Você aprendendo um poco mais sobe sua saude!

Colocar freio na expansão acelerada da epidemia de obesidade é um dos grandes desafios de saúde pública em todo o mundo. No Brasil, a combinação de maus hábitos de vida com a falta de estrutura para tratamento e prevenção do problema delineou um perfil demográfico cujas demandas já ameaçam o orçamento destinado à saúde e, em muito pouco tempo, tendem a comprometer ainda mais gravemente o funcionamento de todo o sistema.

Somos uma população bastante pesada, como constatou o mais recente mapeamento da obesidade no país, encomendado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM). Além dos 63,1% de pessoas com sobrepeso, outros 3% (estatística média no Brasil) já integram as estatísticas de obesidade mórbida. A tendência é de que o número não pare de crescer.

A boa notícia é que, considerando a necessidade de estruturar uma rede de serviços e ações que ofereçam cuidados integrais e integrados, o Ministério da Saúde, finalmente, instituiu novas diretrizes de atenção à população, pensando não só na assistência ao portador de obesidade, como, principalmente, na prevenção da doença.

Melhor notícia ainda é a confirmação do êxito das intervenções que envolvem a promoção de saúde e a atenção primária. Além de fundamentais para a qualidade de vida da população em geral, algumas medidas preventivas em andamento surpreendem na relação custo-efetividade.

Em Belo Horizonte, um dos exemplos dessas intervenções foi apresentado no Congresso Internacional de Epidemiologia, que foi realizado no Rio Grande do Sul, no mês passado.

Os resultados do projeto que associa prática de atividade física e orientação nutricional, além da capacitação de equipes de saúde, não podia ser melhor, de acordo com a nutricionista Aline Cristine Souza, professora do curso de nutrição da UFMG e coordenadora das propostas de intervenção nutricional que integram o Projeto Academias da Cidade.

Em toda BH existem oito dessas academias em funcionamento e outras 22 estão previstas para o ano que vem. Em apenas 11 meses de atividades, a do Bairro Mariano de Abreu, na Zona Leste da capital, ajudou a esvaziar o centro de saúde vizinho. A população local se considera menos doente e mais feliz.

A comparação de dados levantados antes e depois das intervenções não só explica essa nova realidade, como consolida uma mudança de hábitos de vida por parte da população. “A média de quilos perdidos foi de 3,4% do peso corporal; 82% das pessoas estão mais satisfeitas com seu corpo e 18% relataram a diminuição no consumo de medicamentos”, destaca Aline, que defende: “O melhor caminho para o controle da obesidade, sem dúvida, é evitar que ela se instale.

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