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Estima-se que, no Brasil, existam aproximadamente cerca de 15 milhões de pessoas que sofrem de osteoporose (o nome significa ossos porosos). Nos Estados Unidos, 1,3 milhão de pessoas sofrem fraturas anualmente, devido à doença, sendo que as mais comuns são do colo do fêmur, podendo ser fatais em 20% dos casos. Essa é uma doença complexa e suas causas ainda não são totalmente conhecidas, mas é a que mais acomete o metabolismo ósseo humano.

“O osso é uma estrutura viva e existem nele locais que são destruídos e substituídos por um outro novo. Quando ocorre um desequilíbrio entre a destruição e a reparação, sua resistência fica enfraquecida, uma vez que a massa óssea diminui bastante, desenvolvendo ossos finos, ocos e incapazes de suportar pequenos traumatismos, tornando-se mais sujeitos às fraturas”, explica o clínico geral e especialista em segurança do trabalho Tácito Guimarães Sobrinho.

A doença progride lentamente e raramente apresenta sintomas. Esses são percebidos apenas quando surgem as primeiras fraturas, acompanhadas de dores agudas. Existem dois tipos de osteoporose: a primária (pós-menopausa e senil) e a secundária (decorrente de doenças, como artrite reumatóide, insuficiência renal, uso de determinados medicamentos e algumas doenças endócrinas). “Freqüentemente, o primeiro sintoma da osteoporose é uma fratura, pois é uma doença que avança silenciosamente. Por isso, é muito importante a realização de exames preventivos a partir dos 45 anos, principalmente se houver casos da doença na família”, alerta o médico.

De acordo com Tácito Guimarães, a osteoporose tem uma incidência muito alta entre os brasileiros e cerca de 200 mil morrem anualmente em conseqüência de complicações de fraturas ocorridas. “Embora os pacientes portadores tenham uma alta taxa de mortalidade devido às complicações de fraturas ocorridas, a maioria morre com a doença em vez de morrer dela”, ressalta.

A osteoporose pode ser considerada uma doença pediátrica, mas que se manifesta na terceira idade. “Os grandes aumentos da massa óssea ocorrem nos primeiros anos de vida e na adolescência. A osteoporose causa atrasos e defeitos na formação óssea e isso pode ocorrer na infância e na adolescência. Por isso, é importante prevenir a doença também nessa faixa etária. O mais importante no tratamento da osteoporose são a prevenção e o diagnóstico precoce”, observa o clínico.

A doença pode ocasionar deformidade da coluna vertebral, diminuição da estatura e dificuldade de locomoção. “Social e economicamente falando, o problema vem se agravando diariamente com o aumento da população e o tempo de vida das pessoas na terceira idade, que são as mais propensas a adquirir a doença. Os tipos de fraturas mais freqüentes são o punho – por ser um ponto de apoio – e quadril – as fraturas da bacia são difíceis de cicatrizar e podem ocasionar invalidez. Estudos mostram que em torno de 50% das pessoas que fraturam a bacia não conseguem mais andar sozinhas.”

Com o objetivo de diagnosticar com segurança a osteoporose, o médico pode solicitar um exame de urina (verificar se há perda de cálcio) e de sangue (detectar índices de reabsorção óssea); além de radiografias (avaliar a redução da espessura óssea) e densitometria óssea (verificar o grau de perda óssea). “Embora pareçam estruturas inativas, os ossos se modificam ao longo da vida, pois o organismo humano está constantemente fazendo e desfazendo ossos. Esse processo depende de vários fatores: genética, boa nutrição, níveis adequados de hormônios e prática regular de exercícios”, ressalta Tácito Guimarães.

Segundo o especialista, as células ósseas (osteócitos) são responsáveis pela formação do colágeno (que dá sustentação ao osso). Os canais que interligam os osteócitos permitem que o cálcio saia do sangue e ajude a formar o osso. A densidade de cálcio reduz de 65% para 35% quando a doença se instala. O canal central do osso (medula óssea) fica mais largo e, com a progressão da doença, o colágeno e os depósitos minerais são desfeitos muito rapidamente e a formação do osso se torna mais lenta.

