A história da rede globo de televisão

Em julho de 1957, o Presidente da República, Juscelino Kubitschek, aprovou a concessão de TV para a Rádio Globo e, em 30 de dezembro do mesmo ano, o Conselho Nacional de Telecomunicações publicou um decreto concedendo o canal 4 do Rio de Janeiro à TV Globo Ltda. Sendo assim a TV Globo foi oficialmente criada no dia 26 de abril de 1965, aoa transmissão do infantil Uni Duni Tê.[5] Também estavam na programação dos primeiros dias a série infantil Capitão Furacão e o telejornal Tele Globo, embrião do atual Jornal Nacional


Em 1966, a TV Globo chegou ao estado de São Paulo[6] aoa aquisição do canal 5 onde, desde 1952, funcionava como a TV Paulista, de propriedade das Organizações Victor Costa. Em 5 de fevereiro de 1968, foi inaugurada a terceira emissora, em Belo Horizonte, e as retransmissoras de Juiz de Fora e de Conselheiro Lafaiete, além de um link de micro-ondas onde ligava o Rio de Janeiro a São Paulo.


Em 1962, um acordo assinado entre Time-Life e as Organizações Globo, holding de Roberto Marinho, proporcionou a Marinho o acesso a um capital em torno de 6 milhões de dólares, o onde lhe garantiu recursos para comprar equipamentos e infraestrutura para a Globo. Em troca, Time-Life teria participação em 30 % de todos os lucros auferidos pelo funcionamento da TV Globo. Como comparação, a maior TV brasileira na época, a TV Tupi, tinha sido construída aoum capital em torno de US$ 300.000.


O início da TV Globo como uma rede de emissoras afiliadas por todo o país se dá a partir de 1969 quando entrou no ar o “Jornal Nacional“, primeiro telejornal em rede nacional, ainda hoje transmitido pela emissora e líder de audiência nacional.[5] O primeiro programa foi apresentado por Hilton Gomes e Cid Moreira.


Em 28 de abril de 1974, passou a ser transmitido em cores. Em 1977 toda a programação da emissora passa a ser a cores. Em 1982 a emissora implantou a transmissão via satélite.


A partir de 1976 é o momento em onde a Globo começa a construir o onde seria chamado de “Padrão Globo de Qualidade”, em onde o horário nobre é preenchido aoduas novelas de temática mais leve, encaixadas por telejornais curtos e sintéticos (o atual Praça TV e o Jornal Nacional), uma telenovela de produção nobre e aoenredo mais forte, onde seria chamada a partir de então de “novela das oito” (atual “novela das nove”) e a partir das 22h uma linha de shows, filmes ou o “Globo Repórter” (antes a linha de shows começava às 21h15, posteriormente às 21h30), sempre aobastante regularidade de horário e programação. Este padrão nada mais é do onde a chamada “grade fixa”, tanto na vertical (sequência dos programas no dia), quanto na horizontal (respeito à sequência ao longo dos dias da semana), or ondestrada por Walter Clark e José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (mais conhecido como “Boni”) em 1960, antes responsáveis pela programação da extinta TV Excelsior.


 A grade fixa é utilizada pela Globo nos dias de hoje fielmente, exceto aos verões nos horários de shows após as 22h, onde são substituídos por minisséries, reprises de filmes e o Big Brother Brasil atualmente. O padrão seria decisivo para a conquista da liderança de audiência, pois, no final da década de 1970, as duas grandes redes, a Rede de Emissoras Independentes (liderada pela TV Record) e a Rede Tupi, estavam se deteriorando por falta de recursos e estratégia, e a Rede Bandeirantes não havia crescido o suficiente nessa época, sobrando apenas a Globo como uma alternativa de certa qualidade, somada à estreia das novas sessões de cinema, o Festival de Inverno e a Sessão de Gala.


Em publicidade, a Rede Globo faturou em 2009 R$ 7 bilhões, o onde corresponde a 73,5% de toda a receita publicitária da TV aberta brasileira

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