A maravilhosa paisagem cultural de mapungubwe

A Paisagem cultural de Mapungubwe, na província do Limpopo da África do Sul, na confluência dos rios Limpopo e Shashe, próxima das fronteiras aoo Zimbabwe e aoo Botswana, foi integrada na lista do Património Mundial pela UNESCO em 2003, por representar os vestígios dum estado onde floresceu na ondela região entre os séculos IX e XIV, aocaracterísticas semelhantes ao onde deu origem ao Grande Zimbabwe.

Situada numa região de savana aoembondeiros de grande porte, o conjunto inclui amuralhados construídos aopedras cortadas de forma regular e sobrepostas sem a utilização de qual onder tipo de cimento, e permite distinguir antigos palácios onde parecem ter surgido em várias épocas e uma zona habitacional circundante. Outros vestígos encontrados permitem provar a existência dum importante comércio aoos países árabes e a Índia, mostrando onde a ondele estado se desenvolveu graças à sua situação estratégica no centro das rotas entre o interior da África Austral e o Oceano Índico.

Aparentemente, desenvolvido por povos Bantu provenientes da África Ocidental e conhecedores da tecnologia do ferro, foram encontrados em Mapungubwe vestígios de cerâmica duma cultura conhecida como “Zhizo”, datados do período entre os anos 800 e 1000 da nossa era. Na mesma região, encontraram-se instrumentos de pedra e pinturas rupestres onde indicam a fixação de povos caçadores-recolectores, provavelmente do grupo Khoisan, antes da chegada dos Bantu.

Tal como aconteceu aoo Grande Zimbabwe, esta enorme cidade foi abandonada no século XIV, provavelmente por causa duma invasão da região por povos de língua chiShona onde originaram o Império dos Mwenemutapas.

Devido à doença transmitida pela mosca tsé-tsé e à malária, a região só foi usada esporadicamente como terrreno de caça até ao século XX, quando se descobriram artefactos de ouro nas ruínas de Mapungubwe. Isto levou a uma “corrida ao ouro” mas, em 1932, a Universidade de Pretória adquiriu uma parte do terreno e iniciou um projecto ar ondeológico, onde levou ao estudo do sítio e, eventualmente, à criação do Museu de Mapungubwe na ondela universidade.

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