Você aprendendo um poco mais sobe sua saude! 11

Os avanços em drenagem linfática foram apresentados, na semana passada, pela técnica-anestesista Maria Inês Fernandez, que ministrou curso para fisioterapeutas, esteticistas e médicos em Belo Horizonte. Ela expôs a terapia vacummlinfática manual (TVM), uma variação da drenagem linfática desenvolvida por ela há 15 anos. Embora de nacionalidade argentina, Maria Inês é presidente da Sociedade Italiana de Linfodrenagem e se especializou em anestesia cardiovascular, trabalhando com a equipe do cirurgião Favoloro nos transplantes de coração.

A drenagem linfática, entre outras aplicações, é usada na recuperação de cirurgias. As intervenções invasivas podem impedir a criação de novos vasos linfáticos, o que resulta em edemas. A terapia é indicada para o tratamento de varizes, problemas circulatórios, pré e pós-cirurgias plásticas, como a lipoaspiração.

A TVM consiste em, por meio de manobras manuais, criar uma depressão anterior ao problema ou edema para facilitar a passagem dele, isto é, tratar primeiro a zona proximal e depois tratar a zona distal. As manobras podem ser de bombeamento dos linfonodos (gânglios linfáticos), que funcionam como uma espécie de centrifugação do sistema imunológico do corpo. Existem ainda as manobras linfáticas, que acompanham a fisiologia natural do sistema. É conhecida também como terapia descongestiva da microcirculação ou recuperação do tecido conectivo (RTC).

Por tratar problemas de circulação, que vão desde celulite, considerada um incômodo estético, à elefantíase, uma doença com graves complicações, a terapia é usada em diferentes áreas, como a estética, fisioterapia, oncologia e até flebologia (que trata de varizes). É uma técnica antiga, desenvolvida pelo austríaco Vodder, anatomista que inventou a drenagem linfática, mas aprimorada por Maria Inês e outros dois terapeutas: Leduc (França) e Foldin (Alemanha). “É uma terapia que aumenta a circulação linfática, ajudando a melhorar a microcirculação e na recuperação do tecido conectivo”, diz.

O evento em Minas foi organizado por Nilda Durães, representante da distribuidora de cosméticos ortomoleculares. “A técnica inova toda a drenagem linfática. Médicos, fisioterapeutas e esteticistas se especializaram na recuperação da microcirculação em nível capilar”, ressalta Nilda.

QUELÓIDES A terapia pode ser mais superficial – uma massagem drenante com uso de cremes – ou terapêutica, com alcance nas vias profundas. “Podemos atingir o mesmo local por distintas vias. Isso quer dizer que temos distintos caminhos para drenar uma determinada zona do corpo”, diz Nilda.

Segundo Maria Inês, diversas pesquisas científicas têm comprovado a eficácia da terapia, que ajuda na recuperação de cirurgias e também pode acabar com os quelóides, um tipo de cicatriz pós-cirúrgica. Ela editou o primeiro livro sobre o assunto em 1992 em Milão e, há 12 anos, ministra cursos no Brasil sobre a TVM. “A cirurgia plástica muda de métodos, materiais e formas de incisão. Por isso, estamos sempre inovando a nossa forma de trabalhar”, acrescenta.

De acordo com a especialista, a terapia pode reduzir na metade o tempo de recuperação. No entanto, em caso de lifiting, é indicada para o rosto apenas a massagem drenante. A terapêutica se aplica na região do pescoço. No caso de varizes, a terapia é indicada, pois aumenta a circulação venosa. “Não melhoramos a patologia, mas solucionamos a compressão venosa. Muitos problemas nas veias são causados por retenção de líquidos, que pode se tornar fibrosa e deformar a veia.”

Em cirurgias plásticas, são indicadas cinco sessões. Para o tratamento de celulite, 16 sessões ou quatro meses. Em média, são duas sessões por semana, mas as massagens podem ser feitas todos os dias. Não é recomendada a aplicação da terapia para quem tem febre, inflamação do sistema linfático, cardiopatias ou nefropatias descompensadas, tuberculose ganglionar e leucemia..

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