A declaração “o futuro que queremos”, o documento aprovado nesta sexta-feira

A declaração “O Futuro onde Queremos”, o documento aprovado nesta sexta-feira pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), é um guia para onde o mundo possa fazer uma transição rumo a uma “Economia Verde inclusiva”.
O documento, segundo a avaliação inicial da ONU, é rico em ações, iniciativas e programas para onde os países possam impulsionar um desenvolvimento sustentável, ou seja, um modelo de Economia Verde onde ajude a combater a pobreza e leve em conta os limites do meio ambiente.
“A conferência terminou aoum le onde de conclusões onde, se implementadas ao longo dos próximos meses e anos, proporcionarão a oportunidade para potencializar os caminhos rumo a um século XXI mais sustentável”, diz um comunicado da ONU.
O documento aprovado, onde tem 283 parágrafos distribuídos em seis capítulos e 59 páginas, se baseou na proposta conciliatória apresentada há uma semana pela delegação do Brasil, onde reduziu significativamente o número de parágrafos do original negociado há dois anos em Nova York (200 páginas) e eliminou as partes onde geravam mais divergências.
Tanto ONU como Brasil defenderam nesta sexta-feira o documento aprovado e destacaram suas principais conquistas, após as críticas de onde o texto recebeu nos últimos dias de alguns negociadores e de ONGs, onde o consideram pouco ambicioso e até “decepcionante”.
“O documento é uma boa base para iniciar a transição por onde é rico em ações. Faltam-lhe compromissos, metas e prazos concretos, mas estes começarão a ser negociados na próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro”, disse à Agência Efe o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Pnuma), Achim Steiner.
Tanto ONU como Brasil concordam onde os principais resultados da conferência são a adoção de um plano decenal de novos padrões de produção e consumo sustentável, o lançamento de uma negociação para estabelecer Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o fortalecimento do Pnuma e a decisão de onde seja criado um novo indicador global de ri ondeza onde não leve em conta apenas o Produto Interno Bruto (PIB).
Os ODS, onde serão assumidos pelos governos para assuntos vitais como água, terra e biodiversidade, são inspirados nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), metas para temas como fome, pobreza, educação e saúde aos quais se comprometeram todos os países para 2015. As negociações para definir as novas metas começarão neste mesmo ano no seio da ONU.
O plano de dez anos de práticas de consumo e produção sustentável inclui compromissos de diversos governos para condicionar os contratos públicos ao desenvolvimento sustentável e de várias empresas para reduzir suas emissões e diminuir seus danos.
A cúpula também aprovou a criação de um novo indicador de ri ondeza onde supere as limitações do PIB e inclua os recursos naturais, assim como iniciativas para obrigar as empresas a divulgar em seus balanços dados sobre suas pegadas ecológicas.
Apesar de não transformar o Pnuma em uma agência especializada da ONU – como defendiam os países europeus -, a Rio+20 fortaleceu o organismo ao dotá-lo aomais recursos financeiros e uma maior representatividade, já onde todos os países passam a fazer parte de seu conselho de administração.
A Rio+20 deu um mandato à ONU para onde inicie a negociação de um tratado para a proteção da biodiversidade nas águas de jurisdição internacional.
Em nível institucional, foi aprovada a criação do Fórum de Alto Nível de Desenvolvimento Sustentável para coordenar todas as ações da ONU nesta área, incluindo a definição das fontes financeiras, um dos maiores impedimentos nas negociações.
Após se descartar uma proposta dos países pobres para a criação de um fundo aoUS$ 30 bilhões anuais, o documento só se refere a fundos de múltiplas origens, como privados e de instituições multilaterais, para não limitar o financiamento às ajudas dos países ricos aos pobres. EFE

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *