Você aprendendo um poco mais sobe sua saude! 9

Viver livre de dores, tensões e limitações. O que devia ser regra é exceção, para muitos. Boa parte das pessoas0, entretanto, pode ter um corpo alinhado, apto para executar as diversas tarefas do dia-a-dia. O gyrotonic é uma alternativa que começa a despontar no Brasil. Surgiu da observação e necessidade do ex-ginasta e dançarino romeno Juliu Horwarth para tratar das próprias lesões. O exercício se consolidou nos Estados Unidos e chegou ao Brasil por meio da bailarina Rita Renha, em 1999.

É baseado em exercícios físicos individuais ou em duplas, rítmicos e circulares, sempre integrados, com uma preocupação postural e respiratória. Mistura princípios de ioga, tai-chi-chuan, balé e natação. Juliu também desenvolveu o gyrotonic expansion system, nome do aparelho que permite executar mais de 150 movimentos. A modalidade também pode ser praticada no solo e com o auxílio de um banquinho.

O objetivo é exercitar o corpo em sua totalidade, trabalhando órgãos internos, ativando o sistema nervoso central e com bons resultados no fortalecimento da região da cintura e da pélvis. Por meio de movimentos circulares, ondulares e harmoniosos, busca o alinhamento da coluna vertebral. “O gyrotonic propicia uma consciência corporal muito grande, ativa grupos musculares geralmente esquecidos, prevenindo que tarefas do dia-a-dia, como ir ao supermercado, pegar as mercadorias, virar para colocar no carrinho, depois no caixa, voltar para o carrinho e, finalmente, para o carro, causem dores”, explica a fisioterapeuta Denise Alencar, da Santé Terapias Integradas.

Opção para a musculação, trabalha também músculos internos, além dos mais superficiais e que proporcionam um visual “sarado”, sem riscos de contraturas ou distensões musculares, além de aumentar o volume de oxigênio transportado pelo corpo e favorecer a eliminação de impurezas.

Conforme explica Beatriz Horta Neves, sócia de Denise, o método não tem contra-indicação. “Temos pacientes de 10 a 93 anos. Evitamos menores de 10 anos para não interferir no crescimento”, afirma. Ela recomenda a prática por, pelo menos, duas vezes na semana. Cada sessão dura uma hora. “O objetivo é trabalhar com o máximo do corpo, sem deixar o praticante exausto.”

ENERGIA O gyrotonic é muito procurado por atletas de tênis, golfe e futebol. Uma única aula consegue trabalhar todos os grupos musculares e os chacras. “O gyrotonic tem princípios que visam à energização, o que propicia o bem-estar, assim como a liberação da endorfina”, aponta Beatriz. Nas 10 primeiras sessões, são passados os exercícios, movimentação e execução correta ao aluno. “O resultado é uma redescoberta dos movimentos mais fisiológicos do corpo”, garante.

Muito comparado ao Pilates, na verdade, tem poucas semelhanças. O primeiro lida com movimentos mais restritos – para cima e para baixo, para um lado e para o outro, para frente e para trás. A técnica, desenvolvida por Julius, opta por movimentos circulares e mais amplos. Este mês, a Santé vai oferecer aulas experimentais aos interessados, bem como cursos para capacitar profissionais a trabalhar com o equipamento.

A psicanalista Gilda Vaz Rodriguez, de 60 anos, é adepta há um ano, diz que está colhendo muitos benefícios. “Sempre me exercitei. Nos últimos seis anos fiz RPG e depois Pilates, que agora revezo com o gyrotonic. Dores lombares e cervicais, que eu tinha freqüentemente, sumiram”, comemora. “Também tenho a sensação de que a atividade previne o surgimento de outros distúrbios. Quando o corpo dá um sinal, é porque já tem um problema instalado há algum tempo.”

A preparação lhe devolveu a satisfação de poder pegar os netos no colo, sem que o corpo cobrasse a conta em seguida, com dores. Até para dirigir a sensação mudou. Ela consegue, com facilidade, se virar para pegar o cinto de segurança ou manobrar de ré.

INDICAÇÕES

• Hérnia de disco
• Alterações posturais
• Pós-operatório
• Dores tensionais (estresse, maus hábitos)
• Encurtamento muscular
• Cifoses (pessoa “corcunda”)
• Hiperlordoses
• Condicionamento físico
• Dores de cabeça
• Bruxismo
• Doenças degenerativas
• Preparação para atletas

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