao Barrashopping. O New York City Center possui uma arquitetura inspirada na ilha de Manhattan, contando com uma enorme réplica da Estátua da Liberdade em sua entrada. A estátua da Barra, como é conhecida, gerou polêmica nos centros tradicionais de cultura brasileira, que a viram como uma “influência negativa” da cultura norte-americana no estado do Rio, e muitos à época da inauguração propuseram a sua retirada. Porém, sendo a Barra largamente influenciada pelos valores e ícones culturais norte-americanos[13], a estátua foi mantida, e tornou-se um dos símbolos da Barra[14].

A Barra conta inúmeros outros shoppings, como o Bayside Shopping, o Barra Square, o Barra Garden, Via Parque Shopping, Rio Design Barra, Recreio Shopping e Barra Point, além de dezenas de mini-shoppings.

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