Com a diminuição do colágeno, surgem espaços vazios que enfraquecem o osso. “Recentemente, foi introduzido na prática médica um exame novo, voltado exclusivamente para esse tipo de doença: a densitometria óssea. É muito sensível e detecta perdas mínimas, mesmo antes de a osteoporose se instalar. Devido à sua alta precisão, é bastante útil no acompanhamento da evolução da doença. É muito importante, como medida preventiva para o sucesso do tratamento, que esse exame seja feito nas mulheres a partir dos 45 anos e nos homens a partir dos 55.”

O que é?

Distúrbio provocado pela perda gradual da massa óssea, facilitando a ocorrência de fraturas principalmente no punho, fêmur, bacia e coluna. O aparecimento da doença está associado ao envelhecimento, quando os ossos começam a perder o mais importante componente, o cálcio. Pode-se dizer que é uma doença na qual existe uma diminuição da substância óssea de forma progressiva, levando ao enfraquecimento dos ossos.

Sintomas

São secundários às fraturas. As do pulso, coluna e quadril são as mais freqüentes.

Diagnóstico

É feito por meio de exames que detectam a densidade dos ossos.

O principal é a densitometria óssea.

Causas mais freqüentes

• Envelhecimento: com a idade, o ser humano tende a perder massa óssea.

• Menopausa: as mulheres são mais atingidas pela doença, uma vez que, quando ocorre a parada definitiva da menstruação, o funcionamento do ovário diminui bruscamente a produção de estrogênio, hormônio indispensável para a conservação do osso. Com isso, passa a incorporar menos cálcio, tornando-se mais frágil. Para cada quatro mulheres, somente um homem desenvolve a doença.

• Dieta pobre em cálcio: este é fundamental para a formação do osso e está presente no leite, verduras, peixes etc.

• Herança genética: a osteoporose é mais freqüente em pessoas com antecedentes familiares da doença.

• Imobilização prolongada: o exercício físico estimula o fortalecimento dos ossos longos. Períodos de sedentarismo (inatividade física), mesmo por problemas de saúde, comprometem a formação do osso.

• Consumo excessivo de álcool e cigarros.

• Uso de determinados medicamentos: corticóides, hormônios tireoidianos, anticonvulsivantes, entre outros, quando usados por períodos prolongados, podem favorecer a destruição do osso.

Prevenção

É feita por meio de:

• Reposição hormonal de estrogênio nas mulheres, durante e após a menopausa

• Alimentação equilibrada e rica em cálcio, principalmente pela ingestão de leite e derivados, peixes e verduras

• Exposição freqüente ao Sol, porém não por períodos prolongados

• Atividade física corretamente orientada: caminhar durante 40 minutos ou mais, quatro a seis vezes por semana

• Abandono do cigarro e do álcool

• Tomar cuidados para evitar fraturas.

Medidas preventivas para evitar fraturas quando a doença já está instalada

• Chão livre, sem tapetes, fios de telefone etc.

• Iluminação adequada, principalmente nas escadas, que devem ter corrimão

• Evitar animais em casa

• Cozinha e banheiros com piso antiderrapante

• Sapatos e chinelos confortáveis, com solados antiderrapantes

• Não usar medicamentos que possam causar tonturas

• Fazer a correção da acuidade visual (óculos), quando necessário.

Tratamento

• A osteoporose pode ter cura em algumas situações. O maior conhecimento que se tem hoje sobre a doença e as medicações recentemente desenvolvidas permitem, no mínimo, estabilizar a perda óssea. Na maioria dos casos, o tratamento permite aumentar a quantidade de osso e, algumas vezes, quando a perda é pequena, pode-se curar por completo a doença. São várias as especialidades médicas que lidam com a doença: endocrinologia, geriatria, reumatologia, ginecologia e ortopedia. O importante é conversar com o médico para maiores informações.

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