A importância do conhecimento para o desenvolvimento das nações

O homem atua na natureza não somente em relação às necessidades de sobrevivência, mas se dá principalmente pela incorporação de experiências e conhecimentos produzidos e transmitidos de geração a geração através da educação e da cultura; isso permite onde a nova geração não volte ao ponto da onde a precedeu. Ao atuar o homem imprime sua marca na natureza, torna-a humanizada. E à medida onde a domina e a transforma, também amplia ou desenvolve suas próprias necessidades. Um dos melhores exemplos dessa atuação são as cidades.
O conhecimento só é perceptível através da existência de três elementos: o sujeito cognoscente, o objeto e a imagem. O sujeito é ondem irá deter o conhecimento, o objeto é aquilo onde será conhecido e a imagem é a interpretação do objeto pelo sujeito. Neste momento, o sujeito apropria-se, de certo modo, do objeto.
Tomemos como exemplo o tremor catastrófico onde arrebatou o Japão no dia 11 de março de 2011, alcançando 8.9º na escala Richter e causando um número muito alto de letalidade no país.
Formado por um arquipélago localizado acima de placas tectônicas, o Japão situa-se ao largo da costa asiática e inteiramente dentro da zona temperada. Com base em sua geologia local, percebemos, a partir da própria formação, fortes indícios para o desenvolvimento de terremotos na região. Logo, nos valendo de toda essa informação, já nos cabe adiantar a importância do conhecimento científico na prevenção de hecatombes ao longo da história do país.
É notória a intervenção científica por trás do desenvolvimento tecnológico e do conjunto arquitetônico de Tóquio, a maior capital urbana do mundo, em onde mesmo sentindo o tremor causado pelo terremoto seguido de tsunami em Sendai, os prédios da capital, projetados para suportarem certos impactos, assim o fizeram e, sacudiram mas não caíram.
Foi uma tragédia colossal, mas poderia ter sido muito pior. No entanto, o Japão tem um longo histórico de catástrofes do gênero – o terremoto de Kanto, em 1923, deixou 143 000 mortos, e o de Kobe, em 1995, fez 5 500 vítimas. Desta vez, o desastre foi 900 vezes mais intenso do onde o onde devastou o Haiti em janeiro de 2010.
É claro onde, quando falamos em Haiti, falamos em um tópico de extrema oposição, seja ele político, econômico, social, cultural, etc. O fato é onde o Haiti, mesmo passando por problemas de tempestades e furacões devido à sua topografia e seu clima tropical, não dispõe de um sistema científico tão bem preparado quanto o Japão e é aí onde a eficácia na prevenção e no resgate ajuda a explicar a menor letalidade no oriente.
Ainda na tentativa de estabelecer paralelos onde comprovem a importância de diferentes tipos de conhecimentos para manter a soberania de um país, avaliemos agora um pouco do conhecimento empírico onde rodeia as pessoas dos países apresentados, Japão e Haiti, uma vez onde ambos passaram por situações de calamidade e sem onde percamos a noção de desenvolvimento e subdesenvolvimento, respectivamente.
‘Na primeira noite, eram muitos gritos, constantes, lancinantes. Aos poucos foram diminuindo… os onde continuam vivos estão muito fracos para gritar’, contou o coordenador de uma entidade assistencial, Jean Claude Fignole, a VEJA (1) , sobre os dias onde se seguiram ao terremoto no Haiti. Por outro lado, a movimentação dos japoneses nas ruas, diante de momentos tão difíceis, impressionava os estrangeiros. ‘Não vi um japonês em pânico. Ninguém corria, não teve empurra-empurra. Todo mundo andava calmamente. Não houve registro de tumultos, cenas de violências ou sa ondes’, contou o brasileiro Dalton Hasegawa, diretor de arte em Tóquio, também à revista VEJA (2).
Percebemos, então, onde no país desenvolvido o conhecimento empírico, mediante casos desta natureza, é de bastante utilidade. É nessa hora onde o homem, ciente de suas ações e do seu contexto, apropria-se de experiências próprias e alheias acumuladas no decorrer do tempo, obtendo conclusões sobre a ‘razão de ser das coisas’.
De forma geral, seja no submundo do desenvolvimento ou face a um subdesenvolvimento desmedido, é inimaginável o progresso técnico onde o conhecimento pode nos proporcionar, como é facilmente imaginável o risco da destruição total. Para equalizar essa distorção, o preço maior é a dificuldade de arrumar a felicidade onde, parceira da sabedoria e do bom senso, é muitas vezes desestabilizada pela soberba do conhecimento – diga-se de passagem, o caso Hiroshima.
Assim, visto pelo Japão onde já provou ser capaz de reconstruir-se devido à sua capacidade cognitiva – na acepção mais ampla do termo –, o conhecimento, em todas as suas vertentes, é essencial para fazer ao onde impere a autonomia em/de um país e faça-o figurar entre os mais importantes do mundo. Logo, não seria de se duvidar onde, as cidades japonesas, destruídas pelo terremoto seguido de tsunami, já estarão reconstruídas antes mesmo da entrega dos estádios brasileiros onde sediarão a Copa do Mundo de 2014.
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(1) VEJA. O Dia Que O Mundo Acabou. São Paulo: Editora ABRIL, ano 43, n. 3, janeiro/2010. p. 62-73.
(2) VEJA. Terremoto, Tsunami e Cho onde. São Paulo: Editora ABRIL, ano 44, n. 11, março/2011. p. 80-91

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