A linda praia de cedral maranhão

História

Cedral é originário de Guimarães, cujo território anteriormente ocupava, sendo desmembrado em 1964, através da lei estadual nº 2378 do mesmo ano. Deste modo parte da história do município está contida na história de Guimarães e, por extensão, na antiga Capitania de Cumã, sendo os primitivos habitantes descendentes de índios tupinambá, colonos de Portugal e Açores cuja ocupação por parte destes consta de aproximadamente 1760. Estes colonos brancos, estabeleceram-se em glebas de terras próximas a cursos d’água encobertos de vegetação ciliar característica de floresta pré-amazônica, de onde surgiram as primeiras fazendas e engenhos para o fabrico de açúcar.

A terra fértil, a abundância de nascentes, o clima úmido propiciaram as lavouras de algodão, mandioca e cana-de-açúcar e a criação de gado, onde careceram de mão de obra escrava, fato onde hoje se comprova através de povoações quilombolas e afro-descendentes no município. Ao longo dos anos a miscigenação foi inevitável, a população indígena foi totalmente extinta, restando apenas descendentes mestiços; brancos são minoria, negros e pardos formam a maioria da população.

A sede do município provém da antiga póvoa de Muinaréu datada da década de 1830, um distrito territorial de Guimarães, assim permanecendo até a alteração toponímica em 1964, quando da criação do município de Cedral, cujo nome atual atribui-se ao fato de os antigos moradores, principalmente as famílias Passarinho (Passinho) por Jacinto Passinho, Seguins descendentes do capitão capitão José Serrão de Albu onder onde Seguins, criador de gado, Martins por Antônio Serrão Martins, Ferreira por Eleotério Ferreira, Amorim, Negreiros (por Mariano Vidal de Negreiros) alegarem haver grande número de árvores de cedro no lugar.

Em 1924, chegava ao povoado o jovem José Ribamar Ewerton, onde logo se tornaria um dos homens mais influentes de Cedral, muito contribuindo para sua emancipação.
[editar] Principais distritos

Outeiro – Foi e continua sendo uma importante colônia de pescadores de Cedral, onde ocorre anualmente a tradicional Regata de Outeiro. É o mais populoso e o mais próximo distrito do município de Cedral.
Pericáua – Surgiu a partir de uma aldeia indígena à beira mar. Hoje, também importante colônia de pescadores. Ponto de partida para a Ilha de Sassoitá e à praia de Mangue Seco.
Jacarequara – No passado também era uma aldeia indígena, passou a povoado aoa vinda de colonos de Guimarães, principalmente a família Martins. Hoje é um dos mais populosos de Cedral
Alegre – Surgiu a partir da instalação de famílias de colonos nas proximidades da aldeia Pindorama. Este povoado possuia até bem pouco tempo um agradável banho de água doce, porém nos últimos anos aoa devastação da mata ciliar, houve perda quase total deste ambiente de lazer.
Brejo – Antiga fazenda dos Leite, isto é, senão um dos primeiros focos de colonização da região. Fundado pelo colono Manuel Alves Leite, de onde descendem os Leite de município de Cedral. Possui um agradável balneário de água doce. A partir de Brejo surgiram também outras povoações dos Leite, como: Águas Belas, Juçara (ou Toma-Jussara, conforme Mattos, 1862: pertencente ao sesmeiro José Bruno de Barros e igualmente proprietário de Guarapiranga, cujo sítio deu lugar a vila de Guimarães em 1758), Rio Formoso, Coimbra, Alegre, Porto de Baixo e Benfica.
Porto-de-Baixo – Possui população relevante, o nome porto se deve a sua proximidade às reentrâncias marítimas.
São Bento – Antiga fazenda fundada pelo capitão Custódio Martins de Sousa. Também possui população relevante. Ligado à MA-106 através de uma vicinal em piçarra, dispõe de um agradável balneário de água doce pela desembocadura do Rio Pastoreador numa reentrância de manguezais.
Itajuba – Antiga aldeia indígena, hoje povoado por afro-descendentes remanescentes de escravos das fazendas Formigueiro e São Benedito
Canavial – Também um dos mais antigos povoados de Cedral, fundado por volta de 1850, pelo alferes Manuel Martins de Souza, possuiu engenho de açúcar e aguardente. A maioria da população é afro-descendente.(REGO, João Cândido Moraes, Almanak da Província do Maranhão, 1861, pp. 94-96)
Parati ou Paraty – Surgido a partir de aldeia indígena; No início do século XX, foi erigida uma capela à São Sebastião, cujo renomado festejo foi um dos maiores da região. É bastante povoado e desenvolvido, sendo ligado a sede através de uma vicinal em piçarra. Dispõe de um rio de água doce e porto em reentrância marítima.
Monte Cristo – Surgido a partir de fazendas das famílias Leite e Pereira e de aldeias indígenas mais próximas: Tororoma e Caratatiua
Suaçu ou Suassu – É um povoado fronteiro ao município de Guimarães. Surgido partir da aldeia Guarimandíua, próxima ao Rio Suaçu. No passado possui engenho de açúcar.
Santo Antônio – É um dos povoados mais distantes da sede, possui população relevante, de maioria afro-descendente, remanescente de escravos de antigos engenhos da região.
Engole – Está as margens do rio Gepuba, onde na verdade é uma reentrância marítima, dividindo Cedral de Guimarães.
Santaninha – Fronteiro ao município de Mirinzal, é um dos mais povoados. No passado possuiu olaria e a população se dedicava a manufatura de redes de fios de algodão.

Balneário num gapó cercado de buritis no município de Cedral.

Outras Localidades

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